Uber salva desempregados, embora a presidente diga, acredite-me, que não

No Estadão de hoje, mais uma evidência de que a presidente é a última pessoa do mundo com a qual você deveriar conversar para entender de Economia. Reproduzo um trecho minúsculo:

“Ficaram desempregados no iníciodeste ano e,sem perspectiva de voltar ao mercado de trabalho, viraram motoristas do Uber, o polêmico aplicativo que conecta motoristas particulares e passageiros”.

Não é o Uber que desemprega, é a pedalada fiscal que mostra a dominância fiscal (vide artigo do prof. Pastore no mesmo jornal) que gera uma dinâmica de piora institucional e econômica que enfraquece o poder das políticas monetária e fiscal (ou mesmo cambial, para quem curte).

Resultado? Um governo que tenta gerar impacto com medidas desesperadas, no melhor estilo bolivariano, com tentativas de sabotar o funcionamento dos mercados (intervenção sem lógica em transações voluntárias de consumidores e empresas de diversos setores, desprezo pelos bons efeitos de bem-estar de um maior nível de concorrência, etc).

Moral da história? Não basta ler o teleprompter ou contratar um bom ghostwriter, tem que pensar antes de falar de um tema tão importante quanto à economia. Eu mesmo estou aqui, sujeito a erros, mas sempre faço o alerta.

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