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Três textos para interessados em estudos avançados na área de Economia Austríaca

2009 Lavoie Graduate Student Essay Competition Winners

The Society for the Development of Austrian Economics is pleased to announce the winners of the Don Lavoie Memorial Graduate Student Essay Competition. Three prizes are given, each worth $1000, to be used to pay expenses to attend the Southern Economic Association meetings this November in San Antonio, TX, where the winners will present their work on a special panel at 10:00am, Saturday, November 21, 2009. Prize awards are contingent on attending the SEA meetings and the SDAE’s annual business meeting and awards banquet.

This year’s winners are:

Chad Seagren
George Mason University
Agent Based Modeling and Austrian Analysis of Accident Law”

Arash Molavi Vasséi
University of Hohenheim
“Static Tools for Dynamic Analysis: Ludwig von Mises’s Business Cycle Theory”

David Skarbek
George Mason University
“Self-Governance in San Pedro Prison”

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A teoria da fraude do seu amigo CEO

A Monopoly Model Of Accounting Fraud
Laura Ebert, Margaret L. Gagne

ABSTRACT A monopoly model is used to show why a CEO would engage in accounting fraud, high risk behavior given the severe negative consequences, should the fraud be exposed. A monopoly model of the market transaction between the buyer of the fraud, the CEO, and the seller of the fraud, the accountant, demonstrates the motivation behind the CEO’s willingness to engage in the fraud. The accountant (seller) receives a monopolist profits while the CEO (the buyer) pays a price equal to the perceived net marginal benefit. The CEO wants the accountant to believe that the net marginal benefit equals the price when in fact the actual net marginal benefit to the CEO is much lower than the monopolist’s price. The resulting cost to the CEO for fraud is relatively low because of the CEO’s ability to shift a substantial portion of the cost to the company.

Economia do crime, corrupção, CEO’s…tudo isto em um pequeno artigo interessante para uso em sala de aula. Pense na crise atual e em como este modelo pode ser melhorado, é o que sugiro.

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Você considera a Economia do Crime um tema saudável? ou “Crime e Castigo”

Giacomo me enviou uma mensagem sobre seu artigo a respeito da Economia do Crime publicado no jornal “A Razão”, de Santa Maria. Enquanto procura pelo artigo, tente responder a interessante enquete no canto inferior direito da página. É, no mínimo, divertido.

p.s. se você encontrar o link para o artigo, por favor, envie-o nos comentários. Realmente vale a pena para quem nunca ouviu falar do tema.

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Milícias: a discussão não é tão simples assim

Eu concordo e discordo da antropóloga. Vamos, primeiramente, ver o trecho:

O esquema de segurança particular nas ruas da Zona Sul do Rio nada mais é do que uma variação das milícias que impõem suas leis e aterrorizam 78 comunidades carentes da cidade, entre elas a Favela do Batan, em Realengo, onde equipe de O DIA e um morador foram torturados dia 14 por milicianos. A afirmação é da antropóloga Jacqueline Muniz, ex-diretora da Secretaria Nacional de Segurança Pública e integrante do Instituto Brasileiro de Combate ao Crime (IBCC).

Para a estudiosa, os grupos de vigilância clandestina do chamado ‘asfalto’ e os bandos que atuam como poder paramilitar nas favelas têm o mesmo princípio: destruir a Segurança Pública para transformá-la em mercadoria, usando recursos humanos públicos — no caso, o policial que vende a proteção. “O cidadão acaba sendo bitributado. Todos nós estamos pagando duas vezes pelo serviço. Afinal, alguém está usando o recurso público para fins particulares”, diz.

Concordo com a antropóloga quando ela diz que o cidadão é bitributado. Ninguém foi, até hoje, liberado pelo governo, de pagar um INSS porque tem seguro-saúde privado. Por que o governo faria diferente com a segurança pública? Veja bem, o monopólio da violência, legalmente estabelecido, pertence ao governo.

