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ABIN

A pergunta do Coronel é perfeita. Pena que a imprensa tenha medo de levar seu papel investigativo até as últimas consequências. Se tivesse coragem, chegaríamos à pergunta do Coronel e aos fatos. Afinal, a quem serve a ABIN e como o bolivarianismo light da administração da Silva se propõe a construir uma política de inteligência vinculada à democracia, não ao coronelismo?

Perguntas para os militantes responderem. Opa, eles são alugados (quando não ganham sucessivos cargos na administração da Silva…).

Eis aí um bom problema para os fanáticos defensores da administração da Silva e seus blogueiros chapas-branca. Vejamos o festival de argumentos falaciosos que surgirá na blogosfera nos próximos dias, na tentativa de conciliar democracia, iluminismo dos operários e violação dos direitos individuais. Só não vale comparar ao George Bush porque, afinal, nós não somos imperialistas, né?

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Terrorismo no Brasil

A blogosfera politicamente correta chamará isto de relativismo cultural ou de democracia. Mas o nome é outro. Uma questão que nunca foi debatida entre os blogueiros ou jornalistas no nível que deveria foi, no início da administração da Silva, a afirmativa – por parte de nosso George Bush brasileiro – que a ABIN não deveria se preocupar com supostos movimentos sociais.

Interferir nas atividades da ABIN pode muito bem ser um ato de democracia quanto um de interferência inadequada (pense na administração Bush se intrometendo nas agências de inteligência). Não vigiar “supostos” movimentos sociais tem uma consequência previsível: aumento da probabilidade de atividades terroristas em seu território (inclusive o famoso cyberterrorismo, já que alguns destes “supostos” movimentos sociais se dediquem a ensinar a meninada a manipular – de maneira até ilegal – a rede mundial de informações sob uma justificativa, digamos, “supostamente” social).

Não importa se o autoritarismo vem da esquerda ou da direita. O fato é que até o autoritarismo, no Brasil atual, é monopolizado: só temos o da esquerda. O da direita, por algum motivo, emagreceu e nem chega aos pés do seu irmão mais velho, o dos anos 60-80. Para um liberal, quanto menos dos dois, melhor.