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O fracasso do libertarianismo, o liberalismo mais ou menos e o sucesso do comunismo?

Sempre é interessante verificar tendências. Graças a Eric Crampton pude fazer um pequeno exercício de descoberta de tendências. A ferramenta é o “Google Insights”. Só para explorar o tema, vejamos quem é o campeão na preferência das buscas.

Atenção: calma com as análises, heim? O fato de um termo ser popular nas buscas significa apenas que vale o ditado: “falem mal, mas falem de mim”. Em outras palavras, pode ser que um sujeito busque por um termo não porque o ame, mas porque busque notícias negativas sobre o mesmo. Claro, também há o que busca um termo porque gosta do mesmo. No mínimo, é um bom indicador de interesse, seja ele positivo ou negativo.

Aí vão (clique nas figuras para ampliar):

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Um bom dia

Hoje tive uma visita de dois alunos que me perguntaram por bolsas de pesquisa. Infelizmente não temos bolsas, mas eles não queriam dinheiro, mas sim a chance de pesquisar. Fato raro, penso, este de gente que deseja pesquisar e entender um pouco mais do que estuda. Fiquei feliz.

Além disso, aprendi um pouco mais sobre Mises hoje, em um debate no qual até agressões apareceram (lembrei-me porque parei de discutir em grupos e listas de discussão). Aprendi tanto sobre o que Mises escreveu quanto também sobre como o liberalismo brasileiro ainda está longe de ser compreendido (embora muita gente o idolatre, como um socialismo de sinal invertido).

Alguns poderiam pensar que fiquei chateado mas, desta vez, fiquei feliz. Conheci um pouco mais dos leitores do Ordem Livre. Gente que, quase sempre anônima, frequenta este excelente site, deu as caras por lá para me ajudar a refinar meu pensamento (sem falar no sempre ponderado Joel que passou por aqui hoje, em meio ao debate). 

O liberalismo é assim: não é uma obra pronta. Vive da construção (sou hayekiano) e, creio, sou bem menos a favor do uso da violência do que pensava. Ou será que estão quase me convencendo a comprar um revólver e atirar em quem eu achar que queira me escravizar? 

Não sei. Mas, leitor, este dia foi cansativo. Muito. E olha que ainda assim, eu digo para você, foi um bom dia.

Portanto, agora, boa noite.

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Lições de economia

Ludwig von Mises, o grande economista austríaco que morreu em 1973, descreveu aquilo que chamava “a lógica do intervencionismo”. A lógica é simples – ainda que seja triste. As intervenções governamentais na economia, que muito provavalmente piorarão as coisas, ainda geram outras intervenções governamentais.

Em parte, esse crescimento da intervenção se deve à desesperada corrida ao governo toda vez que surgem novos problemas. Mas parte dessa corrida também é causada pelo fato de os novos problemas raramente têm suas origens investigadas – que são as próprias intervenções.

Clique no trecho acima e leia todo o artigo de Don Bodreaux.

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Libertarian Papers

Novo ejournal. Pena que começa com artigos já lidos exceto, creio, o último deles……….o que me lembra minha eterna crítica aos austríacos radicais: não produzem nada de novo, apenas reciclam antigos pensadores. Isto não é uma boa prática, seja para libertários, austríacos ou qualquer um.

Se você quer publicar novamente um artigo antigo clássico de alguém crie logo uma biblioteca virtual com os seus “clássicos”. Journal é para novos artigos, reflexões de autores que fazem acontecer. Deixe os mortos com sua honra para a posteridade…

No mais, tomara que tenha futuro este “Libertarian Papers”.

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Sobre o liberalismo

Um trecho de longo texto de Milton Friedman:

Qualquer que seja a razão para o seu apelo, a adoção do laissez-faire teve algumas conseqüências importantes. Uma vez que o laissez-faire foi adotado, o incentivo econômico à corrupção foi removido. No fim das contas, como os funcionários do governo não possuíam favores a conceder, não havia necessidade de suborná-los. E se não havia nada a ser ganho a partir do governo, ele dificilmente poderia ser fonte de corrupção. Além disso, as leis que sobraram eram em sua maior parte – e mais uma vez estou simplificando e exagerando um pouco – leis amplamente aceitas como apropriadas e desejáveis; leis contra roubos, furtos, assassinatos etc. Esse é um contraste gritante com a situação na qual a estrutura legislativa considera crimes o que as pessoas individualmente não consideram crimes ou torna ilegal a prática de atividades que parecem sensatas. Essa última situação tende a reduzir o respeito às leis. Dessa maneira, um dos efeitos indiretos e inesperados do laissez-faire foi o estabelecimento na Grã-Bretanha de um ambiente de maior obediência e respeito pelas leis em relação à situação anterior. Provavelmente havia outras forças trabalhando nesse desenvolvimento, mas acredito que o estabelecimento do laissez-faire foi o fundamento para a reforma do serviço público na última parte do século – o estabelecimento de um serviço público cuja escolha era baseada em exames, no mérito e na competência. Você conseguiria esse tipo de desenvolvimento porque os incentivos para se buscar tais empregos com o propósito de se exercer influências “impróprias” foram drasticamente reduzidos quando o governo passou a ter poucos favores a conceder.

