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ENADE e ideologia

Mansueto gostou das páginas amarelas da Veja. Agora, o teste de se o ENADE é ou não ideológico, ele e eu sabemos, relatado por lá não é exatamente um bom teste.

Mas isto não muda o fato de que parece haver, de fato, uma pedra no meio do caminho. Uma pedra ideológica. Duvido que alguém que tenha feito esta prova consiga ter sucesso em uma prova ideologicamente neutra, como o PISA, por exemplo. Imagine um teste PISA para universitários, feito por pessoas que, reconhecidamente, não ficam por aí promovendo políticos daqui ou dali.

Aposto que chegaríamos a uma conclusão similar à do texto citado.

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Capital humano versus Enade

Simon vai ao ponto:

“MEC: um em cada 4 professores se forma em curso ruim”, diz O Estado de São Paulo, dando como ruim uma notícia que, se fosse verdadeira, seria ótima: 3 em cada 4 professores se forma em um bom curso!
Mas é claro que não é nada disto. Como os resultados das provas do ENADE são “normalizados” em uma distribuição simétrica, sempre vai haver mais ou menos um quarto no nível inferior, mais ou menos um quarto no nível superior, e muitos cursos no meio. Este mesmo tipo de bobagem aparece em outras notícias, que procuram comparar resultados de áreas diferentes, como se as pontuações fossem comparáveis. Também não faz sentido comparar os resultados de um ano para outro, porque as provas variam de ano a ano, e todas são “normalizadas” cada ano.
O fato é que o ENADE não trabalha com conceitos de “bom”, “ruim” ou mais ou menos, mas, simplesmente, ordena os cursos em uma escala de 5 pontos, distribuições parecidas para cada área como a do quadro ao lado, feito para todas as áreas em conjunto. Se todos os cursos forem muito bons, ou muito ruins, a distribuição vai ser sempre a mesma.

Ahá!