Economia Internacional · Política fiscal · Política monetária

Pergunta para você, estudante de Economia

As notícias nos EUA e no Brasil parecem sair de mundos distintos. Nos EUA, o ambiente de crise financeira está tornando os economistas cada vez mais preocupados com o risco de recessão (ou pelo menos desaceleração). No Brasil, na contramão, o governo baseia seu orçamento em receitas cada vez maiores, para financiar gastos crescentes. E o 3º Congresso do PT, partido do governo, em vez de delinear as reformas que considera necessárias para sustentar um crescimento sustentado, prioriza a revisão do que deu certo no passado: a privatização da Companhia Vale do Rio Doce. Será possível conciliar esses dois mundos no futuro? Provavelmente, não, mesmo que o Brasil não seja afetado por uma eventual desaceleração da economia norte-americana.

A pergunta é do Ilan. Serei justo. O presidente da Silva elogiou o falecido ditador Vargas outro dia. Não é de hoje que ele elogia ditadores (mas Pinochet, coitado, não aparece nunca em seus discursos, vai ver tem ditadura boa e ruim…). Na verdade, há muito mais tempo, ainda no primeiro mandato, ele elogiou Geisel.

A impressão que dá é que os antigos críticos do regime militar estão seguindo o mesmo caminho dos gestores da economia da época dos choques do petróleo. Vá lá que os bancos centrais, graças às teorias econômicas atuais (que os mesmos antigos críticos – atuais gestors – repudiavam), hoje são melhores na gestão econômica. Mas isto pode não ser suficiente…

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Lição de economia

You’re correct that free trade likely would create more opportunities for workers in Illinois to produce goods for export (“How free trade boosts Illinois,” Editorial, Aug. 25). Never forget, though, that the ultimate benefit of trade lies not in what people must sacrifice-not in the creation of opportunities to produce output for others-but in the greater quantity, quality and variety of goods and services that free trade makes possible for ordinary people to consume. Free trade’s bountiful harvest is not its exports; it is its imports.

Donald J. Boudreaux

Leia tudo aqui.

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Déficit dos EUA: e daí?

Professor Don Boudreaux, chairman of George Mason University’s Economics Department, wrote “If Trade Surpluses Are So Great, the 1930s Should Have Been a Booming Decade” (www.cafehayek.com). According to data he found at the National Bureau of Economic Research’s “Macrohistory Database”, it turns out that the U.S. ran a trade surplus in nine of the 10 years of the Great Depression, with 1936 being the lone exception.

During those 10 years, we had a significant trade surplus, with exports totaling $26.05 billion and imports totaling only $21.13 billion. So what do trade surpluses during a depression and trade deficits during an economic boom prove, considering we’ve had trade deficits for most of our history? Professor Boudreaux says they prove absolutely nothing. Economies are far too complex to draw simplistic causal connections between trade deficits and surpluses and economic welfare and growth.

Vá ao original para ver os links.

Claudio

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Economia Internacional

Quem ganhou com a guerra no Iraque? Os chineses.

O petróleo, os curdos e os chineses, numa relação pouco divulgada na imprensa brasileira. Vale a pena destacar alguns trechos:

…it was recently disclosed that already in 2004 the KDP that controls much of northwestern Iraq, discreetly signed a deal with Norway’s DNO Company to drill for oil near the border city of Zakho, without Baghdad’s knowledge, let alone approval. DNO subcontracted the building of the oil drilling rig to the Chinese (unlisted) Great Wall Drilling Oil Company “that copied the latest American model.” Imported from China, the 30-floor tall rig was erected in 90 days and is capable of drilling 6,000 meters deep. This is the first rig in Kurdish Iraq since the 2003 war and the first in Iraq built by an international company in 20 years (The Globe, November 8, 2005). Drilling was launched on November 29, 2005, reportedly providing Nechirvan Barzani, prime-minister of the Kurdish northern government, with an occasion to vow: “There is no way Kurdistan would accept that the central government will control our resources […] The time has come that instead of suffering, the people of Kurdistan will benefit from the fortune and resources of their country.” Similar oil ventures are being explored with other foreign companies in other parts of Kurdish northern Iraq (Los Angeles Times, December 1, 2005).

