Sobre o controle social da mídia, “fake news”, etc

É um interêsse essencial do Estado e da nação evitar que o povo caia nas mãos de maus educadores, ignorantes e mal intencionados. É, por isso, dever do Govêrno velar pela educação do povo e impedir que o mesmo tome orientação errada, fiscalizando a atuação da imprensa em particular, pois a sua influência sôbre o espírito público é a mais forte e a mais penetrante de tôdas, desde que a sua ação não é transitória mas contínua.

O trecho acima poderia estar em alguns programas de governo de candidatos que enamoram-se – e querem que você também se enamore – de variados graus de controle da mídia, seja com argumentos como os de “fake news” (seja lá o que isso for) ou, como sempre vemos no Brasil, por meio de belos e vazios discursos sobre “crimes contra honra”, etc.

A ideia, claro, é sempre cercear a liberdade de expressão de outros em prol da própria.

A propósito, o trecho acima está na p.159 de um livro traduzido no Brasil pela Editora Moraes, em 1983. Um livro cuja tradução do título é “Minha Luta”, de um famoso autor: Adolf Hitler.

Pois é, frases bonitas (para alguns) surgem e se multiplicam em programas de governo. Eventualmente, podem ser vazias o suficiente para serem usadas por qualquer candidato mas, claro, também podem representar uma sinceridade perigosa.

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