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Recursos Humanos…em R

Eis um interessante texto. Assinar o Predictive Times é gratuito e você pode se entreter com uma leitura como esta:

Much has been written about customer churn – predicting who, when, and why customers will stop buying, and how (or whether) to intervene. Employee churn is similar – we want to predict who, when, and why employees will terminate. In many ways, it is smarter to to focus inward on employees. For one thing, it is far easier for an company to change the operations or even the behavior of an employee, than that of a customer. As will be seen, employee churn can be massively expensive, and incremental improvements will give big results.

Sim, vai levar tempo para ler tudo e olhar para o modelo dos autores, mas já deu para sentir que a ciência dos Recursos Humanos é muito mais interessante do que nosso amadorismo tupiniquim, não? E olha que gráfico supimpa!

Estas coisas é que animam a gente.

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O gosto pela estética

Nunca foi meu forte admirar a estética até o dia em que uma professora particular de Física (sim, sempre fui péssimo em Mecânica, embora me saísse bem em Ótica, Harmônicos e demais) me repreendeu por ter um caderno desorganizado. Eu já tinha lá meus 14 ou 15 anos quando levei esta bronca. Nunca me esqueci.

No meu tempo, os pais acreditavam que havia algo de importante a ser aprendido pelos filhos e se ocupavam de lutar para que pudéssemos comer e beber em uma época de inflação destas que as manteguetes adoram. Lembro-me bem do dia: ouvi a bronca, botei a mão na consciência e pensei: mesmo que eu tenha uma letra horrível e esteja errado, vou tentar me organizar melhor.

Dali para frente eu percebi a importância de se apresentar um trabalho com um mínimo de estética. É estranho, claro, quando vejo aluno que, supostamente, diz-se universitário, insistir que pode entregar um relatório em um papel de rascunho que mais parece uma daquelas folhas com as quais se embrulham peixes nos mecados. Como pode alguém que faz isto dizer que está, realmente, preocupado, em entregar algo que possa ser lido, entendido e avaliado?

Pois é. Pelo menos eu tinha uma redação boa e conseguia me comunicar por escrito com as pessoas. Tínhamos menos analfabetos funcionais no país pelo simples fato de que o ensino era mais elitizado e analfabeto não entrava na escola. Hoje, com a democratização do ensino, o problema é gritante, mas ainda não há solução à vista, como percebemos nas sucessivas edições do PISA.

Aí é que entra a foto abaixo. Se há algo marcante nas mudanças tecnológicas dos últimos 20 anos, este é o aspecto visual. Há até um certo exagero, com gente querendo te vender um quadro lindo, mas vazio de conteúdo, mas o fato é que ficou mais barato fazer gráficos mais caprichados, que não apenas informam, como são agradáveis de se ler.

Querendo ou não, entramos em um mundo no qual uma das habilidades que precisamos ter é a de fazer gráficos visualmente atrativos. Economistas, em geral, não entendem bem disto e confundem a palhaçada de alguns com um belo gráfico. Mas isto está, gradativamente mudando, como o sabem os que trabalham em consultorias, por exemplo.

O gosto pela estética não é mais apenas uma questão idiossincrática. Trata-se de uma habilidade (skill) diferenciadora no mercado de trabalho. Além do mais, convenhamos, um gráfico informativo e visualmente atrativo não é uma agressão à humanidade, é?

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“Eu não queria aprender a fazer gráficos mais bonitos, mas o ganho marginal…”
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Escravização de médicos cubanos…explicada

David Henderson finalmente explicou algo que qualquer um acharia bizarro: a lógica cruel da escravização estatal cubana. Não, ele não fala de médicos, mas a lei se aplica. Basicamente, e nosso governo sabe disto porque está cheio de técnicos competentes (alguns que sabem até como tirar o chuchu do IPCA, caso a rainha assim o determine) que sabem ler, mudar a lei ou aumentar a multa para provedores que não retirem conteúdo que desagradem os políticos (isto se chama “Marco Civil”, ok?).

Está aqui.

Mas o melhor mesmo é o final do texto, no qual Henderson, com muita ironia, lembra-nos que este “mercado de trabalho” escravocrata – abençoado pelos nossos governantes, por incrível que pareça – não é muito diferente daquele que operava sob o nacional-socialismo alemão. Aliás, o nome é nacional-socialismo, percebeu?

Why do I give this post such a provocative title? Because, if you recall Schindler’s List, you will recall that Oskar Schindler was not allowed to pay his Jewish workers anything. Instead, he paid their wages to the Reich. My impression is that the Reich, in turn, paid the Jews nothing. That’s why I refer to the Cuban government’s wage policy as “modified” Nazi. I’m sure the Cuban government pays the workers something.

O complicado de falar as verdades é que sempre vem alguém e publica um artigo errado falando de impostos para helicópteros para desviar nossa atenção das verdadeiras questões, como mostraram os amigos do Economista X.

“No Brasil, eu teria muito trabalho porque os escravos são cubanos…a papelada para libertá-los seria maior”.