Tudo o que sei…

Acho engraçado como discussões terminam. Digo, algumas discussões. Por exemplo, a cada segundo é publicado um artigo novo mostrando que a ciência tem problemas aqui ou acolá. Há quem diga que é muito difícil falar de causalidade. Há quem fale de p-valores. Há quem reclame dos testes de médias disseminados entre os que não estudam estatística, mas querem publicar artigos. Claro, há os que acham que artigos com 200 autores deveriam ter o mesmo peso no currículo do que artigos com 2 autores.

Tudo isso mostra o que já sabíamos: ciência é feita por seres humanos, logo, imperfeita foi, é e sempre será. Até aqui, ok.

Mas aí eu vejo um apagão entre esta sinapse e a seguinte. No minuto seguinte, o sujeito quer política pública para o dedão do pé, gordos, burros, artistas, nerds, otakus, etc.

A impressão que me dá é que as políticas deveriam respeitar o problema apontado por Hayek em seu Individualism: True and False (tema correlacionado, na minha superficial capacidade de síntese/conexões com alguns trabalhos de Thomas Sowell e no The Future and Its Enemies da Virginia Postrel). É sempre uma questão sobre como somos arrogantes com o uso da razão (ou covardes a ponto de querermos um Hitlerzão para nos dizer o que fazer).

Acordei de mau humor.

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