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Quando meu aluno reclamar que não conseguiu ler o Roberto Simonsen porque não tinha na biblioteca…

…eu vou contar a ele sobre a maravilha que é a Brasilianas online. Para quem não sabe, deve ter sido a coleção mais bacana que este país já teve. Aqui está o link para o livro do Roberto Simonsen.

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As instituições e o crescimento econômico regional

Este artigo do prof. Sanson e da Juliana Daldegan Lima pode não ser tão novo, mas só o descobri agora. Vale a pena ler? Claro. Primeiro porque faz um interessante resumo sobre a economia regional, no caso, catarinense, com foco na indústria têxtil. Ok, confesso que não é o motivo mais abrangente do mundo para interessar meus seis leitores mas o arcabouço teórico do artigo é muito bom. Trata-se da Nova Economia Institucional com um forte viés para o estudo do empreendedor sob a hipótese schumpeteriana.

Eu diria que hoje temos mais sobre o empreendedor em outros autores (notadamente William J. Baumol), mas o artigo é bacana. Um dia destes eu conto para vocês um pouco sobre o caso da Hering…bom, primeiro tenho que me lembrar do que conversei com o prof. Sanson há uns 5 ou 6 anos atrás.

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Quando o Estado faz controle populacional

A cena acima, do filme “Logan’s Run” (depois transformado em série para a TV), ilustra o chamado “Carrosel”. Nesta cerimônia, todos os que atingiram 30 anos de idade são assassinados voluntariamente pois pensam que nascerão novamente (uma espécie de ressurreição).

Na verdade, trata-se de um dos mais cruéis controles populacionais já imaginados. Não deve ser difícil encontrar culturas antigas que uniam religião e poder estatal para fazer algo similar, aposto eu. De qualquer forma, quando alguém lhe falar em controle populacional à revelia dos cidadãos, lembre-se disto.

O mesmo fenômeno pode ser disfarçado sob uma forma aparentemente mais branda. Por exemplo, o Estado pode decidir o que você pode comer, baseado em religião (fé) ou, pior, em conclusões científicas (que, se são seriamente feitas, terão sempre uma margem de erro e, portanto, não são nunca definitivas).

Claro que é muito barato, hoje em dia, com a internet e tudo o mais, informar ao cidadão das conclusões e deixar que ele decida o que fará com sua vida. Entretanto, a lógica de manutenção do poder leva os encastelados a propor a venda de políticas públicas que exacerbam o lado megalomaníaco das pessoas, o famoso: “eu sei o que é melhor para você porque….(eu estudei, sou mais inteligente, sou médico, sou maluco, sou cientista, etc)”.

Assim, vende-se proibições para uma população que adora achar que sabe o que é bom para os outros (certamente existem explicações psicológicas/sociológicas simples para isso) e, no final, a possibilidade de indivíduos pensarem e decidirem é soterrada sob as determinações proibitivas disfarçadas de “amáveis-políticas-que-pensam-em-você,  bobinho”.

Nos anos 70, a sociedade norte-americana resistiu a estas invasões com muito mais força (veja a cultura pop da época) do que própria sociedade brasileira no mesmo período (e isso é algo que vale a pena tentar entender). O carrossel sempre foi mais querido nos trópicos do que no Hemisfério Norte. Afinal, se mesmo após saber que nativos latino-americanos arrancavam o coração de outros nativo-americanos e jogavam escadaria abaixo (um daqueles povos da América Central), as pessoas ainda sintam pena dos derrotados diante da colonização hispânica, não poderíamos esperar outra coisa, não é?

Como a sociedade evitará o carrossel que o Estado deseja lhe vender como o paraíso?