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Você escolhe fumar: sim, isso mesmo

Kevin Murphy e o recém-falecido Gary Becker causaram muita polêmica quando apresentaram seu modelo do vício racional (rational addiction). Houve choro, birra, ódio e, claro, algumas pessoas inteligentes resolveram debater o tema.

Tem sempre uma reclamação sobre o modelo não ter uma contrapartida na realidade, que a história é importante e tal (geralmente esta crítica não vem acompanhada de contra-exemplos históricos, mas há exceções honrosas, claro). Pois é. Tudo isto é muito bonito, impressiona as meninas no bar, mas o bom mesmo é buscar evidências empíricas. Assim, enquanto você dormia, alguém foi lá e publicou no último número da Cliometrica o seguinte artigo:

The demand for tobacco in post-unification Italy
Carlo Ciccarelli and Gianni De Fraja
Abstract
This paper studies the demand for tobacco products in post-unification Italy. We construct a very detailed panel data set of yearly consumption in the 69 Italian provinces from 1871 to 1913 and use it to estimate the demand for tobacco products. We find support for the Becker and Murphy (J Polit Econ 96:675–700, 1988) rational addiction model. We also find that, in the period considered, tobacco was a normal good in Italy: aggregate tobacco consumption increased with income. Subsequently, we consider separately the four types of products which aggregate tobacco comprises (fine-cut tobacco, snuff, cigars, and cigarettes), and tentatively suggest that habit formation was a stronger factor on the persistence of consumption than physical addiction. The paper ends by showing that the introduction of the Bonsack machine in the early 1890s did not coincide with changes in the structure of the demand for tobacco, suggesting cost-driven technological change.

Keywords Smoking Italian Kingdom Rational addiction Panel data

Pois é. Então  vamos parar com este papo furado e vamos fazer trabalhos empíricos? Vamos parar de culpar o Dr. Smith pela nossa preguiça e trabalhar. Afinal, você não é um robô movido à bateria, né?

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O tal R ao quadrado…

Antigamente a gente precisava desmistificar o mito do R². Hoje, ainda bem, vários livros já fazem isto para a gente. Entretanto, isto não significa que a medida não possa ser utilizada, ainda que tenha alcance limitado. Por exemplo, a previsão de vendas de uma firma pode ganhar um pouco com o uso do R², mas é necessário ir além da planilha, como nos mostra este blogueiro.

Assim, muita calma antes pular de braços abertos nestes critérios, ok?