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Estudando…

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Mercado de seguros…no tempo dos piratas

Provavelmente eu já falei disso aqui. Mas a pergunta, do Leo Monasterio, é a melhor: quanto valeria um olho hoje? Ou melhor, qual o preço relativo de um olho em relação a um braço, por exemplo, hoje em dia?

“Then came the agreed awards for the wounded, who might have lost a limb or suffered injuries. They would be compensated as follows: for the loss of a right arm, 600 pieces of eight or six slaves; for a left arm 500 pieces of eight or five slaves. The loss of a right leg also brought 500 pieces of eight or five slaves in compensation; a left leg 400 or four slaves; an eye, 100 or one slave, and the same award was made for the loss of a finger. If a man lost the use of an arm, he would get as much as if it had been cut off, and a severe internal injury which meant the victim had to have a pipe inserted in his body would receive 500 pieces of eight or five slaves in recompense.” (The Invisible Hook: The Hidden Economics of Pirates” by Peter T. Leeson)

Direto do Kindle para você.

Start reading this book for free: http://a.co/aqvcwPL

empreendedorismo

Empreendedorismo e a dotação de inteligência de uma nação

Eis o resumo.

Do national differences in cognitive skills (CS) predict a nation’s likelihood of generating high-quality entrepreneurs who create and expand high-value businesses? We answer this question by estimating cross-country regressions that use the Acs and Szerb Global Entrepreneurship Development Index (GEDI) and a measure of national CS. After including conventional controls we find for a sample of 60 countries that our measure of CS robustly predicts the GEDI (unconditional correlation = 0.65, standardized beta = 0.42), an index that gives weight to both entrepreneurial attitudes within a nation and the institutional and economic prerequisites for creating high-value, high-growth firms. We find that this result also holds for an alternative measure of entrepreneurship.

Interessante, não?

economia do futebol · Law & Economics

A restrição orçamentária não-rígida (“soft budget constraint”) dos clubes de futebol profissional e os riscos do PL do clube-empresa

O “PL do clube-empresa” corre um risco sério: o de ser capturado por clubes que não ajustam suas contas e ser transformado em uma fonte de subsídios às custas dos pagadores de impostos, ou seja dando ao clube uma restrição orçamentária não-rígida (ou frouxa).

Transformar clubes em empresas? Boa ideia. Entretanto, o problema é como criar isso com os incentivos que estimulem o empreendedorismo, não o rent-seeking, como nos ensinou Baumol, em seus últimos escritos.

p.s. Aliás, aguardo o Victor me enviar seu artigo para ler sobre os problemas do Profut.

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economia aplicada · Economia Brasileira

Políticas públicas baseadas em evidências e a econometria…café matinal com base no FGTS

Muito se fala – e nem sempre muito se entende – acerca de políticas públicas baseadas em evidências. Aliás, quando é para se decidir sobre a política proposta pelo entusiasta defensor da abordagem, a conversa subitamente muda para argumentos sobre limitações do método ou para o famoso não podemos pensar apenas com estes números frios ou, mais ainda, o campeão dos torneios verborrágicos: mas que evidências são estas? A quem servem?

Mesmo assim, o tema é de suma importância já que gente que tem um poder muito elevado de decidir se pode colocar a mão no seu bolso (para levar seu suado dinheiro para alguma política sem impacto algum) adora falar do tema durante o café. Como você percebe, debater o tema seriamente é importante.

Pense por exemplo no caso de uma política como a de se liberar saques do FGTS. Será que podemos ter um embasamento científico para a mesma? A resposta, para quem passou por (e entendeu o que estudou) uma faculdade de Economia é, claro, positiva. Aliás, eis um exemplo de nota técnica interessante sobre o tema.

Natsume Souseki

Natsume Souseki, com sabor Smithiano

164px-sosekiA soya pastry seller does not sell his produce for the good of the State. His basic aim is to earn something to make ends meet: that is why he does it. However, when we wonder if he makes a fundamental contribution to society, whatever his motivations, well, we can say that he is indirectly profitable to the country. [My Individualism and the Philosophical Foundations of Litera: and the Philosophical Foundations of Literature (Tuttle Classics), p.56]

É quase um Adam Smith, não? ^_^

demografia · economia e demografia

Os centenários no Brasil

Pessoal da demografia, sempre me trazendo bons estudos.

Does anyone know the exact number of centenarians in Brazil? Since the nineteenth century, the census has provided the number of 100-year-olds in one of the most populous countries worldwide. In 1900, 4,438 individuals reported themselves to be centenarians, and 100 years later, 24,576 centenarians were recorded in the census. Due to data quality issues, we are skeptical about the real growth of the recorded population in the census. Therefore, we produce new statistics of the centenarian population through the variable-r method combined with different mortality models. We offer a set of estimates of the most likely number of centenarians in Brazil over the period 1900-2000. There was virtually no centenarian at the beginning of the twentieth century, and only in the 1990s, the centenarian population surpassed 1,000 individuals. Our estimates confirm an extensive over-enumeration of centenarians in census records since 1900. The good news is the improvement in census data collection over time.

Legal, não?

queimadas · R

Queimadas e Quebras Estruturais

Meu amigo Cristiano Oliveira, da FURG, fez um ótimo texto sobre as queimadas usando boa econometria na rede social que não mais uso. Podemos aproveitar sua análise para brincar um pouco com o R.

Primeiro, é possível ver que os dados apresentam sazonalidade marcante.

Rplot01

As médias sazonais?

sazon

Como qualquer um pode perceber, as queimadas aumentam sempre no mês de Setembro. Dito isso, algo displicentemente, busquei quebras endógenas na série. Eis o que encontrei.Rplot

O algoritmo encontrou duas quebras estruturais na série (pensando em termos de média), mas os intervalos de confiança não me inspiram confiança. As quebras seriam algo como Junho de 2002 e Agosto de 2007 seriam as supostas quebras.

Contudo, buscar quebras estruturais em séries sazonais não é algo trivial como aponta este artigo e este pequeno post.

A propósito, agradeço ao Cristiano pelo ótimo post. É inspirador ver meus colegas ajudando na melhoria da qualidade do debate público.