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O Teste de Causalidade de Granger, o Brasil (e o Rent-Seeking?)

Vitor Wilher faz um belo exemplo de aplicação econométrica: o teste de causalidade de Granger.

vitorwilher

A fonte é esta. O que eu não vi, no trabalho dele, é se ele trabalhou com as séries I(0). Ele deve ter feito isto (mas o slide não explicitou). De qualquer forma, caso ele tenha razão neste teste, então temos um governo com um comportamento bem maroto, não?

Uma coisa é você arrecadar para, então, gastar. Outra é gastar e depois buscar receita. Ora, se você é um trabalhador privado, o segundo caso é sinônimo de mais trabalho e/ou de endividamento (creio eu, temporários). Mas se você é o governo, isso significa que você irá em busca de mais arrecadação. Usará um papo moralista de que combate a sonegação, ou que vai multar para “educar” as pessoas, mas estará mesmo atrás do bom e velho tutano.

Mas há outras questões importantes aí. Ontem, por exemplo, vi uma jornalista tentar iniciar um escândalo no Roda Viva, em torno do termo “Estado Mínimo”. Pode-se falar em raças no Brasil (conceito que a genética já descartou…), mas “Estado Mínimo” parece gerar um alvoroço danado. O entrevistado, líder do VemPraRua, saiu-se muito bem na resposta. Ele usou o termo “Estado Eficiente”.

Pois é isso que buscamos todos, não é? Um “Estado Eficiente”. Ou você quer que seus impostos sejam usados de forma perdulária? Quer? Pois é. Aí até o Cantareira (ou a Cantareira, não sei…) seca.

O debate sobre o “Estado Eficiente” nos leva ao conceito de “nível ótimo do tamanho do Estado”, coisa que eu, Ari e Ronald falamos há uns 10 anos neste artigo. Sem a pretensão de que nossa estimativa seja a melhor coisa já produzida em econometria aplicada, lá naqueles tempos, dizíamos que, em termos da percentual de arrecadação tributária sobre o PIB, o tamanho ótimo estaria em torno de 32%. Mesmo este número nos parecia excessivo.

Passe os olhos pelos jornais e olhe para este resultado do Vitor. Difícil não se revoltar, não? Enquanto isto, alguns criminosos se calam para não entregar seus chefes, sacrificando esposas e filhos no altar do crime. Em homenagem a eles, fica este trecho do clássico Harakiri (ou Seppuku, nome original, de idêntico significado).

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