jornalismo econômico

Já comentamos sobre jornalismo econômico aqui…

Jornalistas precisam estudar um pouco mais sobre economia, principalmente quando escrevem (ou são obrigados a escrever, é especialista em “cultura” e é forçado a trabalhar  com economia e negócios) sobre o tema.

Já fiquei chateado por mudarem título de artigo meu e publicar sem avisar. Não sei se neste caso mudaram sem avisar ou o título reflete desconhecimento.

Tramontina desafia a lógica e ganha mercado nos EUA

Notem que, para quem escreveu (?),  ganhar mercado = transferir produção, ou no mínimo ficou tudo muito confuso.

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Academia · economia política da academia · esquerda anaeróbica · pterodoxia

Dívida por Quilômetro Quadrado?

Estou me preparando para ler “A volta do Idiota”. Como? Lendo o “Manual do Perfeito Idiota Latino-americano” [Mendoza, Montaner e Llosa (o filho)]. Não havia lido ainda porque não costumava ligar para “eles” (talvez por puro desleixo, reconheço). Acho que estou de saco cheio, a idiotice chegou a um limite insuportável (pode ser bobagem ou uma avaliação tardia, mas avaliação é minha, assumo as devidas responsabilidades).

 

Entre tantas explicações e características apontadas pelos autores sobre o “idiota” me defronto com uma interessantíssima. A bíblia do “idiota”: ao contrário do que muitos poderiam esperar – “O Capital” ou “O Manifesto” – a bíblia tem que ter a mesma origem do “idiota” (claro que influenciada por referências estapafúrdias como as citadas acima). Trata-se de “As Veias Abertas da América Latina” de Eduardo Galeano. A revisão feita por Mendoza, Montaner e Llosa no capítulo III do “Manual do Perfeito Idiota Latino-americano” sobre o texto de Galeano é realmente hilária, mas uma passagem me prendeu e não tenho como não relacioná-la às pérolas ditas recentemente pelo “PROFESSOR do IPEA”. Lembram? Sugeriu que ao invés de normalizarmos as variáveis macroeconômicas pelo PIB, deveríamos agora fazê-lo pela área. Alex já deu uma breve aula sobre isso. De onde ele [o PROFESSOR] teria tirado essa brilhante idéia?

 

Não sei, mas……..Transcrevo agora a passagem na qual Galeano afirma que a alta taxa de crescimento populacional da América Latina não é [era] alarmante:

 

“Na maior parte dos países latino-americanos não sobra gente: ao contrário, falta. O Brasil tem 38 vezes menos habitantes por quilômetro quadrado do que a Bélgica; o Paraguai, 49 vezes menos que a Inglaterra; Peru, 32 vezes menos que o Japão”. (p.18)

 

Vou dizer mais o quê?

Academia

Macroeconomia: um debate bacana

The Heterogeneous State of Modern Macroeconomics: A Reply to Solow

V. V. Chari and Patrick J. Kehoe

NBER Working Paper No. 13655

November 2007

ABSTRACT

Robert Solow has criticized our 2006 Journal of Economic Perspectives essay describing “Modern Macroeconomics in Practice.” Solow eloquently voices the commonly heard complaint that too much macroeconomic work today starts with a model with a single type of agent. We argue that modern macroeconomics may not end too far from where Solow prefers. He is also critical of how modern macroeconomists use data to construct models. Specifically, he seems to think that calibration is the only way that our models encounter data. To the contrary, we argue that modern macroeconomics uses a wide variety of empirical methods and that this big-tent approach has served macroeconomics well. Solow also questions our claim that modern macroeconomics is firmly grounded in economic theory. We disagree and explain why.

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Fraga vs. Meirelles

Determinants of Monetary Policy Committee Decisions:

Fraga vs. Meirelles

Paulo Chananeco F. de Barcellos Neto

Marcelo Savino Portugal

 

Abstract

The aim of this paper is to assess the stability of the suboptimal Taylor-type monetary policy framework in the decisions made by the Brazilian central bank after the adoption of the inflation targeting system. Comparisons of the rules followed by two central bank chairmen between 1999 and 2006 demonstrate that the determinants of the decisionmaking process underwent some changes. Despite this body of evidence, all functional structures proved to be compatible with an inflation targeting system, indicating continuity in the conduct of such regime in Brazil.

bem-estar · Econometria

Computers and Welfare

Measuring the Welfare Gain from Personal Computers

Jeremy Greenwood and Karen A. Kopecky

NBER Working Paper No. 13592

November 2007

JEL No. E01,E21,O33,O47

ABSTRACT

The welfare gain to consumers from the introduction of personal computers is estimated here. A simple model of consumer demand is formulated that uses a slightly modified version of standard preferences. The modification permits marginal utility, and hence total utility, to be finite when the consumption of computers is zero. This implies that the good won’t be consumed at a high enough price. It also bounds the consumer surplus derived from the product. The model is calibrated/estimated using standard national income and product account data. The welfare gain from the introduction of personal computers is about 4 percent of consumption expenditure.

valor da vida

Fumante?

