Goleiros e o paradoxo do poder: a Economia dos Esportes encontra a Economia do Conflito (e ninguém esperaria que isso não ocorresse, certo?)

soccernomicsO que vejo de mais legal, para mim, nesse estudo, é o que os autores destacam, eles mesmos:
 
The most interesting performance differential was that a goalkeeper of a high-level team had a higher number of Saves when playing against a low-level team than a high-level team or an intermediate-level team.
 
Ok, eu sei que há um problema de validação externa (ou seja, generalizar para outras amostras…), embora eu também seja levado a pensar que com maior globalização, times ficam mais mistos e estilos de jogo distintos tenderão a se homogeneizar no longo prazo (não estou dizendo que ocorrerá, é apenas um palpite irresponsável). Isto aparece também em alguns livros sobre economia dos esportes que citei aqui outro dia (e também em livros sobre história do futebol ou das táticas).
20160430_100143Voltando ao trecho acima, sem uma leitura mais detalhada, mas entusiasmado com o que li, fui levado a pensar em um resultado de Economia do Conflito que acho muito legal (embora não seja genérico o suficiente para quem curte Teoria Econômica): o paradoxo do poder (POP), descoberto pelo falecido Jack Hirhsleifer no contexto de conflitos (guerras, batalhas judiciais e, por que não, partidas de futebol?).
Os autores do texto acima provavelmente não se surpreenderiam se lessem o início do resumo do artigo. Senão, vejamos:
In power struggles, the stronger might be expected to grow ever stronger and the weak weaker still. But, in actuality, poorer or smaller combatants often end up improving their position relative to richer or larger ones.
No contexto do resultado destacado pelo artigo sobre futebol, eu diria que há momentos de uma partida em que isso acontece (o time pequeno “cresce” em relação ao grande) e o resultado é que o goleiro do time mais forte tem mais trabalho salvando seus times do que o normal.
Será que isso ocorre mesmo em divisões de acesso (segunda divisão) de campeonatos estaduais? Ou seja, seria este resultado uma regularidade empírica observável? Não sei. Não coletei os dados, mas, quem sabe? Vai que alguém resolve explorar este aspecto que, note bem, tem uma relação bem íntima com a boa gestão de uma equipe de futebol (afinal, você tem que saber escolher bons goleiros).
Será que a relação que proponho faz sentido? Comente por aqui. Gostou? Curte aí. Não gostou? Curte também. Ah, e se reproduzir, cite a fonte. Obrigado.
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