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Curiosidade econométrica: pontes entre bioestatísticos e econometristas

Lendo o livro do Glantz, Princípios de Bioestatística para tentar descansar um pouco (tive um dia que não parecia, mas foi mentalmente agitado), descobri que o que nós, economistas, chamamos de variável omitida em nossos modelos econométricos, os médicos chamam de variável de confusão.

Faz um certo sentido, já que a omissão de variáveis importantes gera mesmo uma confusão e tanto. Ah sim, o livro: Glantz, Stanton, A. (2012). Princípios de Bioestatística. McGraw Hill/Artmed.

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Aulinha de japonês – cara de pau!

Curiosamente, não encontrei no clássico Locuções Tradicionais no Brasil, do falecido folclorista Cascudo, a “etmologia” do termo cara de pau. Todo mundo tem uma idéia do que significa, não? Tanto que falamos de passar óleo de peroba no rosto para expressar a mesma idéia de outra forma.

Agora, considere a expressão, em língua japonesa, 厚顔(こうがん、kougan)ou, de forma não-abreviada, 顔の皮が厚い(かおのかわがあつい、kao no kawa ga atsui). A primeira é uma abreviatura da segunda e poderíamos traduzir literalmente como “grosso rosto” ou melhor, “rosto grosso”. Como assim? Veja a segunda expressão que literalmente nos diz: a pele do rosto é grossa.

Significa exatamente a mesma coisa que em português, sem falar que a expressão é praticamente idêntica. Por que esta coincidência? Poderíamos especular que a expressão teria a ver com o intercâmbio cultural entre portugueses e japoneses em Nagasaki após a abertura forçada do país, mas não tenho conhecimento desta bela – mas provavelmente falsa – hipótese.

Prefiro pensar no aspecto biológico, ou seja, a cara do safado sequer muda, fica ali, fixa, mesmo com tudo acontecendo (e todas as evidências apontando para sua culpa). O mesmo fenômeno, lá ou aqui, pode ter gerado a mesma expressão.

Ok, não é Economia, mas é legal, né?