A Ortodoxia, numa definição moderna: todo aluno de Ciências Econômicas (e também todo jornalista) tem obrigação de ler e entender este artigo!

O Mauro, lá da USP, recomendou este artigo e eu, que ontem relembrei (o leitor já notou que adoro coisas velhas, né?) os artigos do Marcos Lisboa, fiquei até achando que posso ter influenciado na escolha do tema do dito cujo.

É a primeira vez que vejo, claramente escrita, uma formulação já bem comum entre nós, economistas, do que seja um ortodoxo. Muitos se equivocam ao falar de “ortodoxia” porque chegam contaminados pela doutrinação ideológica de economistas-professores bem pouco profissionais.

Viagem no tempo…

Relembro um caso pessoal que envolve minha amiga Roseli e, obviamente, a mim mesmo. Eu acabara de chegar no mestrado e não conhecia ninguém na USP. Não sei como, comecei a conversar com a Roseli indo para o bandejão da Química (salvo engano, era da Química, ou no prédio da Química, ou a comida envolvia experimentos…esquece). O tempo todo da caminhada falamos de econometria.

Durante o almoço? Mais econometria. Na volta, claro, econometria. Acho que também falei que gostava de algumas coisas que me identificavam com um novo-clássico. Não sei o que seria, pois na minha graduação, 99% dos professores faziam questão de dizer que novos-clássicos eram bestas-feras ou sinônimo de pedofilia.

Só sei que, subindo a rampa da FEA em direção à nossa antiga sala de estudos, Roseli me disse que eu era um novo-clássico. Nunca encarei aquilo como uma cantada. Nem como elogio. Fiquei, confesso, com vergonha. Afinal, eu não queria ser identificado com pedófilos.

A partir dali comecei a ler e estudar mais do que nunca porque queria entender Economia. Sempre que me chamam de ortodoxo, agradeço com orgulho, embora eu ache que não mereça tanto este rótulo, pois não consegui ainda o sucesso na conversação com a comunidade internacional que o autor do artigo conseguiu. Entendo que a definição do Bernardo, no artigo citado, é uma das melhores que existem atualmente, embora se levada a ferro e fogo resultará em uma diminuição estupenda do número de ortodoxos no Brasil (Por que? Porque: (a) poucos publicam internacionamente e; (b) poucos continuam a publicar internacionalmente após o sucesso inicial…veja também um dos posts ontem sobre o R que, indiretamente, mostra o ciclo da vida de um autor…).

Ah sim, há alguns anos fiz uma camisa para deixar claro o que penso dos rótulos. Olha ela aí.

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