The Mortality Cost to Smokers

W. Kip Viscusi, Joni Hersch

This article estimates the mortality cost of smoking based on the first labor market estimates of the value of statistical life by smoking status. Using these values in conjunction with the increase in the mortality risk over the life cycle due to smoking, the value of statistical life by age and gender, and information on the number of packs smoked over the life cycle, produces an estimate of the private mortality cost of smoking of $222 per pack for men and $94 per pack for women in 2006 dollars, based on a 3 percent discount rate. At discount rates of 15 percent or more, the cost decreases to under $25 per pack.

cliometria

Para os cliometristas…

Victory or Repudiation? The Probability of the Southern Confederacy Winning the Civil War

Marc D. Weidenmier, Kim Oosterlinck

Historians have long wondered whether the Southern Confederacy had a realistic chance at winning the American Civil War. We provide some quantitative evidence on this question by introducing a new methodology for estimating the probability of winning a civil war or revolution based on decisions in financial markets. Using a unique dataset of Confederate gold bonds in Amsterdam, we apply this methodology to estimate the probability of a Southern victory from the summer of 1863 until the end of the war. Our results suggest that European investors gave the Confederacy approximately a 42 percent chance of victory prior to the battle of Gettysburg/Vicksburg. News of the severity of the two rebel defeats led to a sell-off in Confederate bonds. By the end of 1863, the probability of a Southern victory fell to about 15 percent. Confederate victory prospects generally decreased for the remainder of the war. The analysis also suggests that McClellan’s possible election as U.S. President on a peace party platform as well as Confederate military victories in 1864 did little to reverse the market’s assessment that the South would probably lose the Civil War.

Academia

Título muito criativo: Who wears the trousers?

Who wears the trousers? A semiparametric analysis of decision power in couples
Melanie Lührmann and Jürgen Maurer
CWP25/07: 08 Oct 2007

Decision processes among couples depend on the balance of power between the partners, determining the welfare of household members as well as household outcomes. However, little is known about the determinants of power. The collective model of household behavior gives an operational definition of decision power. We argue that important aspects of this concept of power are measurable through self-assessments of partners’ say. Using such a measure, we model balance of power as an outcome of the interplay between both partners’ demographic,socioeconomic, and health characteristics. Advancing flexible, yet parsimonious empirical models is crucial for the analysis, as both absolute status as well as relative position in the couple might potentially affect the balance of power, and gender-asymmetries may be important. Appropriately, we advance semiparametric double index models that feature one separate index for each spouse, which interact nonparametrically in the determination of power.Based on data from the Mexican Health and Aging Study (MHAS), we find education and employment status to be associated with more individual decision power,especially for women. Moreover, health and income have independent effects on the distribution of power. We also show that contextual factors are important determinants of decision power, with women in urban couples featuring more decision power than their rural counterparts.

América Latina · autoritarismo · bolivarianismo · demagogia · educação

É brincadeira!

Já não basta nossos “livros didáticos”, nossa “nova mídia estatal”, agora mais essa:

 Chávez lança livro sobre Bolívar e doa para escolas brasileiras

O pior: “O livro contém cem textos atribuídos a Bolívar escritos entre 1805 e 1830 e é financiado pela construtora brasileira Odebrecht, que tem a concessão de grandes obras de infra-estrutura na Venezuela.”

Que belo exemplo! Iniciativas como essa são “louváveis”.

educação

Revista Piauí

Neste final de semana comprei o n.13 da Revista. Alguém havia me indicado, reconheço que no geral gostei. Neste número vem junto um travel guide sobre a “Molvânia: uma país intocado pela odontologia moderna”. É hilário.  Segue o trecho sobre o método de ensino do “lugar”.

Na escola…

A maioria das pessoas, quando pensa em métodos de ensino alternativos, lembra-se de Montessori ou de Steiner. Entretanto, a Molvânia também tem seu próprio sistema, baseado nas obras do visionário V.Z.Vzeclep (1823-1878), uma das grandes personalidades de Lutenblag. Os Vzeclep Instjtuts  se baseiam numa filosofia educacional conhecida como Ne Drabjovit Vard Szlabo (“não espanque o burro com tanta força”). Esse sistema enfatiza a postura e respiração, e as crianças nas Escolas Vzeclep passam os primeiros seis anos de sua vida escolar amarradas em arreios.

pág. 3 de “Molvânia:  uma país intocado pela odontologia moderna”, travel guide do n.3 da Revista Piauí.

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O molusco só fala asneira mesmo!

Notícia completa.

“Qualquer empresa privada pagaria o dobro que a gente paga”, disse. “Não temos como manter pessoas com alta competência técnica se não tivermos um salário à altura.”

É verdade, mas uma empresa privada não contrataria um monte de incompetentes que não fazem nada. Me desculpem meus amigos funcionários públicos produtivos (tenho vários).  Contrataria de acordo com o produto marginal, certo?