(…)

Beijing’s overtures toward the Kurds, who are treated as an almost independent nation, undermine its own policies and contradict its own principles on separatism. In no way would Beijing permit another country to treat China’s Uyghurs, Tibetans or Mongols likewise and sympathize publicly with their plight, invite their leaders, send delegations, hold negotiations, or sign agreements with them behind Beijing’s back. Importantly, China’s Kurdish policy does not mean that the Chinese are interested in Iraq’s disintegration, hoping to benefit from a new and independent Kurdish state. In addition to unleashing regional instability that would be detrimental to China’s interests, Kurdish independence would encourage other separatist movements (notably the Uyghur and the Tibetan) to fight for the same cause. On the other hand, complete Kurdish dependence on the “new” Iraq would render complete control over the north (and its oilfields) to not only Baghdad but, furthermore, to Washington. Thus the existing situation in northern Iraq, with increased Kurdish autonomy within a weak Iraqi state is, under the present circumstances, optimal for Beijing’s interests and conforms to its views on limited self-determination.

Simples assim. O que faltou no Iraque? Talvez duas coisas: (i) federalismo (efetivo) e (ii) privatização massiva do petróleo (o risco de que o Iraque se transforme numa Venezuela não é tão pequeno…).

Claudio

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Economia Internacional

Mundão…

O site Arts & Letters Daily é uma das minhas visitas obrigatórias. Hoje, eles listam duas matérias: uma sobre a Finlândia e a outra sobre a Coréia do Norte.
Sei que meu coautor do blog não concorda, mas a Finlândia me serve como um exemplo de que a espécie humana pode dar certo. Na minha cabeça, bastava uma pouco mais de sol e – pronto- o paraíso teria sido alcançado para os seus 5 milhões de habitantes.
Já a Corea do Norte é o inferno. 20 milhões de pessoas (não) comem o pão que o Kim Il Sung amassou. O engraçado é que ele não me parece um monstro. Parece um ser humano: egoísta, manipulador, tarado, vaidoso e mentiroso. Um fdp como qualquer um de nós, capaz de matar milhões apenas por teimosia ou capricho.

A propósito, um bom final de semana para vocês…
Leo

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Economia Internacional

Imperialismo globalizante e excludente

Para quem ler esta notícia, o tema para reflexão é: “centro e periferia são conceitos ‘dinâmicos’, mais ‘dinâmicos’ do que a vantagem comparativa? Se sim, então tudo o que foi escrito sobre centro-periferia no passado corre o risco de estar obsoleto?”

Isto sim é colocar a academia de frente para o espelho. 🙂

Claudio

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CAFTA · Economia do Meio Ambiente · Economia Internacional

E o CAFTA está chegando (UPDATED)

O CAFTA pode ser aprovado logo. É o que diz esta notícia. Agora, para o pessoal de Escolha Pública (Public Choice), os trechos mais interessantes da notícia são:

“I don’t see any benefits for workers, for sugar people,” said Democratic Rep. Charlie Melancon, who said his family owed everything to 225 years of sugar production in his home state of Louisiana.

“We’ve given away textiles. We’ve given away steel. We’ve given away fruits and vegetables,” Melancon said. “Now let’s just go ahead and give away everything and be dependent on every other country for our food and our defense.”

The House also passed legislation strengthening the monitoring of China’s trade policies, a bill that GOP leaders brought to the floor to satisfy lawmakers who wavered in support for CAFTA because they said the United States wasn’t tough enough in enforcing trade laws.

Ou seja, lá, como aqui, o jogo pelos privilégios nem sempre consideram a lógica econômica.

A propósito, eis aqui um ponto interessante sobre a exportação de empresas e o meio-ambiente e um outro sobre o meio-ambiente de forma geral.

Claudio
p.s. o UPDATED é o seguinte: tá aprovado.

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