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Machado de Assis e o debate estranho

Reproduzo aqui uma lista de links interessantes de Gustavo Franco sobre um estranho debate e sobre uma entrevista que um jornal de São Paulo não quis publicar.


TEMAS MACHADIANOS

Curiosa matéria na Folha buscando ângulos ideológicos nas leituras de Machado de Assis, de Rafael Cariello e Sylvia Colombo Economistas liberais reinvidicam Machado (Gustavo Franco defende que escritor fez críticas ao capitalismo manco brasileiro; para Giannetti, leitura à esquerda é reducionista) (FSP, 22.11.08). Veja a íntegra da entrevista concedida ao jornalista, e que não foi publicada.

Machado comunista (FSP, 06.09.08). Veja uma manifestação de leitor de esquerda, e respectiva resposta.

Maldades que fizemos com Machado de Assis (FSP, 04.10.08). Veja a imagem da cédula que “humilha” Machado de Assis com um carimbo que lhe subtrai 3 zeros.

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Libertários são libertários…ponto.

Ao dizer “capitalismo”, as pessoas não querem dizer simplesmente livre mercado, nem simplesmente o sistema neomercantilista vigente. Ao invés disso, o que a maioria das pessoas quer dizer com “capitalismo” é esse sistema de livre mercado que atualmente prevalece no ocidente. Em resumo, o termo “capitalismo”, da forma como é geralmente utilizado, esconde uma suposição de que o sistema atual é um sistema de mercados livres. E já que o sistema atual é, na realidade, o sistema do favorecimento governamental de empresas, o uso comum do termo carrega consigo a suposição de que o livre mercado é o favorecimento governamental de algumas empresas (23).

Então, agarrar-se ao termo “capitalismo” pode ser um dos fatores que reforçam a confusão do libertarianismo com a defesa do corporativismo (24). De qualquer forma, se a defesa dos princípios libertários não é mal compreendida – ou pior, se é compreendida corretamente! – como a defesa das corporações, a relação antitética entre o livre mercado e o poder corporativo deverá ser continuamente destacada.

Trecho tirado daqui.

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Seminário Libertário (que, aliás, não defende o padrão-ouro)

Aqui. Olha só a programação:

Seminar Schedule
8:40 – 9:20
Registration (Coffee and Tea)
9:20 – 9:30
Opening Remarks
9:30 – 10:30
The Case for Free Trade and Against Barrierism David Henderson
10:30 – 11:00
Discussion Groups
11:00 – 11:15
Break
11:20 – 12:20
Why Fractional Reserve Banking is More Libertarian Than the Gold Standard Jeffrey Hummel
12:25 – 1:25
Lunch
1:30 – 2:30
The Non-recession of 2008:
An Overblown Crisis and Unnecessary Bailout Jeffrey Hummel
2:30 – 3:00
Discussion Groups
3:00 – 3:15
Break
3:15 – 4:15
The Paulson Bailout: Bush’s Road to Serfdom David Henderson
4:15

Adjournment

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Qual o custo da delinquência?

Aqui está uma estimativa, para o Chile. A autora é Maria Elena Arzola e ela trabalha na Libertad y Desarrollo. Esta é a diferença entre os think tanks liberais brasileiros e os similares norte-americanos (e chilenos): não se dá, aqui, importância à pesquisa.

Claro que isto empobrece o discurso dos defensores da economia de mercado e os deixa perigosamente próximos dos seus detratores, no sentido de apenas se basearem em princípios ideológicos.

