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Adolfo Sachsida explica os problemas de argumentação de certos economistas

Aqui.

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Já que é assim…

Como a blogosfera gosta de carteiraços nesta história do IPEA, vou apresentar o meu, com muito prazer. Com a palavra, Roberto Macedo.

Expurgo temático no Ipea

Roberto Macedo *

Continua repercutindo o desligamento de quatro economistas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão que passou para o novo Ministério Extraordinário de Assuntos Estratégicos. Dentre os quatro, o nome de maior destaque no noticiário foi o de Fábio Giambiagi, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ele estava cedido ao Ipea por um prazo que expirou sem que houvesse interesse do instituto em renovar a cessão.

O destaque se justifica. Entre os quatro, Giambiagi é o que mais se projetou nos últimos anos por suas pesquisas, pela publicação de artigos e livros baseados nelas e pela participação no debate econômico nacional.

As manchetes chamaram o desligamento de expurgo, dado que o grupo não é alinhado com o pensamento econômico que passou a dirigir o Ipea, e também está presente em outros ciclos governamentais. Esse pensamento se rotula como desenvolvimentista, como se o empenho pelo desenvolvimento econômico do País fosse de sua exclusividade. Aprecia também rotular outras correntes como neoliberais e que tais, sem se deter com igual vigor no mérito das idéias que elas defendem.

Desta vez, entretanto, o rótulo alcançou os rotuladores. Incomodado pelo risco de passar à história como expurgador, o novo presidente do Ipea, Márcio Pochmann, se defendeu alegando razões administrativas, como o fim de períodos de cessão de servidores ou a dificuldade de acolher os já aposentados que, sem remuneração, continuam seus trabalhos de pesquisa.

Ora, tais razões administrativas não se inscrevem entre as boas. Se a cessão de um pesquisador como Giambiagi estava por cessar, caberia um forte empenho em renová-la. Quanto aos aposentados, sua presença é comum em instituições de pesquisa no Brasil e no exterior, e aqui é ainda mais defensável, pois são comuns as aposentadorias precoces. Assim, essa presença deveria ser incentivada como uma política de recursos humanos, inclusive porque as instituições se beneficiam da experiência desses pesquisadores. Não me consta que isso seja proibido e para administrar formalmente a prática seria o caso de criar um conselho ou um centro de estudos para acomodar essas pessoas.

Por falar em conselho, Pochmann também se coloca como defensor da pluralidade de idéias, dizendo que criará no Ipea um de orientação, com personalidades de ‘pensamentos distintos’, como Delfim, Conceição, Belluzzo, Bresser, Reis Velloso (João Paulo), Raphael de Almeida Magalhães e Cândido Mendes. Tirando um ou outro, é um grupo mais heterodoxo do que heterogêneo.

Em toda essa história, o grande perdedor é o Ipea, que se priva de quatro pesquisadores de renome e de suas manifestações de divergência quanto ao evangelho com que se pretende guiar a instituição. Em instituições de pesquisa elas são cruciais para o aprimoramento mútuo das idéias.

Isso vale de um modo geral, pois a desavença intelectual é criativa. A propósito, vale lembrar o pensamento de um estadista e estrategista de renome, Otto von Bismarck, que disse: ‘Não sou tão estúpido assim que não aproveite a inteligência de meus inimigos.’ Isso cabe também a desafetos acadêmicos.

E há o expurgo temático, este mais explícito, pois se fala abertamente que a missão do Ipea será agora a de pensar o longo prazo, com desprezo pelo curto. Na macroeconomia, este último é um enfoque também conhecido como análise conjuntural. Com essa disposição, a nova direção do Ipea extinguiu o Boletim de Conjuntura, onde eram publicadas as avaliações de seus técnicos que cuidam do assunto, que em seus trabalhos não mais poderão fazer recomendações de política econômica, as quais são triviais em trabalhos de pesquisa. Sobre esse desprezo pelo curto prazo, o que diria o mesmo Bismarck da idéia de vencer uma batalha superando a última trincheira do adversário à frente, sem considerar a primeira?

