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Regras de Bolso do Mankiw – servem para estudantes e pesquisadores

O Mankiw publicou isto em 1996, na American Economist. Uma versão não-editada (ou pelo menos não-formatada) está em sua página. Vou adaptar as regras dele à minha realidade.

Regra 1: Aprenda com os Melhores Mentores

Não fosse o rigor do prof. Antônio Aguirre, eu não seria capaz de terminar meus quatro anos e meio da graduação lembrando-me praticamente de tudo o que ele disse em apenas uma disciplina, em um único semestre, para mim. Aprendi, então, que deveria procurar sempre estar próximo de bons professores, seja na USP, na UFRGS, na UCLA, no bar, etc. McCloskey, em um de seus livros, cita o velho Alexander Gershenkron, como um dos professores que mais se enquadram nesta dica do Mankiw.

Regra 2: Trabalhe com Bons Co-Autores

Tive sorte na vida: conheci o Leo Monasterio, o André Carraro e o Ari Araujo Jr. Quem já viu minhas publicações sabe que são estes meus co-autores mais frequentes. Vez por outra tenho o prazer de trabalhar com outros bons pesquisadores como o Reginaldo, Salvato, Pedro Sant’Anna, Fabio Gomes, Sabino Porto Jr, dentre outros. Mas sempre foram co-autores que se escolheram por afinidades de trabalho.

Regra 3: Tenha Interesses Amplos

Nem vou dizer nada sobre minha pobre pessoa. Mas o conselho para você, estudante, não deve ser ignorado. McCloskey, novamente, em outro livro, já falava que a gente se especializa por um motivo simples que é fazer trocas. Então, sim, temos que nos especializar mas, não, não devemos deixar de lado outras vantagens comparativas que temos em outras áreas. Cantar, desenhar, jogar basquete, estudar História, enfim, alguns outros interesses são importantes. Eu diria que é até bom: gera sinapses novas.

Regra 4: Aloque seu Tempo Cuidadosamente

Pois é. Eu adoro fazer X, mas tenho que entregar Y. Então, como não posso abraçar o mundo, tenho que fazer escolhas. A gente tem que aprender a fazer isso com nosso tempo. Ou é isto, ou estamos danados (no sentido da danação…).

Regra 5: Escreva Bem

Redação é algo que se melhora com a prática. Não nasci Souseki, não nasci Joyce e nem nasci Machado. Logo, aprendi, com muito esforço, a escrever de maneira razoável. Cada texto meu leva revisões e revisões e, em alguns casos, esporádicos, saem uns até bonitinhos, redondinhos. Mas são exceções! Para escrever bem, você deve ler muito. Simples assim. Digo, tem que escrever também. Mas ler é importante.

Regra 6: Divirta-se

Olha, se não houvesse esta última regra, então tudo isto não valeria de nada, não é mesmo? Eu bem que tento. A vida não é fácil. A vida, na verdade, é uma porcaria. Feia. A gente é que a embeleza (sou um pouco contrário àquela poética e anti-humana visão que diz que nós é que sacaneamos a vida…). A beleza da vida na Academia é uma função de produção complexa. Nem sempre entendemos bem todas as suas implicações. Claro, há gente tentando te fazer lavar o chão ao invés de te pedir pesquisa. O tempo todo. Há quem pense que professor é “pau-para-toda-obra” porque não consegue diferenciar uma cadeira de três pernas de um professor em termos do processo produtivo. Existe de tudo na burocracia privada ou pública. Mas se a gente não se divertir, aí é que a coisa fica triste e, sim, de tristeza a gente pode morrer.

 

 

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