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Depois da ressaca, bate a vontade de comer aquele “myojão”!

Acabou a farra, rapaz! 

Outro dia eu falei aqui do macarrão instantâneo, famoso por aqui pelo nome do primeiro produto do gênero, da Nissin Lamen, o Myojo (não confundir com a revista de música J-pop). Lembra dele? Aliás, eu não sei bem se o Myojo é da Nissin Lamen no Japão, mas isto fica para os eventuais comentaristas especialistas em macarrão.

Independente disto tudo,, eu sei que muita gente não gosta de macarrão instantâneo. Entretanto, o fato é que o mercado tem potencial, dada a correria dos dias de hoje, não? Com a liberação feminina, com o mercado de trabalho absorvendo todo mundo, quem é que tem tempo de fazer comida em casa? Note que um dos produtos mais vendidos hoje é a imagem de “chef” de cozinha. Alimentos baratearam, mas, como diz o cântico da igreja, quase ninguém tem tempo.

Mas se não tem tempo e não quer morrer de fome, infelizmente, tem que escolher entre comer mais um macarrão instantâneo ou preparar aquele prato francês fino que encanta a namorada, a esposa e, veja só, até a sogra!

Ok, chega de papo. Vamos começar a brincadeira com os dados. Então, que tal ver um gráfico? Dados do Banco Mundial e da Wina, cortesia deste blogueiro (clique na imagem para ver o gráfico).

myojo

Algumas observações importantes:

a) Os dados de Taiwan – Não tenho no Banco Mundial e, portanto, peguei o GDP per capita em PPP no CIA World Factbook mesmo. A população, direto dos órgãos oficiais de Taiwan (o próprio Banco Mundial recomenda alguns sites).

b) Você notará que há dois PIBs por pessoas empregadas em PPP. É que o dado da Wina para a demanda de macarrão é a soma dos dados da China e de Hong Kong. Ocorre que o restante dos dados é desagregado. Então, você tem que escolher como visualizar os dados (preferi não fazer um rateio porque a diferença de PIB per capita da China e Hong Kong não é desprezível…questão de critério, ok?).

c) O Nepal não tinha dados de PIB por pessoas empregadas no Banco Mundial. Usei, como no caso de Taiwan, os da CIA.

Caso você queira que eu analise os dados com mais cuidado, contrate-me. Sou um consultor relativamente barato. ^_^

Bom, dá para ver que a China é o grande “outlier” da história, não? Vejamos as correlações anuais quando calculamos o consumo de noodles per capita em função do PIB por número de pessoas empregados. Caso você queira analisar os dados sem a China, bem, brinque um pouco com o gráfico. 

Seu Myojo é inelástico à renda?

leideengelmyojo

Pois é. Eu também não vi muita coisa aí. Será que a Lei de Engel não se aplica ao macarrão instantâneo? Será que há pouco impacto de variações na renda sobre a demanda de macarrão instantâneo? Afinal de contas, será que terei algo para comer hoje que não seja macarrão instantâneo? Isto eu descubro em instantes, mas fica aqui a dica.

Desta vez, não vou fazer muitos comentários sobre o R. Dou apenas a dica do segundo gráfico (ou melhor, este belo conjunto de gráficos).

library(lattice)
library(latticeExtra)
xyplot(log((base$Instant_noodles)/base$population)~log(base$GDP_per_person_employed_1990) | factor(base$Year))

Eu sei que você consegue se virar sozinho. Quer estudar o consumo de macarrão? Boa sorte. Depois me conte o que encontrou, ok?

Um comentário em “Depois da ressaca, bate a vontade de comer aquele “myojão”!

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