Ocorre que o mesmo não funciona. Ou é ineficaz (se foi corrompido, é porque é ineficaz, certo?). Daí surgem as milícias. Até aqui, eu e a antropóloga concordamos. Provavelmente ambos concordamos com a aversão à barbaridade dos crimes violentos cometidos por milicianos, bandidos ou qualquer outra pessoa (inclusive antropólogos e economistas ensandecidos…).

Mas há um problema na argumentação dela que é o de supor que apenas o governo pode ofertar segurança pública. A realidade (não falamos da teoria aqui, mas da realidade) é pródiga de exemplos nos quais bens públicos são ofertados pelo setor privado. Claro que, assim como não é necessariamente desejável que isto ocorra, também não o é para o caso em que o setor público oferta bens privados. Também não se faz aqui apologia do crime.

O correto, já que falamos de concorrência, bens públicos e privados (ou seja, de Economia, não de Antropologia apenas) é pensar no que o poder de monopólio traz para um mercado. Obviamente, a primeira coisa que acontece é a concorrência. Ocorre que o monopólio da coerção (e, portanto, da violência) é um tema polêmico. Talvez fosse muito mais interessante uma visão menos coletivista da segurança pública. Exemplifico: quando os não-economistas elogiam os sistemas “comunitários” de vigilância (sempre porque a segurança pública ofertada pelo governo às custas dos meus impostos falhou…), estão, na verdade, elogiando uma semi-privatização da segurança pública (sem falar nos custos das pessoas…mas tudo bem).

Deve-se ter cuidado com este tema. Certamente há muita polêmica envolvida nisto. Mas, do ponto de vista econômico e até mesmo histórico, não há porquê fazer todo este elogio do setor público e identificar crime com busca de lucro, ainda que a busca seja ilegal. O errado, no bom capitalismo, não é a busca do lucro, mas sim sua busca ilegal o que, normalmente, passa pela existência de burocratas corruptos. Ora bolas, é fácil ver que corrupção sob monopólio é bem mais intensa do que sobre competição, não?

Vamos ver se consigo discutir mais este tema por aqui. Há muita coisa interessante para se ler sobre a oferta privada de proteção. A polêmica, no Brasil, neste sentido, é muito pouco fundamentada na teoria econômica embora, paradoxalmente, envolva uma boa quantidade de dinheiro…

p.s. sim, note que o problema da ilegalidade também é complicado. Por exemplo: qual a diferença do ambulante informal e do bandido? Talvez a antropóloga se complique com esta pergunta. Informalidade é outro problema que, economicamente, não é de fácil trato…

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Economia do crime: melhor um monopólio ou concorrência?

Talvez o Adolfo goste disto. Estava lendo um velho artigo de Gary Anderson e Robert Tollison (“Legislative Monopoly and the Size of Government”) e aí me deparei com um ponto interessante. Vamos lá.

Sabemos que muita gente diz que é bom liberar o mercado das drogas porque isto diminuirá o poder de monopólio do traficante. Ok, você pode falar do poder do cartel, mas um cartel como este é bem pouco estável como nos mostram os tiroteios entre os “sócios” em sua luta por um “cargo mais elevado” na hierarquia do cartel. Então, fiquemos com o monopólio.

Pois é. Nesta indústria, o bem é a venda de drogas o que, na visão da maioria da sociedade, é um “mal”. Todos querem menos comércio de drogas por conta do vício causado (vamos ignorar, por enquanto, leituras sofisticadas como a Beckeriana sobre o tema). Menos comércio de drogas significa menos consumo de drogas, menos violência, etc. Há também o argumento de que a regulamentação do comércio (neste mercado
“liberado”) permitiria ao governo minimizar os danos sociais das drogas. Esta última parte do argumento é mais complicada porque supõe que não existem falhas de governo significativas neste caso o que, se fosse verdade no Brasil, deveríamos observar reformas nas polícias militar e civil ocorrendo sem nenhum protesto ou mesmo reações mais violentas por parte dos envolvidos (ou com sua punição de facto, não apenas de jure).