Na análise macroeconômica, duas visões se completam. Na primeira, o foco é no curto prazo. Nela, na análise do capital só se consideram os novos investimentos, desprezando o estoque acumulado. A atenção é voltada para as oscilações do PIB e dos quatro preços básicos da economia. Um mede de modo agregado a variação dos preços dos bens e serviços em geral, na forma de um índice de inflação. Os outros três são as taxas de juros, de câmbio e de salários.

Passando pelo médio e alcançando o longo prazo, o segundo enfoque se concentra na acumulação de capital, na tecnologia e no estoque de mão-de-obra em termos quantitativos e qualitativos. E há também interesse microeconômico pela composição setorial e regional do PIB. Esse curto prazo é visto como aquele em que essas variáveis não sofrem alterações marcantes.

Não obstante, à medida que se repetem as oscilações de curto prazo de variáveis como as taxas de câmbio e de juros, elas determinam uma estrutura econômica que se consolida a médio e longo prazos. Em particular, tomam-se rumos definidos, como os que há anos ocorrem no Brasil. Ou seja, uma taxa de juros muito elevada e, mais recentemente, uma taxa de câmbio fortemente valorizada.

Assim, não há essa clivagem entre curto e longo prazos que parece orientar esses ‘desenvolvimentistas’. Portanto, uma instituição como o Ipea não pode menosprezar, entre outros, o trabalho de especialistas em câmbio e juros, sem o que sua visão de médio e longo prazos corre o risco de se assentar em fundamentos fragilizados.

Já rotulado pelos expurgos pessoais, o Ipea evitaria mais danos à sua tradição pluralista se evitasse esse expurgo temático e prestigiasse seus pesquisadores a partir da competência analítica que demonstrassem.

* Roberto Macedo, economista (USP), com doutorado pela Universidade Harvard (EUA), pesquisador da Fipe-USP e professor associado à Faap, foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e presidente do Ipea (1991-92)

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IPEA…

Outro dia me contaram de uns blogueiros que disseram que o que ocorreu no IPEA foi correto do ponto de vista jurídico (sempre há uma lei, certo? Lembremo-nos de Hitler…). Uma das críticas era: se gente como Giambiagi quer livre pensamento, que vá para a faculdade. O IPEA é órgão do governo.

Ok.

Então alguém me explique como seria uma faculdade regida pelo pensamento único.

É fato. A esquerda anaeróbica, aquela que vê Opus Dei até em discurso de dono de boteco é ótima para se dizer imparcial, mas é péssima na hora de sê-lo.

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O (o)caso do IPEA

Ontem passei por uma banca e li uma famosa revista pró-senhor-da-Silva (o dito presidente). A revista é tão a favor que o caso do IPEA foi tratado como uma conspiração “neoliberal” para dominar o debate. A autora da matéria ainda destaca detalhes burocráticos (não havia convênio disto, não se cumpria aquilo…). Pena que a revista nunca tenha feito detalhamento similar em outros casos como a inexistência de status jurídico de famoso movimento de invasores de terras ou, sei lá, no caso de jornalistas amigos-da-revista contra outros.

Aí, o Duke me publica isto.

Fica bem claro, para mim, onde está o pensamento único (defendido a qualquer custo).

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O sonho do Paulo-Freire-Che-Guevara: IPEA bolivariano chinês com economia de mercado…ou algo assim

Mais sobre o obscurantismo intelectual brasileiro.

Chamo a atenção para, no caso do segundo link, este singelo, mas retumbante trecho:

Sinceramente, não tenho nada contra alguém querer ser chamado de “professor”. Profissão nobilíssima, deveria receber um respeito infinitamente maior do que a dispensada no país, ainda mais em função da carência de pessoas capacitadas para o cargo. Também não consigo, talvez por questão de educação, chamar meus professores (e alguns ex-professores também) diretamente pelo nome ou sobrenome, a não ser que seja dada a abertura. Fiz um estágio com um professor da UFRGS, durante a graduação, em que eu não conseguia dar outro tratamento que não fosse o de “Professor”, ainda que o estágio fosse em uma instituição fora da universidade.

