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Boa notícia

Vou apresentar o artigo “Os ricos poupam mais que os pobres no Brasil?”, oriundo da minha monografia, no IV Encontro CAEN-EPGE de Políticas Públicas e Crescimento Econômico. Tenho dois co-autores, os quais também são meus orientadores: Fábio Gomes (INSPER) e Márcio Salvato (IBMEC-MG).

Estou bastante feliz! Essa vai ser a minha primeira oportunidade de apresentar alguma produção científica em encontros desse tipo!

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Curso de Verão no IMPA

Estou sofrendo um bocado por aqui no IMPA. Resolvi fazer esse curso de verão e agora as coisas vão só apertando….

Acho que está valendo muito a pena o curso. Está me ajudando a planejar um pouco do meu ano e traçar alguns objetivos de curto prazo.

Fora isso, é só naba!!

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The Financial Modeler’s Manifesto

Todos vocês já conhecem o Manifesto Comunista né?! Fomos “obrigados” a lê-lo ou no ensino médio ou na faculdade. 

Todos também já ouviram sobre as “críticas” que os modelos financeiros têm sofrido, certo?! Críticas  do tipo: “Esses modelos não servem para nada”, “A culpa da crise econômica são dos economistas, estatísticos, e/ou matemáticos que não conseguiram prever o subprime!”

Emanuel Derman e Paul Wilmott, dois quantitative analysts, cansados de ouvir essas críticas mal fundamentadas, resolveram escrever O Manifesto do Financial Modeler. Eles utilizam os mesmo jargões do Manifesto Comunista, para criticar o uso de modelos financeiros que adotam algumas hipóteses mas não deixam clara suas suposições.

Eis aí uma crítica interessante sobre a modelagem utilizada em finanças, de quem é do meio. Emanuel Derman e Paul Wilmot identificam a falha, fundamentam a afirmação, e propõe uma solução.

Vale a leitura.

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Destruindo a credibilidade do Banco Central

Depois de algum tempo ausente, estou de volta ! Pena que volto para lamentar!

Lula estuda limitar autonomia do BC sobre juros.

Podem se preparar para conviver com um inflação mais alta, caso isso realmente aconteça. Para curar a “doença” da inflação, existem dois remédios: política monetária e política fiscal. 

Por aqui na Selva, a política fiscal é expansionista, basta ver o crscimento dos gastos do governo, restanto somente a política monetária como “remédio”. Se o nosso ilustre presidente quer eliminar esse “suprimento”, vamos ter que conviver com esta doença tão comum na década de 1980 até meados de 1990.

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Dólar e a economia valadarense

Cristiano escreveu sobre como a queda na taxa de câmbio afetaria a economia valadarense.

Sou oriundo de lá e posso falar algumas coisas sobre o assunto. No ano passado, com a crise de mortgage nos EUA, a indústria de construção civil local sentiu imediatamente. Os preços dos imóveis começaram a cair (não tenho os dados…estou aguardado a FAGV – Faculdade de Administração de Governador Valadares – me enviar), e muitas construções pararam.

Tenho amigos no comércio, e ouvi muitos comentários sobre a queda dos mesmos. Alguns me falaram em 20%, outros em 30%.

Entretanto, o setor agropecuário da cidade melhorou bastante. O preço do leite subiu, posso afirmar que a procura por ordenhadeira mecânica também, além do preço da carne. Os produtores rural estão contente com a economia da cidade, mas os comerciantes e a construção civil não.

Por que isso?

Eu arriscaria em afirmar que é a “elasticidade-dólar(renda)”. O setor de construção civil e o comércio tem alta elasticidade-renda, enquanto o agropecuário não. Ou seja, quando o dólar cai, o comércio e a construção civil sentem imediatamente o impacto desta queda, pois grande parte do dinheiro que financia esses setores são oriundos do exterior. Já a agropecuária não sente tanto o impacto das variações do dólar, pois a demanda por leite e carne, por exemplo, não depende tanto do dólar.

E aí, o que vocês acham?

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Economia e obras de arte

A primeira vez que li sobre Economics of Art foi no livro do Cowen, Discover Your Innes Economist. Achei o assunto muito interessante, e relativamente pouco estudado por economistas.

Para minha surpresa, esse é o tema do trabalho de Teoria dos Preços no Ibmec-MG, lecionado pelo Shikida, sendo eu o monitor.
Ontem, lendo algumas coisas na internet, encontrei isso.

