PPGOM é 4!

“O PPGOM subiu na avaliação da CAPES. Agora é 4!”

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O interessante ‘ranking’ de competitividade dos estados

Divulgado pelo Estadão hoje, o ranking merece uma análise mais detalhada. Por onde começar? Bem, por aqui. Sendo já o terceiro ano em que se calcula o índice, a esperança é de que se continue com isso por mais tempo. Uma variável a mais para se estudar não é um mau negócio. ^_^

estadoscompetitividade

Liberdade de expressão e arte

Muita polêmica, não? Um bom texto sobre o tema é este, do Rodrigo Peñaloza. Além deste texto, o Joel Pinheiro publicou um artigo em um jornal, mas não é aberto para não-assinantes, creio (mas você pode procurar por ele). UPDATE: veja este vídeo do Pirula.

Usando Monteiro Lobato como exemplo, digo: prefiro um boicote à sua obra do que a alteração da mesma por imposição de alguns com a anuência de governos.

Tem gente – auto-declarada esclarecida – que se calou quando fizeram isso com ele? Acredite, muitos. Muitos mesmo. Muitos que, agora, dizem-se ofendidos com a suspensão da exposição…

 

 

lobaton

Hora de reestudar o poder dos grupos de pressão segundo Gary Becker?

Quando os artistas boicotaram a extinção do Ministério da Cultura, Temer voltou atrás. (eu gostaria de ter visto a extinção do ministério)

Quando o MBL boicotou a exposição do Santander, o banco voltou atrás. (não dou a mínima para exposições do Santander)

Ou seja: ação racional em dois casos. Pessoas respondem a incentivos.

p.s. repare que os “especialistas” da internet nem sempre entendem o básico de problemas de ação coletiva. O custo de escrever um texto na internet e divulgar é menor do que o de estudar um texto teoricamente mais denso, não é? Pois é. Novamente: pessoas respondem a incentivos.

Neymar e a economia do futebol

Promoting healthy participation in sports like football is a valid social objective, but restricting the rights of players for the purpose of producing more professional football players is highly dubious as a mater of national public policy. As far as I know, no one thinks it would make sense for my employer, the University of Michigan, to have to compensate Oxford University or Birkbeck College for the education they gave me, still less Raynes Park High School or Pelham Middle School. If we want more professors for the public good we use taxpayer money to subsidise education rather than imposing a specific tax on people who are already professors. But football is not governed by the state, it is a private activity governed by organizations such as FIFA and UEFA. IF these organizations, and their member clubs, want to promote the development of professional players they can agree on a system of taxing clubs to do so.

Um belo trecho deste artigo do Szymanski sobre o sistema de transferências no futebol europeu. Ah, sobre o Neymar, aqui.

Keynes, sobre o IS-LM criado por Hicks

At long last I have caught up with my reading and have been through the enclosed. I found it very interesting and really have next to nothing to say by way of criticism. [Hicks, J. (1973). Recollections and Documents. Economica,40(157), new series, 2-11. doi:10.2307/2552678]

A citação está lá, na p.9. na carta de Keynes para Hicks. Divertido, não?

A economia dos “shoppings” populares…

Há gente que culpa a crise econômica, mas esta não afeta apenas os vendedores de produtos de shoppings populares. Eu me pergunto se alguém já não buscou entender como funcionam as administrações de shoppings populares pois, geralmente, são de responsabilidade de governos municipais. Então, primeiramente, não devem funcionar como shoppings privados. Em segundo lugar, há a questão do tamanho “pequeno/popular” e “grande/menos popular”: muda algo?

Quando eu era aluno de graduação existiam poucos shoppings. O que existiam eram as galerias (até hoje existem) e uma delas ficava perto do antigo prédio da faculdade de economia. Eu passava perto dela sempre, mas nunca pensei em estudá-la. Vai ver não tive a inspiração certa na época.

Voltando aos shoppings populares, alguém já fez uma monografia/dissertação/tese sobre o tema? Alguém já investigou a existência de corrupção em contratos deste tipo? Como é a função de custos de um proprietário representativo? Qual a relação entre informalidade e ilegalidade na função de produção?

Achei um trabalho, mas de geográfos, e bem descritivo, mas tive a impressão que mistura galerias com shoppings populares e suspeito que os contratos são distintos, o que exigiria um cuidado adicional ao falar de ações de agentes econômicos (há indícios de que sociólogos também já tocaram a superfície do tema).

Tá na cara que o problema envolve a compreensão acerca do papel do empreendedor na economia e, como se vê, há muita coisa interessante. Talvez seja uma sugestão interessante para um trabalho de campo de um estudante ou de um gestor. Afinal, se é para gastar recursos públicos alocando camelôs, que o dinheiro seja bem alocado (o gasto tem que ser eficiente, do ponto-de-vista de bem-estar), certo?