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Pais Super Protetores e os Filhos

oferta_demanda_2.jpgPode ser fruto de um trauma terrível, não importa, o fato é que o comportamento super protetor pode danificar (permanentemente?) o futuro dos filhos. Também pode não ser uma boa ser ultra-exigente. Aliás, note que as duas coisas – super proteção e exigências excessivas – andam juntas (afinal, o pai (ou a mãe) quer que a cria seja “a melhor possível”).

Este é um comportamento que os microdados que temos (no Brasil, inclusive?) – até onde sei – não captam diretamente, o que não quer dizer que não seja importante (afinal, a teoria precede os dados).

Talvez seja interessante tentar investigar cientificamente estes pais helicópteros e suas neuroses. Afinal, é um problema de diminuir o potencial produtivo de seres humanos. Pense no que dizem os autores deste último estudo citado.

The current study results stated that helicopter parenting and anxiety were correlated positively and that children’s anxiety also increased with an increase in helicopter parenting attitudes. The controlling and accepting attitudes of parents were related with helicopter parenting.

Pais super protetores, filhos neuróticos. Filhos neuróticos, produtividade baixa. Produtividade baixa, menores chances de boas colocações no mercado (tudo, claro, ceteris paribus).

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Degredados!

320px-Desembarque_de_Pedro_C381lvares_Cabral_em_Porto_Seguro_em_1500_by_Oscar_Pereira_da_Silva_281865E28093193929Posso já ter citado este texto aqui (caso o tenha feito, peço desculpas), mas é que o Zanella tem sido sempre uma fonte de inspiração para que eu forme uma visão diferente da história econômica do Brasil.

Neste texto, ele desenvolve melhor um tema de sua tese de doutorado, qual seja, o papel dos degredados (ou dos tangomãos, tangomanos, lançados, etc) no desenvolvimento econômico brasileiro.

Boa leitura!

carga tributária · Desenvolvimento econômico · Economia Brasileira

A carga tributária ótima é de 20%?

Paulo Guedes disse que a carga tributária “ideal” é de 20% (ela foi de 32% em 2017). Em nosso estudo de 2017, estimamos algo em torno de 29%.

Claro, não contávamos com tantas mudanças como as que parecem estar por vir. Pessoalmente, até prefiro 20%, mas é difícil saber, agora, se esta será mesmo a carga tributária ótima. Por que? Porque não sabemos qual o tamanho da máquina governamental (que otimize o bem-estar) a ser sustentada.

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Mais sobre o efeito mando de campo

Após nosso artigo na RAE, sigo notando que o tema – interdisciplinar, obviamente – segue em alta e, de vez em quando, vejo alguns artigos sobre o tema.

Neste artigo de 2016, por exemplo, busca-se analisar a influência da idade dos jogadores (e as suas expectativas) no mando de campo. A causalidade, como se percebe, segue sendo um problema.

Eis um trecho:

Similar to the increasing trend of home advantage across age groups youth players’ perception of a home advantage in their own league showed an increasing trend. It can be assumed that youth players experienced more home victories and adapt their estimation with increasing age. On the other hand, the increased expectation of a home victory could lead to more challenging goals in home games. A trend towards less satisfaction with a tie in home games compared to away games was found for older youth players. It is plausible that athletes set higher goals and are therefore more successful in home games. The importance of goals is widely acknowledged in sport sciences (Kyllo & Landers, 1995; Latham & Locke, 1985), yet with regard to home and away games very little is known (Staufenbiel et al., 2015).

O tema segue interessante, não?

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O ensino de Economia

Certamente é uma discussão relevante. O trade-off, contudo, é o seguinte: ao mudar o foco para menos sofisticação teórica, o fosso entre a graduação e o mestrado/doutorado aumenta bastante.

Uma solução seria a flexibilização de currículos, com a criação de disciplinas intermediárias para os que desejam avançar para a pós-graduação.

Será que o novo ministro fará algo nesta direção?

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Retrospectiva 2018 – Uma indireta homenagem aos meus ex-alunos

E-books nos quais participei e/ou editei (atualizando um post de 2007 ou 2008):

De tempos em tempos alguns ex-alunos reaparecem e me lembram de que ensinar é divertido quando a oferta e a demanda do desejo de aprender se encontram.

Claro, desnecessário mencionar o Nepom ou o Projeto 42 que tantas alegrias me proporcionaram e, espero, aos alunos envolvidos (há uma outra iniciativa, em vídeo, citada em uma outra retrospectiva – estou caducando…).

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Aproveito para deixar aqui também algumas notas de aula que fiz (várias delas precisam de uma revisão, mas ficam aí como dicas).

Ah sim, um resumo que divulgo, ainda que seja muito preliminar, é este. Faço-o porque já passou da hora de se popularizar a nova análise histórica promovida por Lee Alston, Bernardo Mueller, Douglass North, Barry Weingast, dentre outros, em língua portuguesa.

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