Esse texto fala sobre o mercado de quadros,utilizando dados de leilões na América latina. Ele é um resumo deste paper. Segue um breve resumo do texto.

Segundo Nauro Campos, autor do texto, existem quatro puzzles ainda não esclarecidos:

  • Quais os determinantes do preço em leilão de um quadro?
  • Por que nem todas as obras são vendidas?
  • Masterpieces são um bom investimento?
  • Os preços caem no decorrer do leilão?

Campos afirma que a reputação do artista e a origem do trabalho são mais importantes na determinação do preço do quadro que outros determinantes geralmente estudados como tamanho, tema e meio.

Prever quais obras serão vendidas não é uma tarefa fácil, segundo Campos. Uma variável muito utilizada para tal tarefa, a opinião de especialistas, tem poder de previsão limitado.

Masterpieces não são um bom investimento, segundo Campos. No período entre 1995 e 2002, o retorno anual médio foi de -1,92%, enquanto não Masterpieces apresentaram um retorno de 5,63%.

Há evidências de que o preço caia no decorrer do leilão.

Agora quero ver se algum aluno esperto do Terceiro período irá ler isso e aproveitar.

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Evolução da Macroeconomia

Acabei de ler o belo texto do Mankiw: Macroeconomist as a Scientist And Engineer. Mankiw descreve uma interessante trajetória do estudo da macroeconomia, passando pelas escolas e entrando no debate que estamos acostumados a ouvir (neo-clássicos vs neo-keneysianos). Recomendo a leitura a todos estudantes e interessados no assunto.

No texto, percebemos a evolução teórica e a contribuição de cada escola. Além disso, ele fala que o macroeconomista tem duas funções: o de cientista (desenvolve a parte teórica) e o engenheiro (utiliza a teoria para desenvolver modelos e assim aplicá-los).

Apesar de todo o avanço teórico, muito pouca coisa tem alterado na prática, segundo o autor. O modelo utilizado pelo governo Bush para avaliar o impacto do corte de impostos em 2001 e 2003, por exemplo, é baseado nos modelos de Klein, Modigliani e Eckstein da década de 1960.

Assim, muito pouco da evolução teórica dos anos 80 e 90, por exemplo, foram aplicadas modelos.

Outro ponto de vista que achei interessante no texto é o que é passado para agente (alunos) em sala de aula. Se formos pensar bem, o modelo IS-LM (e algumas de suas variações como o IS-LM-BP) é a base de muita coisa que vimos na graduação. Muito das evoluções recentes na macroeconomia são ignoradas pelos professores.

Quantas pessoas já viram o modelo IS-MP, muito mais relevante para países com metas de inflação? Eu vi. Sou um privilegiado, creio.

Mankiw fala que a maioria dos alunos estão mais interessados em serem engenheiros macroeconômicos a cientistas. Acho que realmente isso é verdade, vide o número de alunos que querem ir para o mestrado e Ph.D. Sendo assim, a ênfase em estatística e econometria nas universidades brasileiras não seria pequena?

Apesar de ter visto o Modelo IS-MP em sala de aula, por exemplo, não vi o modelo aplicado, ou seja, não vi como estimá-lo econometricamente.

Essas questões chamaram a minha atenção. E vocês, o que acham?

Academia · material

Não tem chororô….

Já ouvi diversas vezes colegas reclamarem que não entendem a explicação do professor com desculpa pela falta de estudos.

Agora (já tem algum tempo) os professores podem passar para os alunos o link do MIT. Isto mesmo, o MIT coloca muito material de diversos cursos online. O link para os cursos de economia é esse.

Vale pena dar uma olhada.

Ah, o inverso também é válido: vale a pena dar um conferida e para cobrar dos professores também.

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Efeito Unger

Fabio Giambiagi, Otávio Tourinho, Gervásio Rezende e Regis Bonelli são “expurgados” do IPEA.

O que eles tem em comum? Discordam da política atual (aumento dos gastos públicos). Divergir do governo é um pecado mortal, pelo visto. É o “efeito Unger” companheiro.

Ricardo Paes de Barros aparentemente também está de saída (esta indo para Chicago).

A democracia está morrendo. Ou será que já morreu?!

derivativos · Finanças

Realmente gosta de Finanças?

É certo esse meu intercâmbio está valendo a pena. Durante as aulas de Advanced Commercial Banking, despertei um interesse pela área em que meus colegas do Ibmec-MG tanto gostam: Finanças.

Mais especificamente, me interessei pela parte de precificação de derivativos.
Então começei a estudar o modelo binomial, o modelo de Black-Scholes, o modelo de Merton, entre outros.

