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Machbeth, Mantega e o faroeste caboclo

Pois é, leitor(es). a glória heterodoxa voltou (embora eles não divulguem porque, bem, ficam meio sem-graça de repetirem tudo). O ministro da fazenda diz que tem armas para enfrentar a alta do dólar, mas parece querer usá-la apenas após a eleição (que o manterá no emprego, creio). Ou então está sem munição.

Enquanto isto, aguardamos – já fazem 12 anos ou mais – a tal promessa “histórica”, “vinda das bases populares”, de que a esquerda traria ética para a política, numa leitura rasa, bem rasa, da boa Filosofia Política. Na prática, só os marchadores profissionais (que saem às ruas num mundo de conto de fadas no qual a esquerda ainda é monopolista das boas causas) acreditam nisto e insistem que o bom mesmo era não ter democracia, realidade, mas sim, ditadura e fantasia. Parece que estamos mesmo dentro de um romance, mas com muito menos qualidade do que gostaríamos.

A impressão que dá é que o faroeste caboclo do ex-presidente e seus aliados na área econômica ocorre durante o fim de um carnaval tropical, no qual as máscaras andam caindo por aí, uma após a outra, revelando os traços autoritários dos militantes “fora do eixo”, dos “dentro do eixo”, justificando o silêncio esquerdisto-heterodoxo quanto às ações autoritárias de Castro, Chavez ou Kirchner. Começaram a sentar no colinho gostoso dos que pretendem acabar com a inflação com bravatas e soldados quando mataram a velhinha de Taubaté?

Caso alguém queira olhar para o mundo real, deveria começar estudando os impactos de diferentes instituições (e não apenas políticas econômicas) sobre a prosperidade da sociedade. Não, não adianta choramingar dizendo que nunca poderá haver alguma desigualdade econômica ou que se houver um pobre nas ruas, devemos destruir concessionárias de automóveis até que o governo faça algo. Estamos falando de análise séria, científica (e não adianta dizer que números atrapalham seu desejo de implantar suas crenças como prática de governo porque…você está sempre certo), que leva anos e exige mudanças marginais e custosas. Afinal, ou é isso, ou é a barbárie. Aliás, não adianta tentar contar a história de um jeito diferente do que ela é. Barbárie é barbárie…

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