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Introdução à Abenomics – parte I

A “Abenomics” foi o assunto da manhã, hoje. Faz algum tempo que eu queria dar uma olhada nos dados. Assim, do FRED eu obtive a taxa de câmbio (Yen/Dólar) e, do BoJ, a conta corrente japonesa (100 milhões de Yen). Criei a dummy “abenomics” que possui valores unitários a partir de Dez/2012 (a amostra começa em 1999.01 e fecha em 2013.10, ok?) e testei algumas especificações. Os resultados estão na tabela abaixo.
abenomics1

 

Sim, eu não sou fã de modelagem de equações simultâneas, no sentido, digamos, clássico do termo. Então eu fui direto para um modelo ADL (modelo autoregressivo com defasagens distribuídas). Minha hipótese – estou de férias! – é a de que tanto a conta corrente (CA) quanto a taxa de câmbio (E) são estacionárias. O leitor mais interessado pode, por si só, fazer o teste e checar se me enganei (estatisticamente falando, eu me enganei com alguma probabilidade…).

Nesta primeira parte, sem entrar em testes de diagnóstico, vou me concentrar na coluna (3). Nesta regressão, a taxa de câmbio é significativa, mas sem efeitos defasados (a coluna (1) mostrou que as defasagens do câmbio não faziam muita diferença). Em termos de sinais, uma desvalorização de um Yen no câmbio gera um aumento de 80.33 Yens na Conta Corrente do Japão. Curiosamente, o efeito da política do gabinete de Abe é negativo e bastante elevado. Será este o sinal correto do ponto-de-vista de quem faz a política econômica?

Pois bem, eis aqui alguns problemas.

1. Cadê os testes de diagnósticos de resíduos?

2. A abordagem ADL é bacana e eu não creio que mais defasagens façam diferença. Entretanto, será que o sistema só envolve estas duas variáveis e com esta causalidade?

3. Tem sazonalidade?

Assim que eu tiver um tempinho, voltarei nestas duas perguntas e, claro, também tentarei considerar outras questões que surgirem nos comentários. Caso alguém tenha alguma observação, sugestão ou adendo, envie nos comentários, ok?

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