Quer enriquecer no Brasil colonial? Pense duas vezes

No século XVIII, as coisas não eram a vida não era lá aquela coisa para um morador do Brasil. Imperava a “Nova Matriz Econômica” da época. Não, não havia uma Receita ansiosa por tributar os produtos que você importava da Amazon. Mas existia uma…

“(…) lei proibia que qualquer reinol, tendo adquirido certa ‘fortuna’, permanecesse no Brasil. Era preciso voltar à pátria, aplicar lá os capitais ganhos. (…) Daí a sonegação dos ganhos de cada qual aos representantes da Coroa. Uma lei chegava a proibir que o colono comesse certas iguarias. Economizando haveria de enriquecer; enriquecendo, voltaria”. [Brito, José G. de L. (1980) [1939] “Pontos de Partida para a História Econômica do Brasil, Coleção Brasiliana,162]

Honestamente, em linhas gerais, mudou muito? Instituições – no sentido de Douglass North (pesquise!) – são incentivos que alteram os possíveis cursos de ação das pessoas. Eis aí um exemplo: o governo incentivando a sonegação e até proibindo o brasileiro de comer alguma coisa melhor.

Aquela história de colônia de exploração do Monasterio e Ehrl parece-me, cada vez mais, um ponto de partida importante para o estudioso de História Econômica do Brasil.

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