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“Que legal!”, eu dizia. “Que doideira!”, você diz: Batman e a gíria dos gibis…em quatro décadas

Sempre tenho uma lembrança dos gibis em meu processo de alfabetização. Bem, minha lembrança sempre foi a de que os gibis eram bem mais informais do que os livros. A Panini acaba de relançar alguns números do Batman, alguns que li há anos (originalmente vendidos em 1974, mas comprei alguns anos depois, ainda nos anos 80, em um pacote de revistas na banca).

Eis uma boa oportunidade de se comparar a linguagem coloquial (um assunto sobre o qual meu amigo Pedro Sette-Câmara discorre no terceiro número da revista Nabuco).

Deixo apenas dois momentos para vocês. Nesta primeira cena, temos a “Turma do Rabisco” (assim mesmo, entre aspas) trocada para “pichadores. De 1974 para 2012, o rabisco virou pichação? Mais ou menos. Repare que o membro da “turma do rabisco” acha “legal” receber uma “nota” para “pichar”…em 1974. Já em 2012, ele acha uma “doideira” receber uma “grana” para “espalhar a mensagem”.

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No segundo momento, o necrotério deixa de ser apenas o local dos “perdidos e infelizes” para se tornar o local dos “perdidos, azarados e mal-amados”.

Fullscreen capture 422015 61803 PM-001 HP0291-001Pois é. Necrotérios melhoraram muito nestes 40 anos: tornaram-se mais democráticos, não? ^_^

Interessante como a língua é algo dinâmico. Não sou da área e não arrisco a falar besteiras, mas a impressão que tenho é que a gíria (o coloquial), é mais dinâmico do que a linguagem culta, em um mesmo espaço de tempo. Talvez Batman possa resolver este mistério…

p.s. Sim, recomendo fortemente que você compre a revista da Panini. A edição é ótima e, caso você seja como eu e tenha tido uma experiência de infância similar, você vai gostar.

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