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Crítica às instituições: elas importam mesmo?

Leo Monasterio aponta críticas de um pesquisador. A meta-piada é que, se não importassem, pessoas não ficariam lendo sobre elas. ^_^

Agora, sério, a crítica sobre as variáveis utilizadas (como as do Polity IV) na parte 1, não me parecem tão poderosas assim. Em dois aspectos: (a) esta crítica não é exclusiva para a abordagem institucional (isto não a desmerece, mas torna-a mais geral) e, (b) se a questão é a escala de medida da variável, o ponto importante é usar o método estatístico mais adequado.

Quanto à parte 2, achei ótimo o autor lembrar do injustiçado Albouy, que fez uma crítica correta ao problema dos dados de mortalidade dos colonizadores (e foi criticado de forma exagerada por Acemoglu na réplica).

Acho promissor pensar em uma abordagem mais data-driven para medir o impacto de instituições sobre o crescimento econômico. Mais ainda, acho que o crescimento econômico é apenas um dos aspectos. Há a qualidade dos governos, por exemplo, que é uma variável para lá de importante.

Mas uma crítica mais séria, creio, é que precisamos definir melhor o que entendemos por instituições. Sério. Esta literatura tem se tornado um bocado extensa e algo confusa em algumas ocasiões. Claro, é difícil definir instituições, mas os artigos nem sempre deixam isto claro (acho que consegui dizer algo sobre isto aqui).

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A Psicologia Econômica é importante demais para ser deixada a cargo apenas dos psicólogos

Quer entender minha piada? Então veja isto. O restante das apresentações está aqui. Sim, quem me acompanha sabe que estive lá embora tenha conseguido passar longe das fotos do evento. ^_^

A propósito, já leu sobre os ratos hoje?

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Corrupção no Brasil: instituições e liberdade de imprensa

Texto interessante, descoberto por meio do Mansueto. Destaco, inicialmente um trecho cujo tema que tenho sempre enfatizado aqui: a liberdade de imprensa.

Brazil seems to be unique in terms of how citizens view the role of the media in the fight against corruption. In the 2010–11 Global Corruption Barometer, Brazil was the country where the media was selected as the institution most trusted in the fight against corruption with 37 percent of those surveyed choosing the media from the selection of institutions in the survey, the highest percentage of all
countries (n= 99). The corresponding figures for Chile, Argentina, and Mexico were 11 percent, 24 percent, and 16 percent.

The independent nature of Brazil’s web of accountability institutions has the potential to elevate the cost of political wrongdoings even from a politically and constitutionally powerful executive. The mensalão was the most publicised event pertaining to corruption in Brazil. In 2005 and 2006 there were over 28,000 exposés in national newspapers about the mensalão (see Figure 12). The Clean Slate Law (discussed below) ran a close second. Under the current PT government,many proposals for regulating the media have been proposed in reaction to its role in uncovering official wrongdoing.

Entendeu? Como a imprensa investiga, os políticos que estão há mais de uma década no poder ficam incomodados. Ah, vamos ver outro trecho.

Alston, Melo, Mueller, and Pereira (2010) propose a checks-and-balance index built with information on the quality of state institutions: the audit courts, the state public ministries, the share of independent media in states, the quality of regulatory bodies, the local judicial systems, along with the NGO density in the different states. Table 2 contains the states’ scores for two periods in time. Figure 13 plots the checks-and-balance scores against the level of political pluralism in the state, reflecting the degree of competition within their elections.

Alston et al. found that wealth accumulation by state political elites is much greater in states with weak checks and balances. On average, a decrease of one point in
their checks-and-balances index implies that the probability of self-enrichment rises by 8 percent. Media independence shows great variation across the states. States’political elites control about 8 percent of all local concessions for radio and TV in Rio Grande do Sul, but 100 percent in the state of Roraima. The study shows that the more independent the media, the less the degree of wealth accumulation in the states.

Pois é. Vejam como são as coisas. Ao invés de elogiar uma revista e criticar a outra, você deveria defender a existência de uma imprensa livre. Muito mais importante, né?

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“42!” ou “Quando os camundongos mostraram que a lei de demanda existia fora do universo humano”

O artigo de Hirsh e Silberberg (Hursh & Silberberg (2008)) é uma prova cabal de que Douglas Adams tinha razão: os camundongos são tão (ou mais) inteligentes do que os seres humanos. Há quem diga que alguns deles já ganharam bolsa no vestibular da faculdade por desempenho.

É, parte do que eu disse é brincadeira, mas parte não. Veja o resumo do texto.

The strength of a rat’s eating reflex correlates with hunger level when strength is measured by the response frequency that precedes eating (B. F. Skinner, 1932a, 1932b). On the basis of this finding, Skinner argued response frequency could index reflex strength. Subsequent work documented difficulties with this notion because responding was affected not only by the strengthening properties of the reinforcer but also by the rate-shaping effects of the schedule. This article obviates this problem by measuring strength via methods from behavioral economics. This approach uses demand curves to map how reinforcer consumption changes with changes in the “price” different ratio schedules impose. An exponential equation is used to model these demand curves. The value of this exponential’s rate constant is used to scale the strength or essential valueof a reinforcer, independent of the scalar dimensions of the reinforcer. Essential value determines the consumption level to be expected at particular prices and the response level that will occur to support that consumption. This approach permits comparing reinforcers that differ in kind, contributing toward the goal of scaling reinforcer value.

Em outras palavras, enquanto você fica aí, com preguiça, babando em cima do livro, os camundongos estão nos mostrando que a lei de demanda funciona. Olha, eu sinto muito pelos marxistas que atrasaram a genética soviética por décadas, mas se há alguma lei econômica na natureza, esta é a lei de demanda. Sim, esta mesma, neoclássica, que seu “professor” disse ser uma reles construção burguesa.

Cuidado. Daqui a pouco quem vai estar na ratoeira será você. ^_^

Vai uma bolacha aí, véi? Eu já terminei a prova.