Cerveja · microeconomia · Organização Industrial

Cartéis são instáveis? Beba uma antes de ler isto!

Tullock's Beer

Em setembro de 1931, a Brahma propusera aos seus concorrentes um pacto de preços para as vendas no interior em que as cervejas de primeira qualidade seriam vendidas a 78$000 a caixa com quatro dúzias, ou seja, 1$625 a unidade. Acima, portanto, do preço unitário médio praticado pelas cervejarias até então. Passados três meses, em novembro, cartas dos viajantes informam que o acordo não se sustentava e os viajantes das fábricas concorrentes lançavam mão de todos os recursos para conquistar a freguesia. A Hanseática, por exemplo, enviara um carregamento de três vagões de cerveja que foram vendidas a preços da tabela antiga. Em consequência, os mercado de Barra do Piraí, importante entrocamento da Estrada de Ferro Central do Brasil, ficou abarrotado de cervejas da Hanseática. Outros viajantes ofereciam mobiliário para os bares, uns recompravam os vasilhames vazios a preços inferiores aos da tabela combinada entre as cervejarias, também se ofereciam desconto de fretes e prazos de pagamento dilatados. [Marques, Teresa C. de N. (2014). A cerveja e a cidade do Rio de Janeiro, Editora UnB, p.298-9]

Parece que seu professor de microeoconomia merece um growler daquela artesanal de trigo, heim?

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