O número ótimo de chibatadas

Coincidentemente após terminar o Escravos de Leandro Narloch – livro que recomendo, inclusive – eu me deparo com a informação de que, em Richmond (EUA), a racionalidade econômica era importante não apenas no sentido de se preservar o escravo (pois era um ativo), mas também em outro aspecto do negócio: as chibatadas.

Pois é: não existe chibatada grátis. Excesso de violência tem um preço.

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História Econômica Geral…de verdade

Eis um artigo que eu gostaria de ler.

Name: Zorina Khan
Email: bkhan@bowdoin.edu
Institution: Bowdoin College and NBER

Co-author: none

Title: Premium inventions: a Quantitative Analysis of Prizes and Patents in Britain and the United States, 1750-1930

Abstract:
A number of economists have been persuaded by the results from theoretical models of prizes and subsidies and have begun to lobby for these policies as superior alternatives to patent institutions. My research program employs the natural experiment that the late-18th and 19th centuries provide for studying the emergence, evolution, and effects of patent institutions and prize systems. The analysis is based on a number of extensive data sets for Britain, the United States and (to a lesser extent) France: information on “great inventors” in all three countries; patenting by “ordinary inventors” from 1790-1930; as well as premiums granted to great inventors and ordinary inventors. These data sets will provide comparative insights into the role of patents and prizes in the evolution of useful knowledge during the critical transition from the First to the Second Industrial Revolutions.

Bibliography: Khan, Zorina. “Premium inventions: a Quantitative Analysis of Prizes and Patents in Britain and the United States, 1750-1930.” Bowdoin College and NBER, Working Paper. 2007.

Antes de vir com aquela lenga-lenga de “neoschumpeterianos do Olimpo”, vá coletar dados e entender a realidade com um mínimo de cuidado. Depois a gente conversa.

p.s. enquanto lá se faz história econômica, aqui o aluno aprende a decorar as três ou quatro fábulas de esopo sobre se os choques adversos são neoliberais do centro para periferia, da periferia para o centro ou, sei lá, se existe algum ônibus que leve os termos de troca do centro para a periferia sem favorecer o capitalismo sem alma. Ou alguma outra besteira como esta.

p.s.2. há exceções. Olhe o Fábio Pesavento, o Renato Marcondes ou o Renato Colistete. Há vários, mas ainda são escravos de um modelo nacional-desenvolvimentista-que-muda-de-nome-sempre-que-identificado de ensino (paulofreiriano-marxista) que domina as mentes mais fracas. Como na piada do português, muitos estudantes de economia, de tanto absorverem bobagens, passam a imitar o peixe do aquário pois, como se sabe, a mente mais forte domina a mente mais fraca…