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Qualidade da educação e falhas de governo

Infelizmente, não é fácil determinar a qualidade da educação. Parece que a educação brasileira era bastante fraca em comparação com a da Europa Ocidental, dos Estados Unidos ou da Argentina. O cargo de professor de escola primária tornou-se um prêmio político no Brasil. Os salários dos professores eram tristemente baixos e muitas vezes demoravam meses para serem pagos. Porém, visto que as mulheres dispunham de poucos meios para ganhar dinheiro, elas e suas famílias passaram a competir por cargos na escola primária. O visconde de Taunay escreveu que, quando ele se tornou presidente da província do Paraná, em 1886, um assessor lhe apresentou uma proposta de reforma educacional. A reforma consistia em transferir todos os professores do ensino primário pertencentes ao partido de oposição para outras cidades, de modo que fossem obrigados a renunciar ou ficar separados de seus familiares. (Schulz, J. “A Crise Financeira da Abolição, EDUSP, 2013, 2a ed., p.255-6)

 

Ok, eu não sei se a evidência do Paraná é generalizável, mas o exemplo de que a educação é um “bem público” que “deve ser ofertado pelo governo” fica, no mínimo, bem arranhado. Temos que voltar à Escolha Pública para uma explicação melhor…

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