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Escolha Pública e a política

Suponha que vários políticos lutem para obter recursos para seus distritos, mas alguns consigam mais do que outros, embora todos os distritos sejam contemplados (ou seja, existe um certo universalismo na política de redistribuição). Como explicar este universalismo aliado à desigualdade na distribuição dos recursos alocados?

A possible answer to this question is that the relevant coalitions to consider are not one set of congressmen against another, but all congressmen against the citizens. Because taxes that pay for these redistributive programs are general and diffuse, the citizens are unaware of the costs of these federal grants and consider only the concentrated benefits they receive. Each congressmen is evaluated on the basis of his marginal contribution to the district’s welfare and any grants it receives are counted as part of these marginal contributions. Although a congressman whose district receives only $ 10 million in grants has not won as much as the congressman whose district got $ 750 million, he has still ‘won’ something.  It is only the taxpayer-citizen who loses under this interpretation. [Mueller, D. C. Public Choice III, Cambridge University Press, 2003) p.123]

Repare no final do trecho. Neste modelo, os congressistas estão todos, no final das contas, no mesmo time. Do outro lado estão os que pagam impostos. Lembra um pouco a visão que muitos têm acerca do funcionamento do mercado político. Não é a única forma de se pensá-lo, mas não pude deixar de me lembrar do debate que a sociedade civil organizada e não-tutelada levantou no ano passado.

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Momento R do Dia – Os problemas de se usar Google Scholar

Basicamente, eu deveria dizer “o” problema e o mesmo é simples: alguns co-autores podem não ter página lá. Vejam só este caso: por meio deste excelente post, reproduzi o exercício para o meu caso (nem vou colocar os comandos adaptados porque seria uma cópia descarada…vá lá e leia o original).

Note que tenho vários co-autores (como você pode ver aqui). Entretanto, nem todos estão no Google Scholar. Eis os que aparecem por lá:

1 Leonardo Monteiro Monasterio
2 JOAO RICARDO FARIA
3 Fabio Gomes
4 Pedro HC Sant’Anna
5 Erik Figueiredo
6 Luciano Nakabashi

O exercício do post proposto é:

In this post, I will show how to scrape google scholar. Particularly, we will use the'rvest' R package to scrape the google scholar account of my PhD advisor. We will see his coauthors, how many times they have been cited and their affiliations.

Legal, né? O que eu fiz foi, simplesmente, alterar o usuário para que a rotina fizesse o mesmo para mim. Primeiro, quantas vezes cada artigo meu na base foi citado.

paper_coautores

Agora, o quanto meus co-autores foram citados.

coautores

Notamos que o João R. Faria e o Leo Monasterio são dois muito citados. Fabio, Nakabashi e Erik também. Pedro, que apenas começou a sua carreira, é, ainda, pouco citado.

Entretanto, alguns outros co-autores meus não aparecem porque provavelmente não possuem Google Scholar. Alguns deles são o Ari F. Araujo Jr, o Marcio A. Salvato, o André Carraro e o Felipe Garcia. De qualquer forma, eis o exercício reproduzido integralmente.

Caso você tenha conta no Google Scholar, sugiro que brinque também. Bom, agora vou resolver outros problemas. Até mais.

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Paradoxo de Simpson

Embora vários amigos meus insistam em usar correlações entre duas variáveis como uma espécie de poção mágica que revela todas as verdades (e não apenas como uma ferramenta inicial de análise), é sempre bom lembrar que, muitas vezes, uma aparente correlação entre duas variáveis pode não sobreviver a uma análise com…três variáveis.

A moral da história é que não devemos ser preguiçosos e, sim, devemos pesquisar o contexto de análise antes afim de definir que variáveis são importantes na análise. Caso contrário, um bocado de esforço pode ser gasto de forma improdutiva, ineficaz e, por que não dizer, burra.

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Deflaciono para qual período?

O jornal Nexo tem três gráficos interessantes sobre o custo real das passagens de ônibus em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Você é um daqueles que já perguntou ao professor sobre o período-base de uma operação como esta?

Muitas vezes, em sala, quando ensino o processo de obtenção de valores reais (ou seja, poder de compra do dinheiro tomando como base um certo período), muitos alunos me perguntam acerca de qual é o “melhor” período. Bem, não há melhor ou pior. O fato é que tudo depende do que você quer enxergar.

No exemplo do jornal Nexo, quer-se ter como base o preço atual da passagem. Logo, os valores real e nominal da passagem serão iguais em Janeiro de 2016. A conta é simples: [(Valor da passagem em R$ no mês i)/(Índice de preços no mês i)]*(índice de preços no mês-base).

Lembrou da sala de aula? ^_^