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Popularidade, popularidade…e o governo

Copo cheiocopo vazio…Olha aí o copo vazio e mais alguns detalhes:

O percentual dos que consideram as notícias desfavoráveis oscila de 28% para 32%, no limite da margem de erro de 2 pontos percentuais para cima e para baixo. O percentual dos que consideram as notícias favoráveis varia de 19% para 15%.

As notícias mais lembradas pelos entrevistados em março referem-se as obras para a Copa do Mundo (18%), e manifestações pelo Brasil (11%). Aqueles que declaram não se lembrar de nenhuma são 12%, enquanto 29% não sabem ou não opinam a respeito.

A memória do povo anda fraca, não? Repare que casos de corrupção sequer são citados. Vejamos mais.

A pesquisa mostra que prepondera a insatisfação em todas as nove áreas de atuação avaliadas. Isso significa que o percentual dos que aprovam não supera o percentual dos que desaprovam em nenhuma das áreas. O descontentamento aumentou mais notadamente quanto às políticas econômicas, refletindo a maior preocupação em relação à inflação e ao desemprego.

É, quando o bolso do sujeito sofre com o populismo governamental, não há política populista que se sustente.Vejamos o que nos diz Salvato (que sonha em ser um investidor?):

“Se eu fosse um investidor estaria preocupado com qualquer coisa que afetasse a minha rentabilidade. E o cenário com a Dilma é ruim. Então, qualquer possibilidade de ela não ser reeleita eu vou reagir bem”, explica Salvato.

Salvato deve estar poupando muito e investindo pouco, mas ele tem razão. O povo está simplesmente dizendo que com a política econômica atual, ele prefere uma salutar alternância de poder.

Mas Salvato tem esta mania de pensar em termos de expectativas racionais (vício de economista):

Salvato destaca ainda que a iniciativa de criação de uma CPI para investigar o caso Pasadena vai ampliar ainda mais a exposição de Dilma a notícias negativas. “E a possibilidade de novas quedas na avaliação da presidente faz com que o mercado comece a precificar, acreditando em melhoria de rentabilidade futura”, reforçou.

Quem poderia imaginar um cenário diferente (mas que faça sentido sem o uso de LSD e outras substâncias psicoptrópicas)? Acho difícil. Acho que ele foi ao ponto. Uma CPI, neste caso, é bem-vinda no sentido de se investigar o desvio do dinheiro dos consumidores para aplicações notoriamente ruins. Alguém aí é a favor de não se investigar um caso assim?

Mas toda ação tem consequências. Como o Salvato destacou, as próprias expectativas de ações também têm consequências. E as pessoas não são bobas: a vovó, o vovô, o professor de História do colégio, o estagiário, o bacharel em Filosofia não são bobos: querem perder menos do seu suado dinheiro. Isto é o que Salvato quis dizer ao falar de mercado precificando. Pois é. A coisa não está muito bonita para o lado da economia brasileira não.

Curiosamente, é uma situação enfrentada por um gabinete da Fazenda que é o mais longo (ou está perto disto) em nossa história recente. Tanto tempo, tanta experiência, mas, claro, nem tudo são flores, não é? Agora o ministro anda nervosinho para lá e para cá, reclamando de avaliações externas (só quando a nota cai, claro, porque a memória é seletiva…) e bravo com a imprensa que só lhe dá más notícias.

Alguém aí se lembrou de checar os dados sobre um possível apagão?

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