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Tyler Cowen no TED

Pena que a filmagem não foi editada (você entenderá o que eu digo). Mas ele está aqui.

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A tecnologia pode mudar coisas que pareciam ser eternas…

…como, por exemplo, a injeção, que usamos para nos vacinar.

Agora, pense como economista: esta nova modalidade de vacina mudará diversos mercados. Alguns setores poderão desaparecer, desemprego surgirá e, claro, na sociedade pós-revolução industrial, intelectuais (que surgiram graças à dita cuja) falarão sobre futuros sombrios, atendendo à demanda de suas próprias curiosidades e também de grupos de interesse que exigirão a parada do progresso.

Não, não é fantasia. Lembre-se dos socialistas fabianos. Mas vamos em frente. Novos setores surgirão, outros crescerão como não haviam crescido antes, gerando novos empregos que poderão ou não exigir habilidades novas que poderão ou não ser rapidamente ensinadas aos novos trabalhadores.

Tal como já ensinado por Schumpeter, a destruição criativa fará seu trabalho de avançar nossa qualidade de vida, alterando as relações intra e inter-mercados. E assim por diante.

Claro, tudo isto pode acontecer em escala maior ou menos, conforme um bocado de coisas que ninguém é capaz de enumerar porque, sim, é humanamente impossível enumerá-las, mas a linha da história que tracei será a mesma.

No final de tudo isto, eu só queria mesmo destacar o quanto a tecnologia pode ter efeitos que nem sempre imaginamos e, sim, interesses vão se levantar para manter estruturas que serão mais e mais antiquadas. Algumas sociedades conseguirão equacionar isto melhor  – e vão se desenvolver – e outras farão como a sociedade brasileira (em sua grande maioria, na minha visão pessimista (?)) que cederá às tentativas de barrar o progresso…depois do cartão no ônibus seguido da manutenção do cargo de trocador, da manutenção daquelas moças nos shoppings que nada mais fazem do que pegar sua bandeja suja e levar até uma lixeira, eu não tenho me sinto muito otimista.

Como economista, é muito recompensador descrever como o mercado funciona (ou como a sociedade funciona, já que mercado estuda trocas que envolvem bens ou serviços que têm valor o que, praticamente, engloba tudo na sociedade…). Mas, enquanto cidadão, eu lamento pelas escolhas destes últimos governos no que diz respeito aos incentivos para que vacinas como esta pudessem ser criadas aqui.

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A Política Brasileira – comentários

Acabei de ler a ótima entrevista da Maria Celina D’Araujo na última Conjuntura Econômica. Acho que não está disponível online, mas recomendo a leitura. Alguns pontos da entrevista interessantes:

1. Tucanos e petistas são idênticos, mas os últimos sabem se comunicar – Sempre ouvi e concordei com isto. Aliás, nunca vi povo tão ruim para fazer propaganda de suas próprias realizações do que os tucanos. Ou então os “marqueteiros” políticos do Brasil são péssimos (pelo menos os contratados pelos tucanos).

2. O problema da economia política constitucional – Aqui eu vou citar literalmente:

O problema no Brasil não é ter judicialização na política, pois isso é um fenômeno mundial. O problema é que aqui tudo é constitucionalizado: as políticas sociais, os direitos do trabalhador, tudo. Então qualquer mudança é sujeita a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin). A gente pode até pensar, do lado positivo, que com isso constitucionalizamos todos os direitos, toda a CLT, todas as políticas sociais, públicas, numa forma de garantir que o país caminhasse por um rumo diferente. Por outro lado, podemos pensar que foi uma forma de cortar nossos pés com uma machadinha, já que não conseguimos andar muito, pois tudo fica suscetível a questionamentos nos tribunais por parte da oposição. (p.22)

Ou seja, esta mania brasileira (?) de achar que tudo se resolve com o Direito, colocando tudo em leis é a pior forma de se promover mudanças sociais. Chegamos a um grau, eu diria, perigoso. Ao invés de cumprirmos leis simples como: “bateu em alguém, vai preso”, temos que criar leis para cada grupinho que se ache injustiçado, específicas, dizendo a mesma coisa, mas adornando a coisa com um adjetivo: “mulher”, “criança”, “idoso”, etc. Claro, quando estas coisas são constitucionalizadas, caímos no problema maior apontado pela socióloga.

Então, como fazer para melhorar o país? Pergunta difícil. A primeira coisa a ser feita é ler as matérias da revista. Pelo menos o artigo do Samuel Pessôa e a entrevista citada eu já li e posso dizer: a coisa tá feia.