A divisão do trabalho funciona e ainda promove interações sociais (in)esperadas: o caso do arroz

When Tsutomu Murashima opened his restaurant in 1963, he left the main cooking chores to his wife so he could focus on his specialty, fixing the rice. The method he developed produced a soft-textured rice that was so good it earned him a reputation in the business as a “wizard of rice.”

Outro ótimo trecho:

But he found “the Chinese people place accompanying dishes on top of the rice to season it. Their preference with regard to sticky rice is different from the Japanese.”

Sem falar que, agora, até os chineses querem saber como ele cozinha. Leia lá na notícia.

Por que tanto lixo publicado na minha “timeline”? – Uma hipótese

Eis meu modelo para o lixo que aparece de vez em quando na minha timeline.
Motivação:
Por que alguém entra aqui e diz: “a terra é plana”, “o time precisa contratar Messi, mas não preciso propor mudanças no planejamento do time”, “modelo econômico não serve para nada” e outras baboseiras?
Modelo de alguém impaciente demais para perder tempo com isto:
1. Custo de falar bobagem é inversamente relacionado ao grau de inteligência (como dizem, para falar bobagem, basta abrir a boca e não pensar muito) e o benefício é positivo (popularidade, polemizador, clickbaits…). Simplificando, os símbolos para o custo e o benefício de falar bobagens na minha timeline (“b”) são: Cb(k) e Bb(k) em que k é o capital humano. Como falar asneira é barato e gera benefícios, Cb’ < 0 e Bb’ > 0.
2. Já o benefício de não falar bobagem é baixo pois o público mediano não pensa muito e não quer ler muito (ok, talvez isso possa variar com o grau educacional mediano de cada amostra (região, país, etc) e nem gera muito clickbait, aliás, você será conhecido como o chato da turma. Além disso, o custo de não falar bobagem é positivo (tem que ter retórica boa, estudar, conhecer nuances, capacidade de abstração, etc). Analogamente ao item 1, os símbolos são: Ci(k), Bi(k), em que “i” denota a inteligência. Aqui, Bi’ > 0, Bi” < 0 e Ci’>0, Ci” >0.
3. A hipótese proposta é que: Bb(k) – Cb(k) > Bi(k) – Ci(k) para todo k não-negativo (podendo, inclusive, ser o caso em que, para alguns, Bb(k) e Cb(k) nunca se encontrem).
Ok, não é o melhor modelo do mundo, mas serve de catarse. Lembrei do Carlo Cipolla agora…