Pois considere este argumento simples: o melhor é ter um monopólio privado da venda de drogas. Por que? Porque o preço é mais elevado, mas a quantidade comercializada é menor.

Será?

p.s. Sim, o ideal é considerar custos e benefícios da proposta do mercado liberado e regulamentado com os custos e benefícios do incentivo à monopolização privada. Palpites?

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Hotelling, Tiebout e Alex Castro

Alex Castro está incomodado com as escolhas dos vestibulandos. Tudo por que eles estão dispostos a escolher as faculdades por critérios outros que não a excelência acadêmica. Talvez o Alex imagine que seja fácil para um vestibulando entender o que é uma academia excelente, mas é perigoso que incorra em um erro clássico: o conhecimento a posteriori.

Ou então ele tem que discutir o antigo provão e o novo em termos de sinalização. Na administração Cardoso, qualquer um poderia avaliar qualquer escola de maneira homogênea. Na administração da Silva, o novo “provão” mascara as faculdades com a tal “amostragem”. É verdade que o índice ficou mais interessante, mas a tal “amostragem” tornou o exame menos útil para o vestibulando.

A despeito disto, há aspectos óbvios na escolha do pessoal: a) Hotelling – no modelo de Hotteling, as pessoas consideram o custo de oportunidade de se deslocar ao fazer escolhas. Supõe-se, no caso, que o bem é homogêneo. Assim, se eu moro na favela (e se o Alex não vai me dar uma bolsa-transporte), escolherei uma faculdade próxima. Lembre-se: o ensino é homogêneo ou, alternativamente, não é possível distinguir, com as informações divulgadas pelas faculdades e pelo seu amigo MEC, a qualidade do ensino. Por outro lado…b) Tiebout – existem distintas faculdades com distintos graus de excelência e eu, que não sou bobo, mas também não tenho tanto dinheiro assim, opto por estudar naquela que mais me atende. Claro, supõe-se um custo de transporte desprezível, o que provavelmente não é o caso neste exemplo do Alex.

Finalmente, não custa lembrar, há o sujeito que, submetido ao tráfico de drogas, tem dificuldades até para ir muito longe da favela, exceto, claro, se financiado pelo crime para uma carreira de sucesso no Direito…

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PCC é a empresa que mais cresce no Brasil

O crescimento dos lucros da organização é atestado em contabilidade apreendida em 28 de fevereiro com Wagner Roberto Raposo Olzon, o Fusca, tesoureiro da facção. Ali, é possível verificar que, em 7 de janeiro, a facção fechou seu caixa dos 30 dias anteriores com R$ 4,89 milhões arrecadados. Em 2005, quando policiais civis apreenderam a contabilidade da cúpula nas mãos de Deivid Surur, o DVD – que, mais tarde, foi obrigado pela facção a se matar na prisão -, as contas somavam R$ 800 mil mensais e preenchiam 18 páginas de caderno escolar. Agora, ocupam 33 páginas – 4 em forma de planilha.

Onde está nosso Levitt quando se precisa dele?

UPDATE: e não é que são internacionalizados? Durante estes oito anos, o PCC evoluiu, heim? Seria mais um triunfo do governo atual? Ou agora vão dizer que é herança maldita?

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‘Atribuir violência só à questão social é culpar terceiros’

Esta entrevista com o Daniel Cerqueira está muito boa. Só senti falta de uma coisa: a crítica mais profunda aos motivos pelos quais as bases de dados sobre crimes – quando existentes – são tão “feudalizadas”. Há, sim, problemas de falta de padronização e tal. Mas já testemunhei gente de órgãos públicos se agarrar aos dados coletados como se fosse um bem privado. Vale dizer: tem mais problema do que apenas os apontados na entrevista. Infelizmente.