Defecando e inventando: o lado pouco citado dos ciclos reais

…Edmund Cartwright (…) gastou sua fortuna aperfeiçoando um tear movido a energia. Ele se inspirou em autômatos como o pato mecânico de Jacques de Vaucanson, que assombrava a corte em Versalhes batendo as asas, comendo e defecando! (Voltaire gracejou: “Sem o pato de Vaucanson, não teríamos nada para lembrar a glória da França”). Se um mecanismo podia defecar daquela maneira, não poderia também fazer algo útil? [Allen, R.C. (2017) “História Econômica Geral – uma breve introdução”, L&PM, p.50]

Pois é. Voltaire perdeu o insight de que choques reais não ocorrem como ele gostaria. A relação entre o tear de Cartwright e o famoso patinho talvez seja o melhor exemplo de consequências não-intencionais de certas intenções (e Hayek, inevitavelmente, surge como uma inspiração importante para se pensar em arcabouços institucionais que sejam menos voltarianos e mais pró-criatividade.

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