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As melhores de 2013

1. Campeão disparado: Mantega, por suas previsões notoriamente erradas e viesadas para o crescimento econômico e inflação.

2. Minha sobrinha, Tetê, por sua reiterada bronca sobre o fato de eu não ser o Papai Noel pois: (a) o de verdade está no Shopping Center, veja a foto! e (b) sua barba não é de verdade.

3. Os militantes do partido da presidenta, por explicitarem o seu sincero racismo quando da decisão do juiz Joaquim Barbosa.

4. O jornalismo brasileiro, por se furtar a investigar os fatos, rotulando pessoas (como no caso do Partido Novo), pela falta de vontade de cobrir os fatos (como no caso do vandalismo durante as manifestações), etc. Ponto negativo para vocês.

5. Os podcasts do Reaçonaria e do EPL, pelo excelente conteúdo e bom humor.

6. O Porta do Fundos, por renovar o humor nacional, embora tenha começado com o pé esquerdo, afirmando que não fariam piadas com muçulmanos (quanta concessão ao autoritarismo, portenhos….sem medo de ser feliz, né?).

7. A indústria de DVDs nacional, capitalista e burguesa – por trazer, finalmente, em vídeo, filmes como o “Omega Man”, com Charlton Heston. Falta ainda trazer o “Logan’s Run” (“Fuga das Estrelas”), tanto o filme quanto a série! Vamos lá, esforcem-se!

8. Seth MacFarlane – por nos trazer o Ted.

9. José Serra – por finalmente parar de encher o saco (principalmente quando falava de economia).

10. Luis Fernando Verissimo – por continuar mantendo morta sua titia de Taubaté, mostrando que, no fundo, no fundo, ele só a mantinha viva para criticar os seus desafetos políticos. Mostrou que escritor, tal como qualquer um de nós, é um ser humano e, portanto, não se o deve levar mais a sério do que a moral de suas crônicas.

É isso aí. Feliz 2014!

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Os melhores filmes (que eu assisti) em 2013

1. Iron Sky – óbvio!

2. Machete – óbvio!!

3. Os Vingadores – óbvio!!!

4. Planeta Terror – óbvio!!!!

5. Fuga de Los Angeles – fazia tempo que não revia! Mais que óbvio!!!!

6. Meu Malvado Favorito 2 – preciso dizer mais?

7. _________________________ (preencha com algum filme iraniano com legenda em belga só para seus amiguinhos “cult” não ficarem falando mal de você, Claudio).

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Os melhores livros de 2013

São tantos bons livros…tentarei falar de alguns. Reparem que nem todos foram lançados neste ano e nem eu terminei a leitura de todos. Digamos que eu tivesse que selecionar cinco livros (não sei se é o caso), seriam estes.

1. Desenvolvimento Econômico – Fabio Giambiagi e Samuel Pêssoa

Finalmente um manual em português com bibliografia atualizada e relevante.

2. The not so wild, wild, west – Terry L. Anderson e Peter J. Hill

Direitos de propriedade podem servir ao comércio pacífico? É necessário que o governo intervenha? Questões como estas nunca serão respondidas sem bons estudos de caso. Bem, com o trocadilho infame, este é o caso deste livro.

3. The Rational Optimist – Matt Riddley

Não terminei de ler, mas é, certamente um dos melhores livros do ano. Leitura obrigatória.

4. The Institutional Revolution – Douglas W. Allen

Outro grande livro sobre História e Desenvolvimento Econômico. Não vá para o debate sem ele.

5. Second Nature: Economic Origins of Human Evolution – Haim Ofek

Este eu comecei a ler. Não é tão novo. É de 2001. Entretanto, pela proposta, fiquei curioso. Fica aqui pelo índice promissor.

 

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As instituições bolivarianas

A notícia mais aterrorizante da semana – aterrorizante em qualquer aspecto – é a de que, no Brasil, um monte de gente pode se juntar (exceto para fazer flashmob, porque isto a nossa prefeitura (?) proíbe) e chantagear qualquer entidade privada porque a polícia não fará nada. Não, não é apenas questão de polícia, eu sei. Mas os juízes também vão se esconder embaixo da cama. E os políticos farão de conta que não existem.

É fato que ninguém, em sã consciência, é contra aliviar a situação de pobres. E falo isto sem ganhar um tostão de bolsa do governo para fazer uma “pesquisa” econométrica com “evidências” de que pobre só morre se for negão ou que bolsa-família é melhor que o sistema de metas contra a inflação. Muitos supostos “Ph.D.s por Chicago, MIT, etc” vivem muito bem com a grana recebida para fazer pesquisas que “encontrem provas” a favor das políticas do governo. Muitos outros, claro, são mais sérios e éticos. Mas o fato é que a cara-de-pau aumentou.

