O número ótimo de chibatadas

Coincidentemente após terminar o Escravos de Leandro Narloch – livro que recomendo, inclusive – eu me deparo com a informação de que, em Richmond (EUA), a racionalidade econômica era importante não apenas no sentido de se preservar o escravo (pois era um ativo), mas também em outro aspecto do negócio: as chibatadas.

Pois é: não existe chibatada grátis. Excesso de violência tem um preço.

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Escravidão Oficial no Brasil

Mussolini, Escravidão e Sindicatos

Alguém precisa acabar com a legislação fascista que obriga os trabalhadores a pagar imposto sindical para sustentar uma súcia de vagabundos. O imposto nada mais é do que uma espécie de escravidão. Aliás, seria interessante os economistas investigarem a aberração que são os Corecons.

Não consigo imaginar tema mais interessante e espinhoso do que este proposto pelo Selva. Aliás, o grau de confiança nas instituições de um país tem a ver com a coragem de pesquisadores em desafiar grupos de interesse e, claro, também tem a ver com os grupos serem honestos e fornecerem os dados (de cara amarrada, sim, mas com decência) e não ameaçarem com sanções os pesquisadores.

Mas eu duvido que alguém acredite estar seguro investigando sindicatos no Brasil. “Al Capone”, diria Selva, “rules”.

O navio negreiro fantasma

Nathan Nunn

NBER Working Paper No. 13367
Issued in September 2007
NBER Program(s):   ITI

—- Abstract —–

Can part of Africa’s current underdevelopment be explained by its slave trades? To explore this question, I use data from shipping records and historical documents reporting slave ethnicities to construct estimates of the number of slaves exported from each country during Africa’s slave trades. I find a robust negative relationship between the number of slaves exported from a country and current economic performance. To better understand if the relationship is causal, I examine the historical evidence on selection into the slave trades, and use instrumental variables. Together the evidence suggests that the slave trades have had an adverse effect on economic development.

Pergunta relevante e um artigo que promete. Vai para o caderninho dos artigos que não pude ler porque não tive tempo e/ou orientando que, realmente, quisesse e tivesse condições para explorar o tema. Não me leve a mal, mas é difícil encontrar um aluno que realmente entenda o que é História Econômica (pelo menos na minha vizinhança).