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E o capital humano, minha gente?

Em resumo acredito que a participação da indústria de transformação na economia é uma variável endógena. Desta forma não deve ser objeto direto de políticas econômicas. Se é para ter uma indústria mais forte então que se mudem os fundamentos da economia da economia brasileira, do contrário estaremos condenados a ciclos de aumento e queda da indústria.

Não poderia concordar mais com o Roberto. Poderíamos voltar no tempo e rever a questão dos fundamentos na história econômica brasileira. Desde quando nosso governo tentou mudar os fundamentos da economia? Há vários momentos interessantes, sempre celebrados nos livros-texto de história econômica do Brasil. Entretanto, sabe o que eu nunca vejo nestes livros? A questão da educação.

Quer dizer, há aquele livro do Langoni, e tal, mas o pessoal do mainstream dos livros-texto parece não gostar muito dele. Os motivos para tal ausência poderiam ser alvo de um estudo de Sociologia do Conhecimento (acho que é este o campo de estudo adequado). Quando foi que o governo brasileiro tentou mexer no capital humano? Meu amigo Kang acha que o governo não foi muito ativo nisto.

Isso significa que o governo deixou o mercado cuidar da educação e toda aquela lenga-lenga da panfletagem sindical sobre o neoliberalismo é o que temos hoje? Nada poderia estar mais longe da verdade. Como sempre lembrou Jorge Vianna Monteiro, a expansão do tamanho do Leviatã não se mede apenas por “G/PIB” e nosso governo sempre gostou de regulamentar o que visse pela frente. Alguém poderia achar isso lindo ou imaginar que o cidadão burrão (= hipossuficiente = com racionalidade de barata e limitada = qualquer outro motivo alegado pelos defensores da tese) estaria sendo protegido do malvado mercadão neoliberal comedor de crianças.

Bom, a história não foi bem assim. O que temos hoje é um sistema educacional (que nem sempre educa, mas doutrina) com problemas que não preciso citar. Basta botar os garotos em competições internacionais sérias (não vale alguma patrocinada por Cuba, Venezuela, Bolívia, Coréia do Norte, Argentina ou Irã) e nosso desempenho vai para o fundo do poço. Pode não ser o pior país do mundo, mas não dá para ficar muito feliz com os resultados.

No final do dia, a pergunta mais óbvia é aquela que Hering se fez ao começar sua indústria: cadê o engenheiro para manusear esta super tecnologia que comprei? (eu não tenho a citação, mas o prof. Sanson me contou esta história faz tempo…).

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