Educando os pais

Na biografia do Mussum (vários momentos aqui), um trecho que me chamou a atenção, logo no início do livro, é quando o autor descreve como o famoso sambista se alfabetizou e, quase ao mesmo tempo, alfabetizou a mãe. É um dos trechos mais bonitos do livro.

Bem, ele não é uma exceção. Tomando como base este artigo, para o Brasil, alfabetização é muito importante para quem é muito pobre.

Este trabalho tem por objetivo investigar a possível existência de um benefício positivo da educação das crianças em idade escolar para os adultos analfabetos, inseridos no Programa Bolsa Família, em decorrência das condicionalidades educacionais do Programa. Buscam-se sinais de externalidade da alfabetização no sentido dos filhos para os pais/adultos analfabetos, no quesito rendimento do trabalho. Utiliza-se o modelo de seleção de Heckman para corrigir o problema de autosseleção dos indivíduos em participar do mercado de trabalho. Os resultados apontam que os pais/adultos analfabetos, beneficiários do Programa Bolsa Família (PBF), e que residem com ao menos um filho alfabetizado recebem, em média, 10,96% a mais do que os pais/adultos analfabetos, beneficiários do PBF, que não residem com filhos alfabetizados.

Legal, né?

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