Entretanto, existe uma medida para tudo. Professor, com letra maiúscula, na minha opinião, é quem faz por merecer o título. Tenho certeza que muitas pessoas eventualmente gostam do “professor” do IPEA. Agora, Professor, mesmo é justamente quem não precisa anunciar, a plenos pulmões, alguma “senha” de tratamento. E mais: Professor é quem, inclusive, fica até encabulado ao ser tratado por “Professor”.

Pena que os milhares de sindicatos de professores deste país não tenham sequer pensado em se manifestar. Sabe, leitor, na minha época da faculdade as pessoas falavam sobre os laranjais do lago Balaton, sobre Georg Luckas, sobre Lysenko e sobre 1984 de George Orwell. Você, leitor mais jovem, que vem aqui buscar “movimentos sociais” todos os dias via Google, já ouviu falar de algum destes tópicos? Um colega meu, numa banca de MESTRADO, disse que ouviu de uma senhora (senhorita, vá lá, vou eu saber se era casada ou “amigada”?) que dissertava sobre as maravilhas do socialismo real, que a mesma jamais teria ouvido falar no Camboja ou Khmer Vermelho. Deve ser esta a teologia da libertação de que tanto falam: ela te liberta da verdade, da ética ou, sei lá, da simples e velha vergonha na cara.

Ser “Professor” envolve, dentre outras coisas, ser crítico da realidade. Muita gente que hoje ri às escondidas nos banheiros do IPEA estaria bem encrencada num mundo khmeriano. Por isto o encontro Liberal de Brasília é tão importante. Chegamos a um ponto no qual o debate está morto porque ninguém, ou quase ninguém sabe a diferença de liberalismo, neo-liberalismo, socialismo, comunismo, etc. Pior ainda, tem gente que acha que o Brasil é um país que sofre por causa de um suposto excesso de liberalismo, individualismo ou da ação dos mercados. Gente que não sabe a diferença entre imposto ad valorem para imposto específico. Gente que não sabe o que significa ser livre. Gente que, enfim, acha que capitalismo cartorial é sinônimo de liberalismo (ou, quá quá quá, consequência inevitável do capitalismo liberal).

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Um apanhado matinal das notícias…

Em resumo: o apanhado ainda é positivo. Pelo menos eu me atualizei sobre as maluquices que ocorrem na América Latina.

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Dica para pesquisadores

Enquanto o governo destrói a vida de seus pesquisadores, lá no IPEA, eu me lembrava do que disse Jean-Laurent Rosenthal, numa de suas aulas lá na UCLA (google it, boy!): “a pesquisa tem que ser sua. Se for preciso, colete você mesmo os seus dados. Ou então você só fará pesquisas que o governo quer”. A idéia é simples: se você só depende de fontes oficiais para fazer pesquisa, você não tem uma pergunta, você é, sim, um mero reprodutor de idéias alheias. Claro, sempre é possível que você sinceramente goste de trabalhar com dados oficiais do mercado de trabalho, por exemplo. Mas muita gente, por preguiça ou falta de convicção mesmo, deixa de lado bons temas de pesquisa porque…teriam que coletar os próprios dados.

O que acontece no IPEA, claro, é mais grave. É dizer que pluralismo, cantado em verso e prosa pelos pterodoxos tipo H(eterodoxos), sempre foi uma mentira. E os pterodoxos tipo O(rtodoxos) ficam todos caladinhos ou acham que é normal que isto ocorra porque você tem um “modelo formal que gera uma proposição positiva compatível com o evento”. Ora, pitombas, sempre se pode fazer um modelo que gere uma proposição testável compatível com algum evento da realidade. Mas isto não significa que você deva bancar o espertinho e cruzar os braços.