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Economic Freedom of the World Network Annual Conference – “Liberty and Property Rights”

Economic Freedom of the World Network – Annual Conference -“Liberty and Property Rights”

Rio de Janeiro, Brazil – November 12-14, 2008, Hotel Windsor Excelsior
November 12

21:00-23:00 Dinner/Cocktail at the Windsor Excelsior [Miramar Room, top floor], hosted by Friedrich-Naumann-Stiftung für die Freiheit

November 13

9:00-9:30 Opening Session: Introduction and Welcoming Remarks
[Plaza Room]

Mr. Arthur Chagas Diniz, President, Instituto Liberal, Brazil

Mr. Uli Wacker, Director Regional, América Latina Fundación Friedrich Naumann para la Libertad

Mr. Fred McMahon, Director, Centre for Globalization Studies, Fraser Institute, Canada

Mr. Paulo Antonio Uebel, Diretor-Executivo do Instituto Millenium, Brazil

9:30-10:40 Economic Freedom and Its Benefits
Chairman: Mr. Rainer Erkens, Friedrich-Naumann-Stiftung für die Freiheit, Brazil

Overview of the Economic Freedom of the World: 2008 Annual Report
Dr. James Gwartney, Florida State University, USA, and Dr. Robert Lawson, Auburn University, USA

10:40-11:00 Break – coffee provided

11:00-12:30 Liberty and Property Rights
Chairman: Mr. Fred McMahon, Director, Centre for Globalization Studies, Fraser Institute, Canada

Property Rights, Uncertainty and Economic Development
Dr. Michael Walker, President, Fraser Institute Foundation and Senior Fellow at The Fraser Institute, Canada and Ms. Amela Karabegović, Associate Director, Centre for Globalization Studies, The Fraser Institute, Canada

Liberty and Property Rights: the way toward human development
Mr. Paulo Antonio Uebel, Diretor-Executivo do Instituto Millenium, Brazil

12:30-14:00 Lunch provided, Restaurant Excelsior [ground floor], sponsored by Friedrich-Naumann-Stiftung für die Freiheit

14:00-15:30 Property Rights in Latin America
Chairman: Mr. Roberto Fendt, Vice-President, Instituto Liberal, Brazil

Property Rights in Venezuela: A Decade of Violations and Changes
Dr. Rafael Alfonzo, CEDICE (Centro de Divulgación del Conocimiento Económico para la Libertad), Venezuela

Looking Forward: Property Rights and Rule of Law
Dr. Hugo Maul, CIEN (Centro de Investigaciones Económicas Nacionales), Guatemala

15:30-15:45 Break – coffee provided

15:45-17:15 Property Rights, Rule of Law, Institutions and Economic Development
Chairman: Mr. Otto Guevara, Costa Rica, President of RELIAL

The Cultural Roots of Successful States: Is There a Role for Libertarian Values?
Mr. Claudio D. Shikida, Mr. Ari Francisco Araujo Jr., and Mr. Pedro H.C. Sant’Anna, (IBMEC)

Second speaker-to be confirmed

18:30- 21:00 Dinner, Miramar Room [top floor], Windsor Excelsior
November 14

9:00-10:30 Property Rights: Case Studies
Chairman: Mr. Paulo Antonio Uebel, Diretor-Executivo do Instituto Millenium, Brazil

The Formation of Private Property Rights in Iceland: Problems and Perspectives
Prof. Hannes Gissurarson, University of Iceland, Iceland

El Salvador: A Central American Tiger?
Mr. Juan Carlos Hidalgo, Project Coordinator for Latin America
Center for Global Liberty and Prosperity, Cato Institute

10:30-10:45 Break – coffee provided

10:45-12:00 Economic Freedom of the World and Future Meetings and Activities Discussion
Chairpersons: Mr. Uli Wacker, Director Regional, América Latina Fundación Friedrich Naumann para la Libertad and Mr. Fred McMahon, Director, Centre for Globalization Studies, The Fraser Institute, Canada

12:00-14:00 Lunch provided, Restaurant Excelsior [ground floor], sponsored by Friedrich-Naumann-Stiftung für die Freiheit

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P.J. O’Rourke

O grande escritor P.J. O’Rourke faz um belo diagnóstico do fracasso republicano e, mais importante, alerta para o perigo do enganoso discurso ideológico dos democratas no final do texto. Vale a leitura. É longo, mas se você não consegue ler textos longos porque “esta é a internet”, então você é um bom candidato às últimas colocações do exame PISA…

Nem tudo na vida é blogosfera kunderiana (“tudo o que tem mais de dois parágrafos desmancha ao ar”), meu caro. Internet não é sinônimo de resposta fácil, curta e rápida. É sinônimo, sim, de busca fácil, curta e rápida. Se o que você encontrou faz sentido é ouuuuutra história…

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Austríacos gostarão disto

Charles Koch, seu livro e seu instituto. A julgar pela propaganda do livro, os professores de Administração terão que encarar o fato de que o livre mercado não é o vilão da história (hoje em dia, por incrível que pareça, esta é a tônica no discurso da “responsabilidade social”), mas sim o melhor meio de se gerar prosperidade para a sociedade.

Compre e me dê de presente (o livro) antes que eu mesmo o compre…^_^