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História recente do liberalismo no Brasil

Acho que com a grana que o EPL arrecadou, eles bem que poderiam disponibilizar um vídeo com o som melhor (e um enquadramento melhor também). Imagino que farão isto em breve.

Fomos citados, a despeito do que dizem alguns supostos liberais stalinistas…

O vídeo acima cita este blog como um precursor do liberalismo moderno. Não sei o quanto este blogueiro ajudou a influenciar – para o bem e para o mal – os modernos liberais brasileiros, mas agradeço a menção. Afinal, a concorrência pelos corações liberais tem gerado, nos últimos anos, muito latido e pouco diálogo entre alguns supostos liberais. Pois é. Luciana não comunga do stalinismo desta corja, que adora apagar personagens da história…

Como nos ensinou a Escolha Pública, movimentos políticos não devem ser analisados romanticamente e nem os liberais escapam desta lupa buchaniana (olhem as brigas entre libertários norte-americanos que alguns querem reproduzir no Brasil, por exemplo). Saber fazer a auto-crítica e entender os incentivos políticos que guiam os movimentos liberais brasileiros é importante, embora possa, sim, criar inimizades com alguns. Pensando bem, há amizades que não valem tanto a pena assim.

Alguns personagens citados…e não citados

Mas volto à Luciana. Sua palestra resgata algumas figuras históricas e muito desprezadas por alguns jovens maoístas (que se dizem liberais, mas comportam-se como maoístas). Sabe, respeitar o passado não significa concordar com tudo o que foi feito ou dito, mas apenas ser honesto com a história e, ser honesto, neste caso, é um requisito básico para aprender com os erros (e acertos) passados.

Falo de Donald Stewart, Henry Maksoud e, bem, Luciana não citou alguns outros nomes, mas tem uma grande turma aí que ajudou a preservar uma filosofia em tempos de autoritarismo. Eu creio que Og Leme, Roberto Fendt e Alberto Oliva também merecem menção honrosa e sei que ela não os citou por falta de tempo (como tantos outros que eu me esqueço agora…).

Outro bom momento da palestra é quando Luciana cita Pedro Sette-Câmara e o inesquecível episódio do negro dia da consciência negra, no qual algumas pessoas mostraram que não são democratas, mas intolerantes e não podem ouvir uma opinião contrária que já a acusam de…racismo. Fosse hoje em dia, acho que Pedro, Álvaro, Sergio de Biasi e outros seriam os primeiros a comer as bananas.

E não faltou alguém?

Finalmente, a própria Luciana, modesta, não se citou como importante nesta história toda. Poderíamos falar aqui de seu esforço para reinterpretar insights austríacos em um contexto da burocracia pública – sob os protestos de um orientador que, embora não austríaco, entendia que seria impossível fazê-lo, pelo menos como proposto (se bem me recordo, esta foi a discussão dela com o orientador durante o processo) – que resultou em uma monografia que, na minha opinião, expressava a angústia de quem estava buscando tornar o setor público mais eficiente.

Ou poderíamos falar da Luciana que tentou agir, ajudando na articulação de pessoas que pensavam de forma similar em torno de algum tipo de ação concreta. A Luciana no Liber, a Luciana no EPL, a Luciana em discussões no Orkut, enfim, a Luciana em diversos momentos fazendo sua história (ou a nossa história, se é que me entendem).

Eu sei. Fazer a história é um bem público e, portanto, os incentivos para a ação individual, privada não funcionam se não houver alguma regra, algum mecanismo bem construído. Nem mesmo a ideologia – que é um bom incentivo- funciona a contento em todos os casos, como alguns liberais brasileiros já deveriam ter aprendido (basta ler teoria econômica mainstream ao invés de fazer exegese de autores austríacos….ciência não é religião, ponto).

Ora, neste caso, a Luciana também tem tido um papel bastante importante. Ela está fazendo a história, a despeito dos incentivos desalinhados. É preciso mais Lucianas no universo liberal.

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O IPCA da Copa – II

Tomo de empréstimo o título do post do Thomaz para lembrar aos leitores que a vitória dos inflacionistas do governo deve vir no meio do ano. Thomaz fez um belo exercício com modelos ARIMA (incluindo sazonalidade, portanto um SARIMA), mas você pode perceber que diferentes metodologias utilizadas pelos consultores (desde um ARIMA até um ARCH, um VARMAX ou uma previsão exponencial) não estão nos levando para um resultado tão otimista quanto as palavras que constantemente escapam à boca do ministro.

Não sei não, mas não vejo muito motivo para otimismo.