Mas voltemos aos problemas menores, aqueles nos quais os pesquisadores ainda podem pesquisar seus temas livremente, com a independência que o verdadeiro pluralismo requer. Neste caso, há muita gente que, honestamente, procura fazer artigos mais sérios, sólidos, com metodologia decente, sem estas histórias estranhas de batuta ideológica que vemos no IPEA-fiel-ao-Mangabeira (onde está Dani Rodrik agora, com suas críticas ferinas? E Paul Krugman, o que diria disto?).

Para estes pesquisadores, eis a dica do dia.

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Ainda a Economia Política do IPEA

Sachsida conta mais detalhes:

Há muito tempo o IPEA vem contratando consultores heterodoxos. Há muito tempo a visão UNICAMP domina o IPEA. Isso não é fato recente. O que é recente é que agora esta visão está mais explícita. Mas vamos olhar para o passado: nos concursos públicos de 1995, 1996 e 1997 o pesquisador tinha que saber ao menos os manuais básicos de macroeconomia (Blanchard e Fisher ou Romer), microeconomia (Mas-Collel) e econometria (Green) para ser aprovado no concurso do IPEA. Desde então o formato do concurso para acesso ao IPEA mudou muito, favorecendo cada vez mais a corrente heterodoxa. O que os diretores anteriores fizeram para impedir isso? Quando fui aprovado para trabalhar no IPEA no concurso público de 1996, quase fui demitido na segunda fase do concurso por causa de minhas opiniões sempre liberais. Não me lembro de ter visto algum diretor do IPEA indignado com aquela perseguição. Já há algum tempo o IPEA Brasília NÃO PUBLICA textos para discussão em inglês. O que os diretores antigos fizeram contra esse absurdo? O IPEA apesar de ser um instituto de pesquisa NUNCA premiou pesquisadores que tivessem artigos publicados em periódicos científicos. O que os diretores antigos fizeram para sanar esse problema? O IPEA gastou razoável quantidade de recursos publicando o “livro do ano”. Publicação difícil de ser defendida em termos acadêmicos. O que os diretores anteriores fizeram para evitar ou minimizar isso? Em resumo, há muito tempo a visão dominante no IPEA é uma visão contrária ao liberalismo e ortodoxia. Muitos dos que estão reclamando agora são os mesmos que nada fizeram para impedir isso.

Vou ser bem claro: eu sou contra o que esta acontecendo no IPEA hoje. Mas o que esta acontecendo hoje começou há uns 10 anos atrás. Tenho alguns colegas no IPEA-Rio que tem reclamado muito, mas pergunto: o que o IPEA-Rio fez para evitar isso?

Perfeito o comentário: os próprios diretores cruzaram os braços e se deixaram levar pela gostosa rede macunaímica. Ou são muito distraídos. Ou gostam de apanhar.

A blogosfera tem reagido muito pouco a respeito. Mas há gente revoltada, como o ph ácido e o selva. O engraçado é que não há um único pio dos tais “movimentos sociais”. Nem ONG’s, nem UNE, nem CNBB, nada. É disto que é feito o poder dos tiranos: da conivência não só dos aliados, mas também dos democratas.

Vejamos os desdobramentos disto. Sinto dizer, mas a blogosfera que vê “Alckimin-e-Opus-Dei-juntos-embaixo-do-colchão” precisa parar de bancar a besta e pensar mais sobre o que tem ocorrido. Só porque eu não concordo com fulano ou beltrao, não quer dizer que não haja uma conspiração em curso. E uma conspiração feia, de má qualidade e que só ganha espaço quando a boa qualidade fica lá, paradinha, achando tudo lindo.

