A taxa de câmbio mais sem sal do mundo

Qual é? Claro, a do dólar canadense em relação ao dólar dos EUA. Recentemente, um amigo, vamos chamá-lo de Lucas para preservá-lo, perguntou-me sobre o que eu achava desta série de tempo. Tive que lhe dizer: nunca vi mais gorda.

Mas eis que a curiosidade bateu. Por meio do R, consegui baixar dados diários (no limite de cinco anos) da taxa e fiz uns testes básicos para, claro, verificar que a série é, essencialmente, imprevisível (usei a escala logaritmica para fazer a rápida checagem do número de raízes unitárias…o leitor mais estudioso entenderá o porquê).

Eis os comandos.

library("forecast")
library("quantmod")
getFX("CAD/USD", from="2010-08-01")
par(mfrow=c(2,1))
plot(CADUSD)
ndiffs(log(CADUSD), test=c("kpss"))
plot(diff(log(CADUSD)))

Faça o exercício, leitor: replique isto em casa.

lucascambio

O teste de raiz unitária no logaritmo da série parece indicar que a mesma seja um passeio aletório em torno de uma tendência determinista (o drift foi fracamente significativo, em termos estatísticos).

O que será que Lucas deveria fazer diante disto? Comprar? Vender? Tem como prever a taxa de câmbio? Pergunte ao seu livro de Econometria, claro!

Claro, você pode se divertir mais pesquisando a relação entre estas duas moedas. Uma boa dica é brincar com os modelos básicos de séries univariadas como os modelos ARIMA. Outra, claro, é partir para estratégias multivariadas.

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