Realmente é uma área interessantíssima!

Procurando na net sobre o assunto, encontrei esse site com uma bibliografia extensa sobre o assunto.

Uma questão surgiu durante essas leituras: será que existe alguma coisa sobre volatilidade implícita para o mercado de opções brasileiro? Qual seriam os determinantes dessa? Existe algum estudo parecido com o do Robert Strong and Amy Dickinson, “Forecasting Better Hedge Ratios” Financial Analysts Journal, jan/Feb 94. ?

Encontrei essa aplicação para o mercado brasileiro.

Se alguém souber mais sobre o assunto, por favor, entre em contato

analfabetismo econômico

Violando uma importante lição de economia

Recentemente li o livro do Henry Hazlitt, “Economics in One Lesson“. Segundo o autor, a lição mais importante sobre economia é :

The art of economics consist in looking not merely at the immediate but at the longer effects of any act or policy; it consists in tracing the consequences of that policy not merely for one group but for all groups.”

A primeira edição do livro foi escrito em 1946.

É, mas os governantes brasileiros não aprenderam a lição: Licença-maternidade de seis meses já vale para servidores públicos de ao menos 58 municípios e seis estados.

Os efeitos de longo prazo e para as mulheres que não querem ter filhos são ignorados. ( Já falei disso aqui).

Agora a Sociedade Brasileira de pediatria pede expansão da licença maternidade paterna, ignorando os possíveis efeitos indiretos (raciocínio análogo ao das mulheres).

Vamos ver o que que dá essa “ignorância”!

política · política brasileira

É pra isso que eles são pagos?

José Arruda, governado do DF, proibiu o uso de gerúndio nos órgãos do Distrito Federal.

“Fica demitido o gerúndio de todos os órgãos do Governo do Distrito Federal. Fica proibido a partir desta data o uso do gerúndio para desculpa de ineficiência”, diz o texto do decreto publicado no “Diário Oficial”, do Governo do Distrito Federal.

É para rir ou para chorar?

autoritarismo · Cuba

Cubanos refugiados

Dois meses após o Pan, Brasil concede refúgio a dois atletas cubanos.

Mas esses dois não são aqueles boxeadores que o Brasil fez o “favor” de extraditar.

Ainda não consigo aceitar a idéia de que o governo “assassinou” a possibilidade dos boxeadores terem uma vida menos explorada . Por que não foi concedido refúgio para eles, se o motivo alegado pro eles foi o mesmo que o do ciclista e do jogador de handball?

Pode saber que tem o dedo do Fidel aí no meio.

comércio mundial

Benefícios do Comércio

 Livre mercado ajuda a diminuir a pobreza:

This paper explores the role of export costs in the process of poverty reduction in rural Africa. We claim that the marketing costs that emerge when the commercialization of export crops requires intermediaries can lead to lower participation into export cropping and, thus, to higher poverty. We test the model using data from the Uganda National Household Survey. We show that: i) farmers living in villages with fewer outlets for sales of agricultural exports are likely to be poorer than farmers residing in market-endowed villages; ii) market availability leads to increased household participation in export cropping (coffee, tea, cotton, fruits); iii) households engaged in export cropping are less likely to be poor than subsistence-based households. We conclude that the availability of markets for agricultural export crops help realize the gains from trade. This result uncovers the role of complementary factors that provide market access and reduce marketing costs as key building blocks in the link between the gains from export opportunities and the poor.

mensalão · política · política brasileira · vergonha

Mensalão mineiro

ISTOÉ revela relatório da Polícia Federal com a radiografia do caixa 2 da campanha do PSDB ao governo de Minas Gerais em 1998. Ele compromete um ministro de Lula e um senador. Envolve o governador Aécio Neves, deputados federais e estaduais em um total de 159 políticos de 17 partidos.

Saiba todos os detalhes aqui (clique no ícone com as cartas de baralho, na página inicial). Via Nariz Gelado.

economia

Microsoft vs Goldman Sachs

Recentemente, Goldman Sachs está vencendo. Não entendeu por que?

Então leia isso.

Pequeno resumo:

(…)The number of smart kids studying computer science peaked a few years ago and has dropped dramatically since.

(…)Meanwhile, elite schools are reporting that the number of economics majors is exploding. For the 2003–2004 academic year, the number of economics degrees granted by U.S. colleges and universities increased 40 percent from five years previously. Economics is seen by bright undergraduates as the path to a high-paying job on Wall Street or at a major corporation.