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Um outro Vietnã, que largou a bobagem comunista e sabe fazer contas?

Em alguns momentos anteriores, neste blog, falei do PISA. Aqui e aqui, por exemplo (mas tenho mais a dizer ao longo do texto…). Não é todo dia que você vai me ver falar de Capital Humano aqui. Meu trabalho é tentar criá-lo (ou aperfeiçoá-lo, corrigí-lo, etc). Já é demais fazer isso e ainda vir aqui falar disso, notadamente em véspera de feriado.

Mas vamos lá. O aplicativo citado anteriormente em um dos links tenta ilustrar, graficamente, a relação entre ocupação dos pais e desempenho dos alunos no exame.

How much can we infer about a student’s performance in school by looking at what his or her parents do for a living? To find out, PISA 2012 asked participating students about their parents’ occupations. Occupations@PISA2012 is a web-based application that allows you to explore the relationship between parents’ occupations and their children’s performance in mathematics, reading and science – in your own country and in other countries.

 

E já que o BID destacou o Vietnã neste post, eis aqui algo.

vietnam_brazil

 

 

Honestamente, eu não sei se esta figura me informa muito sobre alguma suposta influência da ocupação dos pais sobre o desempenho dos meninos e meninas. Mas eu vejo que o diferencial de nota é gigantesco com os vietnamitas na frente em larga vantagem.

Aliás, os alunos do Vietnã foram uma grande surpresa, segundo o post, pelo seu alto desempenho no exame.

Una de las mayores sorpresas de la publicación de los resultados del Programa para la Evaluación Internacional de Alumnos (PISA 2012) fueron los impresionantes resultados registrados por Vietnam, el cual se ubicó en la posición 17 entre los 61 países que participaron. Su puntaje fue de 511 en matemáticas, superior al promedio de la Organización para la Cooperación Económica y el Desarrollo (OCDE) que fue de 494.

 

Você terá toda razão de me perguntar se isto é fruto da educação comunista do país. Repare que o governo do país é comunista e o estilo autoritário lembra muito o da China. Tal como a China, contudo, o Vietnã se abriu aos mercados (sim, o tal “capitalismo” que seu professor de História tanto odeia).

Não vou entrar aqui na – interessante-mas-que-fica-para-a-próxima – discussão de se é a liberdade econômica que traz a liberdade política, ou vice-versa (entretanto, veja o que eu andei estudando aqui, para o Brasil).

Repare que o ensino de matemática não tem nada daquelas baboseiras que alguns Rasputins tentam vender aos pais (bobagens com belos nomes, claro). E nem tudo está perdido. No Brasil, claro, tem gente séria querendo fazer o ensino da Matemática alcançar um nível decente, como o Flávio Comim e o pessoal do Círculo da Matemática.

Finalmente, para os que, como eu, gostam de olhar para os dados, a dica é a OCDE e, claro, a pergunta que fica é: quais as chances de o Vietnã nos ultrapassar? Eu aposto que, com nossa educação toda ideologizada e falida, seremos um dos países mais pobres do mundo, em capital humano. Exagero meu. Digamos que seremos o último colocado no PISA (e não adianta melhorar a colocação fazendo “pré-vestibular” do PISA, senhores burocratas).

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