Aumentou e aumentou muito, devo dizer, nos últimos anos. Não, não acho que é uma política inventada pelo suposto líder sindical e ex-presidente Luis Inácio L. da Silva. Não acho que seja um sujeito tão sofisticado assim e nem tão bem assessorado. Afinal, é bom lembrar que ele sequer sabia do esquema do mensalão que existia sob suas barbas. Embora muita gente fale do suposto “mensalão mineiro”, lembro que devemos encontrar o mesmo cenário: o nosso político, Eduardo Azeredo, tal como o ex-presidente, também não devia sequer saber da existência de tamanho esquema. Afinal, vale para o ex-operário – que não era burro só porque não estudou – como vale para o ex-governador.

Agora que já colocamos os pseudo-argumentos em seus devidos lugares, voltemos ao ponto central, título deste post. A conivência da população – construída por anos de convivência com a corrupção – é tanta que bastou condenar um bando de políticos que os militantes petistas e seus simpatizantes acharam o fato suficiente para expressar todo seu racismo em redes sociais. Acusaram Ali Kamel de ser racista por publicar um ótimo livro, mas não resistiram a chamar o presidente do STF de macaco por discordarem…de sua sentença.

Sim, é verdade. O governista – antigo opositor – Kassab teve sua suposta homossexualidade ventilada de maneira safada pela suposta sexóloga petista durante uma destas campanhas para a prefeitura. Um outro membro desta suposta minoria, lá em Porto Alegre, oposição ao então governador Olívio Dutra, foi esculachado e impedido de participar de uma daquelas comemorações da tal Farroupilhas (e não me refiro à zona de prostituição, obviamente…) por querer se vestir de prenda. Fosse ele um militante do partido do ex-governador, provavelmente teria sido levado ao desfile sobre os ombros dos valorosos militantes democratas da esquerda.

Falamos muito de genocídio e de vítimas da ditadura militar, mas não temos coragem de falar da fome na Ucrânia, das valas comuns de poloneses, tchecos, lituanos, etc no Leste Europeu criadas pelo massacre socialista. E o Camboja? Alguém estudou o Camboja na escola? Ou vamos critictar apenas o suposto imperialismo dos EUA no Vietnã? Revolução Cultural de Mao…o que foi aquilo? Um simples “desvio” da revolução? Matar homossexuais em Cuba pode porque tem médico cubano no interior?

A conivência, portanto, não é sinônimo de tolerância, valor vital para a democracia. Trata-se da conivência unilateral, geradora de desigualdades, e viesada, maniqueísta. Prega-se um discurso de que a “diversidade é bonita”, enquanto se trabalha para que a diversidade desapareça. Qualquer voz – com o perdão da piada – diversa é combatida como se fascista fosse. Aliás, ninguém mais sabe o que é fascismo. Nem a filósofa da USP parece ter estudado a História “para além” de seus autores favoritos. Sim, porque se o tivesse feito, veria que fascismo e socialismo deram-se as mãos com muita alegria no campo teórico e, bem, a Polônia, esquecida por nossos militantes e supostos professores de História, pode dizer mais do que eu jamais poderia.

Conivência sem tolerância, pois, é o que eu chamo, com a consciência limpa e tranquila, de a mais inovadora instituição bolivariana do século XXI. Uma instituição que consegue trazer o que há de pior no passado da história da humanidade para o presente, sob uma roupagem bonita, supostamente progressista, supostamente popular, com olodum, tambor, artesanato, meio ambiente, Jesus Cristo Superstar, etc.

A roupagem, infelizmente, não parece cobrir muito. Mas quem sou eu para dizer que a presidenta está nua? Prefiro a velha história, mais tradicional, eivada de valores antigos (machistas?), aquela que me contaram quando criança. Aquela na qual o rei é quem está nu.

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Wikipedia-PT

A questão do viés da Wiki-PT (como é chamada) não parece ser algo isolado ou recente. Vejam só isto e isto. Vale dizer, não vai demorar muito para alguém colocar uma petição no AVAAZ (ou outro destes sites da moda) para que a Wikipedia deixe de ter este viés ideológico.

Ainda acho que uma boa auto-regulação e mão na consciência ajudariam muito, mas não podemos contar sempre com anjos…

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Walter Oi

Acabo de saber que faleceu, no Natal, o economista Walter Oi. Caso você não saiba porque ele é importante, eu te digo: o problema favorito dos economistas (tentar entender a precificação de um parque como a Disneyland) tem uma das soluções mais famosas por conta do prof. Oi. O artigo original dele está aqui e outras respostas podem ser encontradas no ótimo Hidden Order de David Friedman e afins (como o próprio Armchair Economist do Landsburg cuja nova edição eu ganhei de presente do sempre generoso Philipe).

Walter Oi, eu não sabia, era cego (e não entrou em Chicago por cotas, até onde sei, o que mostra o quão longe as pessoas podem ir se não derem a mínima para suas “limitações”).