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Gordon Tullock nos deixou.

Não acreditei quando li. Mas é verdade.

Triste. 

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O que é, o que é…

Imagine uma economia cujo governo adora controlar, comandar e planejar, gerando déficits públicos contínuos e na qual o setor privado que ainda respira o faz apenas pela ajuda de subsídios. Claro que esta economia é muito ineficiente e não avança. Sabe que reformas precisam ser feitas, mas não o faz. Não apenas isto, mas o governo mantém e idolatra símbolos políticos de gosto (e eficácia real) duvidoso(os), ligados ao socialismo (sim, a ineficiência em pessoa…).

Imaginou? Pois é. Mas, ao contrário do que você imaginou, não é o Brasil. É a Transnistria.

Um pouco mais:

The economy of breakaway Transnistria is a peculiar combination of the command-and-distribution model inherited from the USSR with elements of a free-market economy which is heavily dependent on Russian energy and financial subsidies. The main pillars of the region’s economy are several large industrial plants, built in the Soviet era, which generate more than half of its GDP (in 2012, Transnistria’s GDP reached around US$1 billion).

Repare no sempre negado – pelos nossos ‘inocentes’ professores do ensino médio – imperialismo russo (outrora soviético) sempre em ação e muito presente na vida dos ex-satélites.

Não fosse a ausência de recursos naturais, ceteris paribus, eu diria que as pessoas confundiriam a Transnitria com o Brasil.

Given its very low demographic potential, extremely small domestic market and the lack of raw material resources, the region seems unable to function by itself. Moreover Russia, which has a key influence on Transnistria’s fate, is not interested in the region’s economy becoming self-sufficient. Since Moscow subsidises the inefficient Transnistrian system, it is able to control this breakaway republic and to deepen the divide between Transnistria and Moldova.

Incrível, não? Eu não estranharia se alguém me dissesse que o governo de lá escolheu as empresas ‘campeãs’ por algum tipo de critério similar aos que o BNDES usou para eleger nosso empresário Eike Batista como símbolo do poderio privado (sob o forte intervencionismo estatal) nacional.

Estivesse o ditador venezuelano vivo, aposto que faria o papel de ‘influência russa’ sobre nossa economia. Aliás, lá também tem controle social da mídia.

In July 2005 the Transnistrian Supreme Soviet amended the election code to prohibit media controlled by the Transnistrian authorities from publishing results of polls and forecasts related to elections.

Eu sei, você jurava que eu havia inventado a Transnitria para fazer uma metáfora com o Brasil, né? Mas, infelizmente, para os transnitrianos (por enquanto), o problema é real. Ah, não dá para dizer que a culpa é dos EUA, a CIA nem considera a Transnitria um país, mas apenas um enclave na Moldávia, apoiado pelo governo russo.

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Restrições (Condicionantes) Fisiológicos do Desenvolvimento Econômico

Olha aí outro uso da modelagem econômica que nos ajuda a levantar novas hipóteses sobre a história.

Physiological Constraints and Comparative Economic Development

Carl-Johan Dalgaard
and Holger Strulik
Abstract. It is a well known fact that economic development and distance to the equator are positively correlated variables in the world today. It is perhaps less well known that as recently as 1500 C.E. it was the other way around. The present paper provides a theory of why the “latitude gradient” seemingly changed sign in the course of the last half millennium. In particular, we develop a dynamic model of economic and physiological development in which households decide upon the number and nutrition of their offspring. In this setting we demonstrate that relatively high metabolic costs of fertility, which may have emerged due to positive selection towards greater cold tolerance in locations away from the equator, would work to stifle economic development during pre-industrial times,
yet allow for an early onset of sustained growth. As a result, the theory suggests a reversal of fortune whereby economic activity gradually shifts away from the equator in the process of long-term economic development.

Fala que Economia não é bacana agora, fala!