Estado e Sociedade

Como o governo corrompe o setor privado?

How Government Corrupts Business

A brief review of the history of US military contracting helps to clarify my claim that military-economic transactions tend to corrupt business. The most important historical fact is that before 1940, except during wartime, such dealings amounted to very little. The United States had only a tiny standing army and no standing munitions industry worthy of the name. When wars occurred, the government supplemented the products of its own arsenals and navy yards with goods and services purchased from private contractors, but most such items were off-the-shelf civilian goods, such as boots, clothing, food, and transportation services.

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Claudio

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Estado e Sociedade

Da Intervenção do Estado na Economia (itens para uma história dos campos de concentração)

Pérolas do comunismo soviético:

Da entrada de um dos lagpuntks, “pendia um arco-íris de compensado com uma faixa por cima, na qual se lia que ‘Na URSS, o trabalho é questão de honestidade, honra, bravura e heroísmo!'”. Numa colônia de de trabalho (…), Barbara Armonas foi acolhida com esta faixa: “Com trabalho honesto, saldarei meu débito para com a pátria”. Chegando em 1933 a Slovetsky (que se tornara prisão de segurança máxima), outro preso viu um aviso que dizia: “Com mão de ferro, conduziremos a humanidade à felicidade!” Yuri Chirkov, detido aos catorze anos, também deparou com um aviso em Solovetsky: “Por meio do trabalho, a liberdade!”, slogan que é tão contrangedoramente parecido quanto possível com o Arbeit macht frei (“O trabalho liberta”) que se via sobre os portões de Auschwitz. [Anne Applebaum, Gulag, Ediouro, p.221]

A tradição do marketing político vem de longe…

Ditaduras são indefensáveis, claro. Mas o (de)mérito dos campos é soviético. Nazistas decidiram por exterminar judeus em 1942. Contudo, segundo nos esclarece George Watson, em The Lost Literature of Socialism (1992, The Lutterworth Press), nazistas já conheciam o esquema soviético de trabalhos forçados em campos de concentração desde a época em que se aliaram (1939-41).

Azar mesmo teve Margarete Buber-Neumann, uma comunista alemã. Ela esteve em campos de concentração nazistas e soviéticos.

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Por que você deveria aprender matrizes?

Alguns alunos de Economia acham chato aprender álgebra linear e, assim, matrizes. Mesmo assim deveriam aprender com alegria. Por que? Há vários motivos.

1. Ajuda a resolver problemas de Estática Comparativa;
2. Ajuda a resolver sistemas de equações diferenciais e em diferenças finitas;
3. Ajuda a resolver problemas de insumo-produto;
4. Desenvolve o raciocínio e…
…..
5. Salva vidas.

Como é? Sim, leitor, é verdade. Imagine que você está na Rússia soviética, nos campos de concentração cuja existência Lenin estimulou, Hitler copiou e Stalin, claro, usou com prazer.

Você está numa cela, suspeitando de tudo e de todos, num medo constante. Aí você descobre que prisioneiros do tempo do czar desenvolveram um código para se comunicarem “telegrafando” através de paredes ou encanamentos. Uau, mesmo se você estiver numa solitária…quem sabe?

E o código é assim: pegue o alfabeto cirílico e substitua-o por esta matriz.

Pronto, você consegue se comunicar.

Ah, este post só foi possível por causa do bom livro de Anne Applebaum, Gulag, da Ediouro, lançado no Brasil este ano. Não leia se gostar de comunistas ou se não gostar de matrizes.

Claudio
p.s. prisioneiros políticos de esquerda dos anos 60, provavelmente, não usaram este código (claro, isto deve ser verdade se tiverem sido fiéis seguidores das cartilhas moscovitas, he he he).

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O que acontece quando a política substitui a economia de mercado nas alocações de recursos escassos?

“Durante o lamentável episódio da caça ao boi-gordo, durante os momentos finais do Plano Cruzado, os jornais trouxeram uma foto de um dos indisciplinados pecuaristas acusados de sabotar o Plano Cruzado, e sujeitos à ‘busca e apreensão’ de seus bois, aparecendo ao fundo a delicada estampa de um computador Macintosh. Conta-se que o referido empresário teve mais dificuldade com as tropas da SEI, pois o Macintosh não tinha registro, que com as tropas da Sunab”. [Gustavo H. B. Franco, O Desafio Brasileiro, p.106, n.29]

Querem ouvir outra?

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Mais sobre o duopólio da coerção

Ontem eu coloquei um link sobre uma notícia que trazia uma informação interessante: traficantes do RJ (a parte, digamos, ilegal, do duopólio) estariam usando gente famosa como propaganda para vender mais drogas.

Eu explorei o lado informativo da notícia, para trazer ao leitor algum conhecimento sobre a quantas anda a teoria econômica atual.

Mas há outro ponto interessante sobre a notícia: o marketing. E aí é conveniente lembrar que é racional gastar uma nota em anúncios pois isto sinaliza aos consumidores que a provável firma “queimadora de grana” é tão eficiente que somente ela poderia “torrar” aquela quantidade em um comercial.

Bom, no caso dos traficantes não é diferente. Provavelmente passaram anos conquistando mercado entre a alta classe carioca e agora tentam trazê-los ao morro para promover a venda de suas drogas. Cientificamente falando (em economês: “positivamente falando”), não fazem nada diferente do que fazem os monopolistas legais da coerção (o governo): tentam fazer propaganda de seus produtos usando ícones da juventude.

Racional? Sim. Bom para todos? Não creio…

Claudio

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Consequências não-intencionais da lei

Segundo notícia deste blog, Pinochet pode se dar mal graças ao USA Patriot Act, pós-atentados terroristas de 11/09.

A ironia da história é que a mesma lei poderia ser, segundo o blogeiro, inspiração para que pudéssemos conhecer melhor as movimentações financeiras de gente metida na crise política do atual governo brasileiro. Em outras palavras, militantes pela ética teriam de sair às ruas com bandeiras pedindo o auxílio do FBI, e a ampliação do papel do FMI no combate à corrupção financeira (veja o gráfico abaixo, originalmente no link anterior)

Independente de qualquer coisa, seria uma doce ironia, não?

Claudio

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