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O Itamaraty é uma agência-fantoche do Pentágono(?)

Além de já sabermos que a carta do Obama não ser exatamente o que a grande imprensa (agora também com um canal oficial) tem dito, eis que o portal G1 faz a pergunta inescapável: nossos diplomatas são vaquinhas de presépio?

Eu, como bom brasileiro, achava que a política externa brasileira na administração da Silva era uma “alternativa” às “falidas democracias ocidentais” que deturpam os valores da mocidade com seu jazz e outras influências perniciosas (já denunciadas por Dom Hélder Câmara?). Agora, pelo que foi feito com a “alternativa” totalitária do Irã – pelas mãos, sim, da diplomacia brasileira – temos que refletir: será que basta Obama mandar um bilhete que o Itamaraty abana o rabo?

Quem diria que o partido do sr. da Silva iria abandonar todo aquele discurso contra os EUA de maneira voluntária…(mas o que você esperava de gente que faz isto?).

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Bin Laden já não tem o mesmo poder

Seus criminosos seguidores costumam ser bem tratados no Ocidente e, mesmo quando pregam absurdos, são relativamente bem tradados. Ponto para a democracia. Contudo, mesmo aqui, na “civilização ocidental” (esta para a qual os alemães orientais fugiram quando puderam, enquanto os intelectuais de esquerda alemães falavam de pessimismo e outros assuntos pouco ligados à realidade da vida sob o socialismo), as pessoas já começam a perder a paciência.

Claro que não estamos falando do Brasil. Aqui, como bem lembra a Prêmio Nobel da Paz iraniana, há um problema sério com a política de relações exteriores: o discurso não casa com a prática. Claro que se pode sempre falar de realpolitik, mas eis um trecho genial da entrevista da dita cuja:

Na prática, o que pode ser feito?

Me surpreende que o Brasil… (Ela faz uma pausa, depois, segue exaltada) Será que o povo brasileiro sabe o que o governo iraniano faz nas ruas ou às escondidas? Será que não se pergunta porque seu governo despreza as violações dos direitos humanos no Irã? Me entristeceu muito ver o presidente Lula reconhecer publicamente a vitória de Ahmadinejad para um segundo mandato tão rapidamente. Como pôde fazer isso? Como seu presidente pode se unir a um governo que tortura e mata seus estudantes e jovens, sua gente nas prisões, oponentes e minorias? Diga aos brasileiros que peçam ao presidente que não vá ao Irã ou convide Ahmadinejad ao Brasil. Lula não deveria fazer amizade com governos criminosos.

A sra. já falou ao presidente?

Não tenho autoridade para falar com Lula. Então, falo ao povo brasileiro.

Como parte do povo brasileiro, eu só posso concordar com a sra. Ebadi: é lamentável que a administração da Silva não aproveite o bom momento histórico para reafirmar seu compromisso com a democracia e com a liberdade. Bem, talvez a alta cúpula desta administração não goste muito destes valores e prefira seguir a massa de militantes (dos partidos….de esquerda, claro) que apóia enfaticamente regimes opressores (nem vou mais citar Cuba) e diga sandices em termos de economia.

Mas tal como a sra. Ebadi, eu também não falo com o atual ocupante da Granja do Torto. Falo apenas com meus dois ou três leitores, certo?

Mas veja que Bin Laden e os radicais islâmicos estão, gradativamente, tornando-se peças inócuas no tabuleiro da história. Não é a toa que façam tanto marketing pessoal com fitas de video, anúncios bombásticos sobre o Holocausto, etc. Quando a insignificância aperta, o grito fica mais alto.

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Relações (Engraçadas) Internacionais – o (o)caso do Irã

For the last month, Iran has made about one new weapons announcement a week. All these breakthroughs in military technology involve new systems that, on close examination amount to, well, nothing. First there was the announcement of a new robotic submarine. No details were given, but it was soon discovered that such devices are available on the commercial market, mainly for scientific research. Some nations buy them for military purposes. Apparently Iranian submarine designers know how to use Google, but their counterparts in the publicity department did not.

É verdade que o presidente do Irã, em sua cruzada xenófoba, chegou a dizer que o Holocausto nunca existiu. Eu sei, eu sei. Não seria nada estranho que seus generais, agora, adotassem o mesmo modo de lidar com a imprensa mundial. Mas, cá para nós, mentira de perna tão curta…e tantas vezes…isto não vai dar certo. Alguém explique aos “algozes de Israel” que é preciso mais do que uma garganta para se construir um submarino…

p.s. e aquela história do photoshop no lançamento dos mísseis, heim? Talvez os burocratas iranianos, em breve, descubram também o Word, o Excel e o PowerPoint. Quando chegarem à era da internet, ninguém segurará o grande aliado dos bolivarianos latino-americanos!