Mesmo dentro do jogo democrático – que é o que todo liberal defende – é muita passividade. É duro dizer isto porque admiro muita gente do antigo IPEA, mas, sim, a culpa é de vocês também, caras. A sorte é que, ao contrário de muita gente, vocês ainda conseguem uma temporada nos EUA ou uma transferência para outros órgãos do governo. Mas isto é hoje. Amanhã, como diria John Rawls, você pode estar do outro lado da distribuição não apenas econômica, de renda, mas também do jogo político. Judeus, em 1933, fizeram aposta similar. Uns ficaram, outros saíram. Deu no que deu.

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Desastre no IPEA (A Economia Política da Esquerda Brasileira)

A blogosfera chapa-branca não falou nada, mas o Duke apontou uma importante inflexão na maneira como se trata a independência de técnicos do governo na administração do sr. da Silva:

Pela milésima vez, falando de trocas no governo. Podem achar que é perseguição minha, mas os primeiros resultados já começam a aparecer. Primeiro saiu o Marcos Lisboa, depois saíram o Joaquim Levy, Murilo Portugal, Loyo, Afonso Bevilaqua, e não se falou mais nada. Substituindo estes, entre outros, estão Guido Mantega, Luciano Coutinho, Arno Augustin, Mangabeira Unger (responsável pelo IPEA agora), além de figuras efêmeras, como o Júlio Gomes de Almeida (que voltou para o IEDI, depois de passagem na Secretaria de Política Econômica). E não se fala nada! Aí, abro o jornal e leio a seguinte notícia (Painel – Folha de São Paulo – 7/9/2007):

“Não se sabe o que Mangabeira Unger fará no longo prazo, mas, de imediato, decidiu acabar com o Grupo de Conjuntura do Ipea, que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, desde sempre hostilizou por considerar repleto de tucanos. O grupo, no qual se destacam nomes como Fábio Giambiagi, existe há cerca de 30 anos no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, que em junho passado migrou do guarda-chuva do Ministério do Planejamento para o da recém-criada secretaria do professor de Harvard. Embora já tenha recebido aval do governo, Mangabeira enfrentará reação externa. Um dos que se movimentam na tentativa de salvar o Grupo de Conjuntura é o ex-ministro João Paulo dos Reis Velloso.”

Isto me lembra de um destes poemas que circulam na internet, de autoria que se tornou desconhecida (se alguém souber, favor enviar) que diz assim:

“Primeiro, eles vieram buscar os comunistas. Não disse nada, pois não era comunista; Depois, vieram buscar os judeus. Nada disse, pois não era judeu; Em seguida, foi a vez dos operários. Continuei em silêncio, pois não era sindicalizado; Mais tarde, levaram os católicos. Nem uma palavra pronunciei, pois não sou católico. Agora, eles vieram-me buscar a mim, e quando isso aconteceu, não havia mais ninguém para protestar.”

Bom, estamos chegando perto da hora em que não será mais possível protestar…

Eu simplesmente não acredito nas besteiras que ouço. Quer dizer que criar (mais) um canal de TV do governo não é tentativa de ideologização, mas implodir o grupo de conjuntura do IPEA é legítima decisão administrativa? Pelo amor de Deus. Só sendo blogueiro e/ou jornalista muito comprometido com causas estranhas (ou com algum dinheiro no bolso, ou privilégios em “furos” jornalísticos) para achar isto tão normal quanto a previsão de tempo.

Eis a economia política (as famosas “falhas de governo”) em ação, novamente, desta vez por conta do tal Mangabeira. O mais incrível é o motivo da extinção (não o anunciado, mas o verdadeiro, aquele subjacente e que o Duke revelou de forma clara aí em cima).

Meus pêsames ao pessoal sério do IPEA e aos eleitores-cidadãos. Talvez sobre uma Bolsa-Farinha-de-Mandioca ou, como diziam na época de Miguel Reale (ele mesmo dizia muito isto): “tem gente que ficará bem satisfeita com um prato de lentilhas”. O voto por um prato de lentilhas. Reale deve estar se revirando no caixão…