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Publicidade governamental viesa a mídia? Sim. Isso afeta o bem-estar social?

Muita gente nas Sociais foge deste tipo de pesquisa (será que porque sente que pode perder sua bolsa se explorar um tema assim?), mas economistas não gostam de permanecer alheios a temas assim. Então, para quem curte, eis um artigo com uma pequena – mas útil – bibliografia para quem quiser começar algo assim para dados brasileiros. Eis o resumo.

Media bias under direct and indirect government control: when is the bias smaller?

Abhra Roy – Kennesaw State University
Abstract
We present an analytical framework to compare media bias under direct and indirect government control. In this context, we show that direct control can lead to a smaller bias and higher welfare than indirect control. We further show that the size of the advertising market affects media bias only under direct control. Media bias, under indirect control, is not affected by the size of the advertising market.

Fala que não é um tema legal? Um dos artigos na bibliografia é este. Dados para o Brasil existem e existe uma grande discussão – mais política do que científica – na blogosfera sobre isto. Fica aí a sugestão.

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Viés da mídia?

Interessante estudo (infelizmente, não há um único estudo semelhante para o Brasil) sobre a mídia nos EUA.

Note como a ciência, mais uma vez, mostra que nem sempre o que você pensa é o que ocorre.

Conventional wisdom holds that publishers impose their views on newsrooms. Not so, say Gentzkow and Shapiro.

Por que?

Just as ice cream makers give customers the flavors they want, newspapers give their readers the stories and slant they want. It’s a market phenomenon. Ice cream makers strive to maximize ice cream consumption and profits. Papers try to maximize readership and profits. Newspapers are commercial enterprises that respond to economic signals and incentives. Editors, producers and reporters sense what appeals to their readers and try to satisfy these tastes.

Pois é. Nada que eu não esperaria, enquanto economista. Esta história da mídia malvada e feia que impõe suas opiniões a consumidores ignorantes ou irracionais não cola. A realidade é muito mais interessante do que estas teorias conspiratórias (que são ótimas para jogar a culpa nos outros).

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O viés dos progressistas: lamentação pelo IBGE

Tanto no episódio do IPEA como neste péssimo episódio da PNAD do IBGE, o que não me espanta mais é o silêncio dos auto-denominados (e supostos) progressistas. Geralmente se dizem tolerantes com a divergência, mas não perdem a oportunidade de de cobrar, daqueles que deles discordam, uma suposta neutralidade porque, conforme dizem: sua opinião é viesada porque ideológica e a minha não. Cadê a neutralidade?

Pois é. Agora entendo a neutralidade deles: significa neutralidade de ação. Eles preferem se calar nestes episódios. Ou tentam arrumar uma desculpa para continuar sua agenda política como se a mesma fosse neutra (ou, como dizem: a sua é que não é neutra, logo…).

O ocaso do IBGE é perigoso. Repare que, mesmo para os admiradores do nacional-inflacionismo (nacional-desenvolvimentismo para alguns), que adoram o governo Médici (e também o do general Geisel), este é um péssimo precedente. Nem nos anos da ditadura houve tamanha interferência no órgão. Em democracias sérias, no outro extremo, isto também não ocorre.

O viés dos auto-denominados progressistas, para mim, está claro: além de carregarem a bandeira de neutralidade e diversidade enquanto praticam o oposto, eles se calam diante de perigosas interferências como estas.

Em ano eleitoral, com a credibilidade econômica reduziada a zero – e não falo do setor financeiro que, como o Ellery mostrou, é otimista e não pessimista, como afirma o “nervosinho” Mantega –  agora o governo começa a destruir a credibilidade daqueles que fornecem dados públicos. Combine a isto os poderosos interesses contrários a um bom desempenho no PISA e você terá um bando de gente analfabeta funcional que serve de massa de manobra ou para ações páramilitares no estilo black bloc contra os que discordam de você.

No final, você ainda vai achar que isto tudo é democracia, tolerância e diversidade, com o aval de alguns auto-denominados (e supostos) intelectuais que nunca perdem a oportunidade de ganhar um dinheiro governamental (= vindo do seu bolso) para divulgar suas idéias bovinas e dóceis ao governante da hora enquanto também achincalham adversários sérios ou não, imaginários ou não. Falam de “observar” (= vigiar e eliminar a divergência?) de imprensa, de democracia, mas o fato é que ninguém quer aprender sobre anos e anos de pesquisas sobre instituições e resultados econômicos ou políticos.

Pobres técnicos do IBGE. Passaram anos fazendo um trabalho sério, acreditando pessoalmente em alguns políticos ou partidos, obviamente, mas sempre separando o lado pessoal do profissional e, agora, isto. Não é só perigoso e triste: é frustrante.

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A mídia…

Interessantíssima evidência anedótica sobre o viés da mídia, nos EUA:

Instapundit blogger Glenn Reynolds called attention to a case of media bias. One of his readers noted that Politico reporter Elizabeth Titus, in a piece on how there seem to be no scandals in Republican governor Scott Walker’s background, identified these politicians as follows:

 

Anthony Weiner: “The former congressman”
Rep. Chris Lee: “married New York Republican”
Mark Sanford: “The Republican”

 

Notice something? Reader Jeffrey Kirshner did. The one person whose party was not identified was Democrat Anthony Weiner. I’ve noticed that a lot. Republicans who do something scandalous are identified as Republicans. Democrats who do something scandalous apparently have no party affiliation.

 

O negrito é por minha conta. Agora, e no Brasil? Heim?

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Observatório do jornalismo investigativo

Boas perguntas do Fabiano, lá no Resistência (o blog que promoveu o interessante debate com Pedro Doria sobre as FARC). É o tal viés da mídia, muito estudado nos EUA, mas pouco analisado no Brasil (talvez porque muitos talentos adorem ser entrevistados, o que diminui consideravelmente seu interesse por uma pesquisa séria sobre o tema, ou talvez porque não existam dados, financiamento para uma pesquisa como esta e talvez porque seja fácil se refugiar no velho “os números não dizem nada, o que importa é uma bela verborragia”).