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Alocação ineficiente: o cálculo socialista vai ao cinema norte-coreano

Vejam só esta pérola, depoimento do desertor duplo (desertou para a Coréia do Norte e, nos anos 2000, resolveu desertar de volta para o Ocidente), Charles Jenkins.

“Eles não usavam nenhum bom senso ao planejar as filmagens. Por exemplo, frequentemente filmavam as cenas na ordem em que surgiam no roteiro, em vez de usar uma maneira mais eficiente. Se, digamos, houvesse uma cena no escritório de Claus, outra em meu escritório e uma terceira novamente no escritório de Claus, eles filmavam nessa ordem, desmanchando o escritório de Claus e depois montando tudo de novo após filmar minha cena, em vez de filmar as duas cenas no escritório de Claus e depois a cena em meu escritório […]. (…) Suspeito que parte da razão para filmarem dessa maneira era o fato de em geral a história ser escrita enquanto era filmada, às vezes no mesmo dia”. [Fischer, Paul, Uma produção de Kim Jong-il, Record, 2016, p.94]

Impressionante, não?

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Maximização intertemporal de utilidade, sabor kimuchi

Jong-il entendia que seu pai não escolheria como sucessor o homem que prometesse fazer o melhor para a Coréia do Norte ou para o povo. Ele escolheria o homem que prometesse fazer o melhor para Kim-Il-sung, mesmo depois de morto. Como todos os políticos sagazes, Kim Il-sung se importava tanto com o futuro quanto com o presente: ele se importava com seu legado. [Fischer, Paul. “Uma produção de Kim Jong-Il”. Record, 2016, p.90]

Mais sobre o tirano – e sobre um dos crimes mais ignorados pela patuléia – veja isto. Aliás, neste verbete você entenderá o porquê da imagem.