Keynesianismo, demanda efetiva e Charlie Brown

“(…) em 1950, os americanos estavam comprando 75 por cento dos aparelhos fabricados no mundo inteiro! A primeira década do casamento dos Schulz aconteceu durante ‘uma das maiores farras de consumo da História’. Com o PIB dos Estados Unidos dobrando entre 1940 e 1960, aquele era, como a publicidade não se cansava de lembrar a todos, ‘um tempo para comprar, comprar, comprar’. E não só para o próprio prazer, mas para o bem geral da nação. Uma sociedade aprovadora com a Depressão, temendo, nos anos pós-guerra, que qualquer queda na demanda pudesse desaquecer a economia – de onde nasce a ênfase na crença de que os gastos com a Guerra Fria poderiam fazer muito para manter a prosperidade da nação – via investimentos em bens de consumo como manifestações de virtuosa confiança”. [Michaelis, D. (2015). Schulz & Peanuts – a biografia do criador do Snoopy, Seoman, 2015, p.314]

Notas: (1) “aparelhos fabricados no mundo inteiro”, no caso, são bens de consumo duráveis. (2) a descrição mostra a importância dos bens de consumo duráveis, justamnte os que são geralmente entendidos de forma incorreta como “consumo agregado” e não “investimento privado agregado” por conta da confusão entre a compra do bem (investimento) e seu usufruto (consumo).

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