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Pooling Data…

Dica de site de hoje é o Pooling Data.

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Numismática de Gibis

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Duas moedas comemorativas que vieram de brinde em alguma daquelas revistas de “Os Trapalhões” da Bloch Editores. Bons tempos (de inflação elevadíssima).

Graças à “Nova Matriz Econômica”, você, leitor, também terá a oportunidade de vivenciar a inflação dos anos 80. Afinal, quem disse que o dólar não iria chegar onde chegou foi o mesmo que nos prometeu que virar o manual de Economia de cabeça para baixo seria uma boa idéia.

Mas os Trapalhões são inesquecíveis. Pelo menos eles nos faziam rir. Hoje, os humoristas foram derrotados pelo mau humor, pelo politicamente correto e, com exceção de alguns, vários foram comprados com verbas públicas (que bem poderiam ser redirecionadas para creches, hospitais, universidades, segurança…).

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O grau de abertura econômica: medida empírica

20150730_161537No Brasil da economia fechada (na fase pré-anos 90 e pré-Lula), as crianças tinham brinquedos e eram felizes.

Mas quando chegava algum japonês, com sua família, para trabalhar no Brasil, a gente ficava feliz porque ia brincar na casa dele e descobria, na própria pele (ainda que fôssemos crianças) os efeitos que uma economia fechada tem sobre sua vida: simplesmente os brinquedos deles eram muito mais legais.

Este aí é uma relíquia da infância. Eu e meu irmão já fizemos muitas batalhas com ele. Sequer sei o nome (supondo que seja baseado em algum anime) do robô. O charme é que suas peças são encaixadas por imãs e, assim, a gente podia desmontar e fazer aquela bagunça.

Pois é. Economia fechada é assim. Hoje, algumas pessoas entram em lojas de brinquedos e acham estranho que vários produtos sejam produzidos na China. Em nossa época, você tinha alguns brinquedos, mas quase nenhum importado.

Minha impressão é que havia menos diversidade naquela época para nós, crianças. Sem falar na inflação e em outros sub-produtos da política econômica heterodoxa da época, muito exaltada por alguns nos últimos anos. Os mesmos “alguns” que andam bem calados ultimamente…

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A inflação…

Abaixo, um resgate da inflação em minha infância.

Foram publicados ao longo do período 1975-1976 (perceba que não eram publicações baratas, eram praticamente livros). Como não foram publicados com uma periodicidade fixa, não tenho uma base de comparação muito precisa, mas, de um ano para outro, o preço saiu de Cr$ 20,00 para Cr$ 35,00. Dá para ver o tamanho do golpe, né?20150730_162235

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A relevância da ordem espontânea é muito maior do que você pode imaginar?

Art Diamond mostra, nesta citação de um outro comentário, que Hayek é mais atual do que nunca. O livro comentado, claro, é do Prêmio Nobel Alvin Roth e o trecho mais legal do comentário citado (que é do Alex Tabarrok) é este:

Mr. Roth’s approach contrasts with standard debates over free markets versus government regulation. We want markets to be thick, quick, timely and trustworthy, but without careful design markets can become thin, slow, ill-timed and dangerous for the honest. The solution to these problems is unlikely to be regulation legislated from on high. Instead what Mr. Roth practices is nuanced market design created mostly by market participants. Mr. Roth found, for example, that even though the problems in the market for gastroenterologists and law clerks looked the same (hiring started years before schooling ended), the solutions had to be subtly different because of differences in culture, history and norms.

Ou seja, meus amigos, como sempre digo (e Douglass North já frisou isto há algum tempo), o estudo das instituições, no século XXI, passa por uma abordagem muito mais sofisticada e rica que engloba uma necessária discussão sobre áreas na fronteira da nossa querida Ciência com as demais.

Repare que não se trata de uma simples dicotomia entre “estado malvadão versus empresários angelicais” ou mesmo entre “estado versus mercado”. A questão é muito mais rica e interessante porque o ponto central é a raiz da Ciência Econômica. É uma questão de incentivos. Afinal, diante da escassez, como alinhar os incentivos da melhor forma possível?

Poderíamos partir para uma “engenharia social”, mas Hayek já apontou, em seu Individualism and Economic Order, capítulo primeiro, vários problemas nesta abordagem. Talvez o caminho tomado por Roth tenha sido o de tentar verificar se Hayek estava certo nesta desconfiança. Ou então, incidentalmente, ele chegou neste ponto em sua pesquisa, vai saber.

De qualquer jeito, o que ele faz lembra muito o que Elinor Ostrom, nossa falecida Prêmio Nobel (que muitos economistas não conheciam e até lhe torciam o nariz porque, claro, ela não era economista…) ao tratar dos incentivos aplicados a problemas reais.

Ah sim, um ponto importante neste debate é o conceito hayekiano de ordem espontânea. Para sua sorte, existe um periódico (aberto) online somente sobre isto. Vá lá que as discussões por lá sejam um pouco estranhas de vez em quando, mas você não precisa gostar de todos os artigos escritos sobre um tema para fazer pesquisa, não é? Olha ele aqui: Studies in Emergent Order.

Curiosamente, o Brasil, que é um país tão rico em diversidades de tantos tipos, tem pouca gente interessada em estudos deste tipo. Faz-se muita panfletagem, discursos políticos, mas poucos estudos (caso você conheça algum que valha a pena divulgar, coloque aí nos comentários que eu analiso…ou divulgue em seu blog e me envie o link).

Finalmente, um breve vídeo do Douglass North falando sobre instituições informais – cuja ligação com o conceito de ordem espontânea me parece para lá de importante, não acha?