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O fantasma da minha prova assusta os aluninhos inocentes que não leram a matéria em tempo hábil

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Olha a indústria desenvolvendo…

bresserpereira_agorasim

Não sei se rio com o Bresser ou se choro com o Mantega. Como nenhum deles mostrou um modelo econômico que justificasse, cada qual, sua posição quanto ao câmbio, fico desarmado. Mas lembro as palavras do primeiro, no Estadão, dia 15 último.

A grande maioria das empresas, com o câmbio a R$ 3,50, está competitiva. Prefiro R$ 3,60, mas se elas acharem que esse câmbio vai continuar mais ou menos nesse nível, vão investir para exportar ou vão substituir importações, de forma sadia. Volta a tornar as empresas competentes a serem competitivas. 

Agora, bem, estamos a R$ 3.60. Vamos aguardar.

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A reindustrialização ocorrerá em 5, 4, 3, 2,…

Atualizando esta entrevista, publicada no último dia 15:

Com o dólar a R$ 3,50, o câmbio pode ajudar a economia? 

Ajuda muito. Como sou economista, acredito no mercado. A grande maioria das empresas, com o câmbio a R$ 3,50, está competitiva. Prefiro R$ 3,60, mas se elas acharem que esse câmbio vai continuar mais ou menos nesse nível, vão investir para exportar ou vão substituir importações, de forma sadia. Volta a tornar as empresas competentes a serem competitivas. A tragédia de 1990 foi que as boas empresas brasileiras deixaram de ser competitivas internacionalmente. Alguns dizem que a culpa é das empresas, porque a produtividade caiu. É verdade, a produtividade da indústria caiu bastante, especialmente nos anos 2000, mas caiu por quê? Porque não se investe. E por que não se investe? Porque não há expectativa de lucro, pois o câmbio estava apreciado.

Eis os novos valores:

USD.BRL
2015-08-21   3.4837
2015-08-22   3.4716
2015-08-23   3.5015
2015-08-24   3.5015
2015-08-25   3.5248
2015-08-26   3.5529

Estamos próximos do novo ciclo de desenvolvimento de nossa indústria, heim?

bresseremmarcha

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Não se pode ter tudo: custo de oportunidade entre minorias

Eu me lembro de um artigo do Eduardo Pontual Ribeiro, meu ex-professor, que mostrava um trade-off interessante. Era algo, se bem me recordo, assim: a cada R$ 1.00 adicional gasto na diminuição da desigualdade de gênero, você gerava mais desigualdade (supostamente) racial. E vice-versa.

Interessante é que isto é óbvio, pois você tem recursos escassos (alguém aí vai pagar mais impostos?) e tem que escolher prioridades. Obviamente, os interessados farão pressão (esperamos que apenas democráticas e sem corrupção) para que seu grupo seja o atendido.

Assim, não é sem alguma ironia que vejo esta pesquisa, feita para os EUA. De certa forma, os percentuais podem levar os formuladores de política a escolherem a alocação de recursos. Em outras palavras, se o eleitor mediano foi detectado (suponha) pelo Gallup, então os grupos de interesse que desejam que os impostos dos cidadãos daquele país sejam alocados na diminuição da desigualdade de gênero vão levar a melhor.

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Dica R do Dia – O Ebook do R de Vitor Wilher e a relação entre R e Uber

vitorwilherebook

Vitor Wilher tem disposição para aprender que não preciso citar (basta ler o resto do parágrafo). Assim, ele conseguiu fazer um livro de exemplos de aplicações em R em tempo recorde. Está aqui e já estou morrendo de inveja dele, confesso.

Ele está de parabéns. Agora, uma analogia simples e correta

Novamente, barreiras ao ensino da Economia caem. Sim, eu sei. É igual ao Uber vs táxis: o dono do programa econométrico XXX ganhou dinheiro vendendo a licença para a faculdade e os alunos só podiam usar o pacote nos laboratórios. Aí veio o R, que o aluno pode obter sem pagar por alguma licença – mas com o custo de aprendizado internalizado ou melhor, como gostam alguns pseudo-pedagogos: individualizado (desculpa para vender besteiras começa com bons gestos orwellianos, ^_^) – e com tanto quanto (ou mais) recursos para o aprendizado de Econometria.

O que acontece? As prefeituras e governos estaduais interferem para que o R não seja mais disponibilizado no país? Não neste caso, por uma questão básica de arcabouço institucional distinto (agradeça ao livre mercado por gerar estes produtos malucos como o R, pois a internet é muito mais próxima de um mercado livre no conceito clássico do que um mercado de táxis). Não dá nem para políticos fazerem declarações quase não-humanas sobre os males que a inovação trazem para a sociedade.

Tal e qual no caso do Uber vs táxis, alguns alunos já acomodados em sua confortável zona (de conforto, claro!) não querem aprender o R, acusam o professor de maldade, de querer estragar suas vidas, de fazer tudo mais difícil, etc. São como clientes que já se acostumaram com táxis e não querem experimentar mais nada. Estão, poderíamos dizer, path-dependents (para usar uma outra analogia, desta vez, em honra a Douglass North) do modo antigo de se fazer econometria. O programa XXX tem problemas no algoritmo? Não importa. Importa é que é fácil e dane-se o R.

Outros alunos, contudo, experimentam o R, percebem que o programa lhes permite imprimir nos trabalhos sua marca individual, adicionando seu valor intrínseco (eu diria: idiossincrático) ao relatório (o que, como sabemos, costuma ser um fator diferenciador e, portanto, muito mais interessante na manutenção do próprio emprego e na construção da reputação profissional….ceteris paribus) e investem no uso do R.

O trabalho de econometria entregue é mais ou menos bem feito, mostrando um maior ou menor uso do R o que, claro, significa notas diferentes. Novamente: similar ao caso do Uber. Aqueles que não se empenham em experimentar todos os métodos de transporte também têm custos de oportunidade distintos e terminarão a semana ganhando mais ou menos com a combinação de viagens de táxis ou de Uber que escolheram.

Honestamente, qual a diferença entre Uber e R? Substancialmente, nenhuma. Detalhes? Alguns, mas nenhum que altere a conclusão genérica comum: a de que choques reais (é, você estudou ciclos reais comigo) ocorrem, são imprevisíveis e podem ser positivos.